<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419</id><updated>2012-02-16T00:53:20.408-08:00</updated><title type='text'>Utopia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2692883812597743452</id><published>2011-01-22T05:26:00.001-08:00</published><updated>2011-01-22T05:26:56.490-08:00</updated><title type='text'>Ao Sr. Rocha</title><content type='html'>As pessoas problemáticas ou até mesmo simples, são as que prestam atenção em você. Digo isso pois passei por essa experiência e fiquei contente no acontecido. Estava cabisbaixa, como sempre nas minhas caminhadas onde encontra-se apenas eu e Deus, sentei-me em um desses banquinhos sujos de copacabana, onde os idosos trazem seus cachorros para fazer suas necessidades rotineiras ou apenas para jogar conversa fora. Fiquei sentada de frente àquela selva de pedra durante uns longos minutos e, pude notar diversas pessoas passando a minha frente, muito agitadas, correndo sempre, com pressa de viver, de chegar, de partir, de encontrar que acaba tendo que se desencontrar. Pessoas indo e vindo, com sua agenda como sempre muito lotada, muito cheia, sem tempo de prestar atenção em nada além da sua própria vida pessoal. - São comuns. Quem não é assim hoje em dia? Eu sou assim. Você também é assim. A sociedade nos fez ter pressa, perder tempo nos tempos de hoje, é suicídio. Mas essa minha situação me fez pensar nessa correria imposta pelos parâmetros sociais. Aonde chegaremos com tanta pressa? Muitos temos o que fazer, seja em casa, no trabalho, na família, com o cachorro, no jardim e por aí vai... mas quando iremos prestar atenção nas pessoas que nos cercam? &lt;br /&gt;Foi o que me aconteceu. Nesse dia em que estava sentada, estava em conflitos internos. Meu rosto denunciava a tamanha angustia que sentia por tudo. Pelo que perdeu-se com o passar do tempo com a correria cotidiana, com as pessoas dispersas, com os carros, com os restaurantes, agências de turismo, com o ciclo social, com a família, tudo estava no lugar errado. Tinha nada certo. Nada. Não era aquilo que eu queria, não era aquilo que eu estava vivendo. Não era eu. Não eram eles. Nada daquilo era aquilo mesmo embora era o que parecesse. Como se eu visse tudo de fora, como platéia da minha própria vida.&lt;br /&gt;Meio a pensamentos congestionados, tráfico interditado, engarrafamentos e etc, veio-me um senhorzinho. Um moço muito do aspecto "mais um louco de copacabana", estava sozinho. Levantou-se e logo me viu. Senti isso pois estava com os olhos fixos ao horizonte de algo, não olhava para os lados. Nada me interessava. Estava tão presa na minha própria dor, no meu eu, no meu egoísmo incubado, que demorou para eu o notar. E ele estava ali, atento as minhas expressões faciais, enquanto escutava meus soluços, e sua expressão mudara no momento em que decidiu vir falar comigo. De primeira, fiquei desconfiada. Maldita sociedade corrupta que para nós, qualquer pessoa que vem falar sem conhecer ou é louca ou está de flerte. &lt;br /&gt;Mas ele não deve ser conhecedor desses pensamentos ou se for, não importa-se. Parou na minha frente e como quem tenta decifrar algum enigma, fitou-me com seus cansados olhos tentando achegar-se intimidado, com meus olhos que não desviavam do fixo horizonte que nem tinha. - Não chora não, menina. Eu estou aqui para te dar um apoio na sua força interior, eu sei como você está se sentindo. Mas vim te dizer que você é forte e vai conseguir vencer essa ponte negativa. &lt;br /&gt;E enquanto ele falava, fiquei espantada pois ele nunca tinha me visto antes e o que fez parar ali e me dizer tudo aquilo? "Esse daí é maluco." Pensei. Mas logo fiquei surpresa em saber que ainda existem pessoas que se comovem com a dor das outras. E porque logo comigo? Ele não tinha porque parar ali, poderia estar com pressa. Morava longe, um senhor de idade que sorria mesmo sem um dente na boca. Via pelos seus olhos cansados sua vida inteira de sofrimento mas com dignidade e ainda assim não perdia o gosto pela vida, ou até mesmo de ajudar as pessoas. E ele estava me ajudando. Do jeito dele, mas um jeito que nenhum outro tinha. Entre nós, ainda passava-se as pessoas com seus passos largos, correndo contra o tempo, afinal, era ultimo dia do ano. Justamente por ser ultimo dia do ano, me espantei mais ainda com a atenção não merecedora que tive desse senhor. Eu, uma menina de dezesseis anos, com pouca experiência de vida, lamentando-me por problemas mínimos diante de seus setenta e poucos anos de vida. Com sua pequena bolsa nas mãos, sentou-se ao meu lado fazendo-me companhia com o olhar perdido. E me fazia rir contando da sua história de vida e quando me vi, estava tão compenetrada no que ele me dissera, que meu problema, minhas dores e minhas angustias tinham sido submersas pelas suas histórias, sempre muito aventureiro e com sua risada baixa. &lt;br /&gt;O que me encantou foi, esse cara, a calma dele ao lidar com a dor alheia, com as emoções alheias e sua atenção na vida. Um cara que dentre tantos outros, parou porque a pressa é menos importante do que os sentimentos. Talvez seja de caras assim que o mundo mais precise. Ou talvez seja até o mundo mesmo que necessite de demasiada atenção. Mas as pessoas estão sempre muito ocupadas, muito perturbadas, muito estressadas, muito voltadas para si mesmo. &lt;br /&gt;É primeiro lugar você, segundo você e terceiro você. O que sobrar pode servir para os outros. &lt;br /&gt;Eu mesma reclamei quando parecia que ninguém via o que eu sentia, porém percebi logo que eu não exergava as pessoas também. Estava presa a minha dor-própria. Foi com o Seu Rocha que aprendi a olhar não só para o fixo do horizonte, mas para os lados. Tem sempre alguém necessitando de certa ajuda e muitas vezes não demonstra. Mas um dia, não irá suportar. Somos aquilo que fingimos ser e não aquilo que somos realmente, pois sempre escondemos algo a nosso respeito, por medo ou por vergonha. Os homens são o que sentem e nem sempre aquilo que mostram ser. &lt;br /&gt;Irei voltar àquele banco, àquela tarde... porém não quero voltar com aquela dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2692883812597743452?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2692883812597743452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2011/01/ao-sr-rocha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2692883812597743452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2692883812597743452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2011/01/ao-sr-rocha.html' title='Ao Sr. Rocha'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-3309797530563228609</id><published>2011-01-22T05:25:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T05:26:18.000-08:00</updated><title type='text'>Crônicas de mesa de bar</title><content type='html'>Todo dia sobrevivemos a morte de nós mesmos. Acordamos, despertamos, nascemos para outra vida que nos é dada (mais conhecida como renovada) todos os dias. &lt;br /&gt;O ontem é ontem e o hoje é o agora. Com isso, vamos a "cova" da nossa alma antes de dormir e enquanto dormimos, estamos sendo gerados para um novo parto no dia seguinte. O amanhecer. &lt;br /&gt;As pessoas nunca são as mesmas, como aquela mesma conversa de tia que mora longe e te vê magrinho(a) e diz "Nossa, mas quando eu te vi pela última vez, eras mais gorducho. Ô fulana, esse menino não está magro demais não?" porém não enxergam o interior. Há um limite nos olhos de cada um e em suas cabeças também, fazendo-os enxergar muitas vezes apenas o físico e esquecem-se de que não é só de carne que é feito o homem, mas sim de alma e espírito também. &lt;br /&gt;Sofremos todos os dias com a morte de cada coisa, com aquela constância nas partidas, nas despedidas, no "adeus" mal-dado, no "tchau" cheio de orgulho, no último abraço e último beijo. Essa morte constante das coisas, como já dizia o grande Abreu, é o que mais dói. Porém, como diz um grande camarada meu, aprendemos muitas vezes pela dor e um dia, quando estivermos lá na frente da nossa estrada, iremos agradecer um dia ter passado pela perda, porque aprenderemos a ganhar. Toda perda é uma ganha. Seja lá do que for, eu também não entendo muito de paradoxos, mas deve ter algum certo tipo de coerência no que essas pessoas falam. &lt;br /&gt;A morte não necessariamente precisa ser física. Contudo, suportamos o luto todos os dias. Todos os dias suportamos a perda de nós mesmos para dar espaço a uma outra pessoa surgir nesse lugar. O que uns chamam de crescer, pode ser chamado de morrer todos os dias um pouquinho. &lt;br /&gt;A mudança é um certo tipo de despedida também e temos que conviver com este fato. Estamos sempre em processo de mudança, pode não ser de lugares e nem precise de caminhão para levar os móveis. Pode ser de roupas, namorados, amores, paixões, gostos ou até de nós mesmos. Não choramos por mudarmos. E engraçado, é um tipo de "perda". Mas para nós, esta perda torna-se algo em que ganhamos. Viu, o paradoxo aí. &lt;br /&gt;Para ter a certeza de que a mutação é cotidiana, um exemplo bem breve: ontem estive com vontade de me jogar na frente do primeiro carro que passasse, ou algo até mais simples como ligar o gás. E hoje respirei fundo, peguei esse resto de papel, uma caneta e decidi anotar as coisas engraçadas da vida. Como esta, por exemplo. A mudança de cada dia. &lt;br /&gt;Assim como os ciganos, animais, carros de mudanças e mambembes, eu também não suporto viver na inércia. Com isso, tento fazer com que eu mesma aceite a partida como algo natural, mesmo sendo algo totalmente oposto para mim. Não posso dizer que quando alguém despede-se de mim, ou simplesmente perde-se do meu caminho, fico razoável. Porém nada posso fazer para esta ficar, senão aceitar o fato de que, tudo passa, tudo muda, tudo transforma-se. Nenhuma pessoa fica para sempre na sua vida, só sua família. E ainda assim há casos de perda. Agora pude entender a filosofia do homem no qual não me recordo o nome, que diz mais ou menos assim "Tudo é água" porque tudo passa, nada é parado. Tudo muda, as águas dos rios mudam. Por isso, nada mais justo que sermos comparados a um rio. As águas renovam-se e onde este rio desagua... não cabe a nós saber. Só Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-3309797530563228609?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/3309797530563228609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2011/01/cronicas-de-mesa-de-bar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/3309797530563228609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/3309797530563228609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2011/01/cronicas-de-mesa-de-bar.html' title='Crônicas de mesa de bar'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2429286055231224922</id><published>2010-07-04T13:25:00.001-07:00</published><updated>2010-07-04T13:37:25.160-07:00</updated><title type='text'>Ausência Presente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TDDwkeOsGEI/AAAAAAAAAIo/ebByPNr-iak/s1600/mymy.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TDDwkeOsGEI/AAAAAAAAAIo/ebByPNr-iak/s320/mymy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490152455145265218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E ele que me contemplava no silêncio, passava a mão sobre a minha cabeça, sorria-me um sorriso de paz, e sempre dispensava as palavras ao chegar-me. Não esperava uma atitude minha. Ele fora sempre tão dentro de si e dentro de mim, que de alguma maneira, falávamos entre as línguas, algo no qual ninguém entendera, apenas nós dois. Era um certo tipo de linguagem criada para a fala de duas pessoas vítimas de algo abominável e ao mesmo tempo, tão singelo. Suas mãos sempre foram grandes demais para assegurar-me em seu peito, e longas demais para afastar-me com um impulso vital. Nunca sentia sua ausência por entre meus lábios, e ele muito menos. Tínhamos um ao outro, o que mais poderíamos ter? Que se acabe o mundo, que a conta de luz venha o dobro da que era, corte nosso telefone, tire nosso apartamento, expulse-nos. Só não corte meu único laço umbilical que liga-me ainda neste mundo de gigantes. Sua presença era reluzente sobre meu dia, até o momento em que, ao chegar, ficou imóvel, apenas com aqueles olhos pretos fixos em mim, esperando um certo tipo de aproximação, ou atitude. E ali eu começara a sentir sua falta por entre meus braços, e minhas mãos tornaram-se ásperas pela espera dele vir em minha direção e tirar-me da inércia, puxando-me para um longo e forte abraço onde as palavras são descartadas. E ali me dei conta, sua ausência nunca foi tão dolorida como naquele momento. E o vi como eu nunca o tinha visto antes, e eu o desejei como se eu nunca tivesse o tido dentro de mim. Quebrei a distância dando um passo para frente e largando-me em seus braços, e ele, que sempre esteve ali, para mim era como se só tivesse presente, naquele instante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2429286055231224922?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2429286055231224922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/07/ausencia-presente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2429286055231224922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2429286055231224922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/07/ausencia-presente.html' title='Ausência Presente'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TDDwkeOsGEI/AAAAAAAAAIo/ebByPNr-iak/s72-c/mymy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-839819506205363995</id><published>2010-06-19T09:13:00.001-07:00</published><updated>2010-06-19T09:19:05.554-07:00</updated><title type='text'>Depende de como você vê</title><content type='html'>A vida se inventa&lt;br /&gt;A vida se cria&lt;br /&gt;A vida se exala&lt;br /&gt;A vida se esguia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-839819506205363995?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/839819506205363995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/06/depende-de-como-voce-ve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/839819506205363995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/839819506205363995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/06/depende-de-como-voce-ve.html' title='Depende de como você vê'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-3513010783095630013</id><published>2010-06-11T09:21:00.001-07:00</published><updated>2010-06-11T09:29:47.093-07:00</updated><title type='text'>Poema para Sebastião</title><content type='html'>"Te fiz um samba de saudade&lt;br /&gt;Dos acordes, minha metade&lt;br /&gt;Da viola, meu divã&lt;br /&gt;Pra te lembrar do meu desgosto, Sebastião."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava lendo uns versos alheios, quando me veio à mente, escrever um samba canção sem melodia. Um poema. Sebastião é o nome escolhido, para distinguir alguém que eu nem sei quem. Minhas táticas faceiras de demonstrar de que uma saudade pode ser exprimida em quatro versos. Fui buscando nas entrelinhas de palavras, alguma justificação no que eu iria transpor. E o desgosto, na parte final, é como se Sebastião tivesse aprontado tantas com ela, porém esta mesma não perdoa-se por sentir a falta dele e mesmo assim, ainda demonstra. Mas nunca deixa de relatar seu desgosto pela sua partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-3513010783095630013?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/3513010783095630013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/06/poema-para-sebastiao_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/3513010783095630013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/3513010783095630013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/06/poema-para-sebastiao_11.html' title='Poema para Sebastião'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5181902001784903068</id><published>2010-06-06T12:10:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T12:44:31.367-07:00</updated><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TAv6lKd0rRI/AAAAAAAAAIY/-68bQdoY7fs/s1600/some.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TAv6lKd0rRI/AAAAAAAAAIY/-68bQdoY7fs/s320/some.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479748887997885714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você sai pela rua, na intenção de perder teus passos por algum lugar no qual não identificas. E entras em algum lugar mais quente, pois não só ti, mas teu coração também, está morrendo de frio. E as vezes, o frio interno parece não esquentar nunca. Seria engraçado, um frio esquentar. Paradoxo gostoso esse. Mas ainda não inventaram casacos para este tipo de frio, enquanto isso, tu pedes um café para ver se melhoras do teu frio. O inverno está chegando, mas parece que pra ti, durante toda sua vida, têm sido sempre inverno. Ou outono. Oscilam um pouco. Mas na verdade, tu sentes falta do verão. Mas não digo de estações do ano, mas estações do corpo, digamos. Mas dentro, tu me entendes? E não fora. Tem nada a ver com o que temos fora. Na verdade, é o que pouco importa. Todos sabem fingir muito bem, quando algo está apertando. É a coisa mais fácil, como diz o Caio, colocar um Band-aid no coração, um sorriso nos lábios, e tudo bem. Mas e quando esse sorriso, estiver sendo difícil de mostrar? O que fazemos? &lt;br /&gt;O que acho mais graça, em escrever, é criar objeções. Você está feliz, porém estás triste, mas assim tu continuas fingindo sua vida e quando ficares um dia realmente triste, quando quiseres largar esse seu fardo, vão ser poucas as pessoas que aproximaram-se de ti. Acredite, eu posso ser nova mas nisso tenho alguma experiência. &lt;br /&gt;Com todo perdão da palavra, meu caro, as pessoas cagam literalmente para os teus sentimentos, e para o que tu deixas de sentir ou pelo que tu sentes. Eles querem mesmo é que tragas benefícios para este, senão, te menosprezam como um cão. Mas as vezes, as pessoas menosprezadas são justamente aquelas que mais doam-se as pessoas em geral. E é uma das piores dores. A dois anos atrás, eu achava que tinha tudo, quando na verdade tinha nada. Tinha nem identidade. Meus amigos eram fantasiosos, e quando eu quis sumir, nenhum deles chegaram e perguntaram algo como: tu-estás-bem?-vem-cá-eu-te-ajudo... mas quando um deles passavam por alguma situação crítica, tu eras sempre o primeiro a estar ali ao lado dele perguntando o que este precisara, ou disponibilizando-se. A questão é: não temos que pensar em nossas recompensas, mas sim nos doar-mos cada dia mais. Mas desgasta. Desgasta demais. As vezes, tu quem precisas ser cuidada, mas aí guardas a tua dor e vai consolar o teu próximo. Como terás força para dar para alguém, se as suas estão quase extintas? Aprendi que não importa quantas vezes tu doe-se para alguém, a maioria das vezes é sempre ti mesmo quem vai sair com alguma conseqüência. Talvez porque exijas muito de ti. Tu preocupa-se com coisas que ninguém se preocupa, mas mesmo assim tu sustentas algo inexistente apenas com aquela esperança disto um dia existir, ou de alguma forma, isto existir para ti. Pode não existir para ninguém a tua volta, mas para ti sim. E o que importa? &lt;br /&gt;O que importa a alguém ler o que eu escrevo? Mas eu escrevo. Porque eu tenho a esperança de alguém ler. E é assim que somos no nosso cotidiano. Todos os dias ao levantarmos, precisamos arrancar com todas as vísceras, sangue, e veias, algo para trocar de roupa, comer, e continuar. Mesmo isto sendo difícil, é necessário. Lei da natureza. Continuar. Essa palavra pesa para mim todos os dias, chego às vezes até a escrever em meu caderno, livros, ou algo que esteja em contato comigo, para ver se me encoraja. Não é questão de não ter motivos, é apenas...cansaço. Nós cansamos também. &lt;br /&gt;Para mim dói. Aliás, tudo para mim anda doendo mais do que o normal. Como se eu estivesse me recuperando de uma dor nas costas e qualquer peso que eu levantasse, fizesse reflexo nelas. Como se seu lugar não fosse esse, tu não fosses tu, e nada disso é nada. É simplesmente um vasto caminho. E tu continuas andando. Con-ti-nu-ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5181902001784903068?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5181902001784903068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/06/domingo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5181902001784903068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5181902001784903068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/06/domingo.html' title='Domingo'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TAv6lKd0rRI/AAAAAAAAAIY/-68bQdoY7fs/s72-c/some.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-70721811642074973</id><published>2010-05-31T15:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T16:39:00.487-07:00</updated><title type='text'>Pra sempre ou só por um momento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TARFrHOFHWI/AAAAAAAAAIQ/5R2Tip_wfRg/s1600/OgAAAAqvE0KYsDu37QCABkcU51uSYsX2Im0p5vGLAjSdcAxFrbo_VtSff-wjT1pEUQY-ASpxJl8s_nXUNSFhCHGIoLEAm1T1UFZImQDpiLPDEoO20fzX3S7FEsFi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TARFrHOFHWI/AAAAAAAAAIQ/5R2Tip_wfRg/s320/OgAAAAqvE0KYsDu37QCABkcU51uSYsX2Im0p5vGLAjSdcAxFrbo_VtSff-wjT1pEUQY-ASpxJl8s_nXUNSFhCHGIoLEAm1T1UFZImQDpiLPDEoO20fzX3S7FEsFi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477579653764160866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostavam-se um do outro exatamente como eram. Ou como são. Não coloco no pretérito porque ainda não acabou, ou melhor, nem chegou a começar.&lt;br /&gt;Seus dedos deslizavam sobre o corpo dela enquanto dormia, e a dedilhava marcando cada ponto seu. Ele gostava como ela costumava dormir. E os dois dormiam sempre juntos. Foi difícil para ela adaptar-se à sua ausência. &lt;br /&gt;Mas comprovaram que, não era impossível amar e ser amado o tanto quanto amavam. Não tinha diferença de sentimento, amavam ambos em iguais medidas, em iguais pesos. E a cada dia apaixonavam-se por algo no qual ainda não chegaram a descobrir no dia anterior, mas que no dia seguinte ressurgira. As coisas mais simples foram as que mais deixaram a saudade bater na porta. Aquele sorriso perdido por entre um beijo de boa noite, ou até mesmo aquela briga no dia que tiveram que apresentar-se em uma exposição importantíssima, e ela como sempre se atrasava. E ele a esperava. Podia esperar o tempo que fosse, todos os dias, mas não naquele. Mas como sempre, cediam. Cediam porque nada era maior do que o sentimento em que um sentia pelo outro, pelo menos ali, era eterno. Poderia durar meio segundo, um quarto de segundo, mas eternizava-se. &lt;br /&gt;Ele gostava do jeito como ela passava a mão por sua nuca e o puxava para perto repetindo que ele não passava de um guri muito bobo, ao demonstrar ciúmes. E ela gostava de quando ele falava que nunca tinha encontrado ninguém igual a ela, e gozado, pareciam se conhecer a tanto tempo, desde sempre, porém estavam juntos a cinco meses. Por entre tantas as outras coisas que um odiava e amava no outro, destacavam as características cotidianas, no qual conviviam todos os dias ao acordar.&lt;br /&gt;Ele gostava de quando ela acordava sem nada em seu rosto, com sua cara totalmente limpa e totalmente com sono, e como ela passava a mão em seus cabelos, como se ainda tivesse o prazer de cuidar-se para ele, só para ele, pois não havia mais ninguém naquela casinha, além dos dois. E gostava de quando ela fazia seu chá em dias nublados e sentava com seu moletom cinza, que ficava gigante nesta, e ficava lendo um de seus livros estranhos no qual nunca foi muito seu estilo. Mas a contemplara mesmo assim, e contornava cada passo em que esta dava. Gostava também da sua timidez e de como corava quando a elogiavam. Gostava de como era baixinha e de como ficava irritada quando em seu primeiro encontro, jogava brincadeirinhas do tipo sem-nenhuma-graça para ver se a chamava atenção, e deu certo. Gostava do seu jeito de falar, e de não saber nunca resumir os filmes. Sempre acabava falando mais que o normal, e gostava ainda mais de quando esta ficava brava e dizia: porque-estás-me-olhando-desse-jeito-nunca-me-viu-antes? Adorava pegá-la no colo e cuidá-la como se fora sua jóia rara e tinha vontade de guarda-la de todo o mundo, e tê-la só para ele. Gostava de seu perfume espalhado pelos ares ao amanhecer, e dos seus beijos ao acordar. Adorava suas birras, erros, acertos, choros, caras, cada milímetro dela. &lt;br /&gt;Ela adorava o jeito que ele sorria meio de lado, e o jeito que arrumava seu cabelo. Adorava como a cuidava e como a fazias sentir-se amada. Gostava de sua calça meio caída e de sua humildade com as coisas. Gostava de sua paciência e da sua atenção, e ainda assim, fazia de tudo para este perceber que era ela. Adorava o jeito que ele sentia ciúmes e do jeito que a provocavas. Adorava como tratava as pessoas e como tinha um certo tipo de pureza em seu coração. Adorava seu perfume ao sair e seu jeito de arrumar a casa. Adorava sua preguiça de sair de casa e seu sofá no qual não largava por nada. E gostava mais ainda quando a puxava para deitar-se com ele e ficarem juntos esquecendo-se assim do mundo que, porventura, ainda girava lá fora. Fora dos dois. Adorava seus cabelos molhados e suas covinhas ao sorrir. O jeito em que falava, e como pronunciava cada palavra dita por este. &lt;br /&gt;Gostava de escutar sua voz ao dizer só-liguei-pra-ti-para-ouvir-tua-voz-mesmo-e-lhe-desejar-uma-boa-noite. Gostava ainda mais da sua maneira de viver, de dar-se com a vida. &lt;br /&gt;Como se fosse um motivo mais além da vida ser colorida, devido ao seu cheiro espalhado pelo ar. Era gostosa a sensação de voltar para casa após um dia de trabalho e encontrá-lo sentado em seu sofá bege, ou então deitado, com aquele sorriso que derretia todos os satélites. Gostava das viagens inusitadas, e das músicas. Gostava de quando ele tentava ensiná-la a dançar e nunca conseguia. Gostava de seus poemas, músicas, poesias, versos, e frases. Mas de tudo o que ela gostava nele, gostava ainda mais do jeito de como a fizera sentir em tão pouco tempo. Não era apenas um marido, era um namorado, amante, cúmplice, amigo, irmão, companheiro. &lt;br /&gt;Difícil era enjoar-se um do outro, podiam até ficar sem falar-se uns dias, mas sabiam que se falariam logo mais. Era muito raro um ficar sem o outro. Porém, um dia, tiveram que adaptar-se. &lt;br /&gt;Um dia as coisas terminam, fisicamente. Sempre terminam. Não te enganes. Mas isto não quer dizer que o sentimento tem que terminar também...&lt;br /&gt;Acostumava a sentar-se no sofá bege, sozinha. Assim como ele, acostumou-se a escrever para ninguém, porém sempre tendo alguém, o seu alguém, que era a tal guria dos cabelos escuros, dos olhos cheios de esperança, que pintava seu mundo com um pincel que só esta tinha e mais ninguém. E ela, pintou para si mesma, o retrato mais bonito que seu coração gravou do guri mais bobo que já conviveu. Mas o mais raro e o mais bonito que ninguém jamais terá. Não igual ao dela. Porque o dela, era só dela. Assim como a dele, era só dele. Feitos um para o outro, poderão percorrer todos os caminhos da vida, mas saberão em quem irão repousar o seu amor. E onde irão deitar quando estiverem cansados e abatidos. &lt;br /&gt;Terão um ao outro, assim como têm a sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-70721811642074973?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/70721811642074973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/05/pra-sempre-ou-so-por-um-momento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/70721811642074973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/70721811642074973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/05/pra-sempre-ou-so-por-um-momento.html' title='Pra sempre ou só por um momento'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/TARFrHOFHWI/AAAAAAAAAIQ/5R2Tip_wfRg/s72-c/OgAAAAqvE0KYsDu37QCABkcU51uSYsX2Im0p5vGLAjSdcAxFrbo_VtSff-wjT1pEUQY-ASpxJl8s_nXUNSFhCHGIoLEAm1T1UFZImQDpiLPDEoO20fzX3S7FEsFi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-8129245267408753497</id><published>2010-05-15T08:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T09:06:49.424-07:00</updated><title type='text'>If i could be who you wanted, all the time...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S-7F4xoadVI/AAAAAAAAAII/UbVatq9Coqo/s1600/OgAAAJD3bXEJF1dOBjkyDWwWxNTuSzxSLqNznYtyjJ46mUIoE9waU2TM_ahfJMjKP0Cs1YUGoGss5HNW06X7db1jTHYAm1T1UNhAfavi8QHnAsFG1BwcR312E1Rz.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S-7F4xoadVI/AAAAAAAAAII/UbVatq9Coqo/s320/OgAAAJD3bXEJF1dOBjkyDWwWxNTuSzxSLqNznYtyjJ46mUIoE9waU2TM_ahfJMjKP0Cs1YUGoGss5HNW06X7db1jTHYAm1T1UNhAfavi8QHnAsFG1BwcR312E1Rz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471528176487920978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Investir no mundo interior as vezes não é má ideia. Perder-se não é entrar em uma fria, ou esconder algo obscuro. É apenas...perder-se. Isso não quer dizer que a pessoa seja totalmente apta a saber o que quer e quem quer e aonde quer ir. Não teria graça nenhuma combinares tudo em sua mente, como um programa de computador, adotado para lembrar-te o que tu queres lembrar, e tu nunca esqueces devido a algum tipo de impulso nervoso, onde está tudo tão arquitetado que para ti, tu sabes exatamente o que és. Mas na verdade, estás mais perdido do que todos nós juntos. Apenas achas que encontra-se em perfeita simetria junto com a sua vida. E tu vives a sua vida exatamente como todos vivem, mas aí é que está o problema, pelo menos para mim. O meu ponto de vista é diferente do seu, as vezes até demais. Mas viver igual a todos, nem sempre é a melhor opção. Um dia escutei de um senhor, falar que a maioria está sempre errada, e a minoria sempre vence. Não respondi nada de início, as vezes o silêncio fala por nós. Mas logo em seguida pensei que, como de costume, a maioria sempre engana-se com os fatos que no caso, acham que está certo, porém só os poucos, só aqueles que realmente criticam tudo e todos, conseguem discernir certas ocasiões apresentadas ao longo de nossa vida. Não sei se compreendes onde eu quero chegar. Na verdade, quero chegar a lugar nenhum. Escrevo porque não tenho muito a fazer, claro. Tenho uns exercícios de química, de física, matemática I e II, e tenho que ler um livro de literatura. Mas na verdade, minha vontade é de ficar sentada sem fazer absolutamente nada. Quando temos muita coisa para fazer, tendemos sempre ao nada. &lt;br /&gt;Ficamos estagnados diante de tantas coisas que nos colocam em nossa frente e nos cobram isto, que ficamos dispersos e acabamos fazendo nem o que queremos nem o que nos mandam fazer. Eu pelo menos, fico apenas...parada. Não tem o que dizer. São as regras. Que regras? Ter que tirar notas boas e passar no vestibular. Certo. Passar de ano. Certo. Ser correta. Certo. Falar bonito. Certo. &lt;br /&gt;Mas é isso tudo o que realmente queres? Ou na verdade tu queres descobrir a si mesmo descobrindo o mundo. Andar por aí, na tentativa de encontrar algo que não esteve e nunca esteve dentro de ti, mas sim perdido por algum canto no qual tu nunca passaste, mas ao mesmo tempo tu precisas passar para descobrir que parte é essa que tanto te falta no cotidiano. Essa parte pode estar no ar em que respiramos, em alguém que nem sabemos e nem ousemos saber se iremos conhecer ou não, ou em cada estrada que partimos rumo a algum tipo de lugar, não precisa estar em mente. Mas é um lugar.&lt;br /&gt;Impõem sempre um tipo de personalidade que nos enquadrariam no nosso roteiro cotidiano, no qual as pessoas iriam lhe aceitar melhor. Mas quem são eles? Apenas rostos desconhecidos que te julgam por tal imagem passada de ti para eles, e nem sequer esforçam-se para pelo menos saber se tu gostas de quente ou frio. Querem o que lhe dão benefício. As pessoas andam cada dia mais perdidas dentro de uma imagem construída não por eles mesmos, mas sim quem os rodeiam. Não estou julgando o jeito de ninguém viver, estou falando como um todo. Em minha opinião. Não quero e nem preciso que ninguém obtenha o que eu penso. Pelo contrário, somos seres ímpares e nascemos separados um do outro justamente para termos liberdade de pensarmos o que quisermos. Mas muitas vezes nossas mentes ficam limitadas em um mundo concreto, onde só acreditam no que vêem e não no que pode acontecer. Se tu queres um dia voar, alguém certamente chegará para ti e dirá que tu nunca poderás fazer isso. porque nunca ninguém conseguiu, e está provado. O que na verdade está provado? Provas são papéis concretos de alguém que pesquisou sua vida toda dedicando-se especialmente naquilo que lhe impôs. E aí tirou a conclusão real: impossível.&lt;br /&gt;Quem tem uma mente pequena, tem um mundo pequeno. Acredito em tudo que podem dizer ser impossível, mas isso não quer dizer que muitas vezes eu consiga. E isso, não vou mentir, desgasta. Desgasta muito, meu caro. Dá uma vontade de sair correndo e e procurar algum tipo de abrigo para sua dor e sua frustração, mas sempre continuamos. É lei da vida. Acordamos, tomamos café, escovamos os dentes e continuamos. Seja lá como estiver o dia, tua dor pode estar gritando dentro de ti, mas tu terás que uma hora, levantar da sua cama e enfrenta-la por si só. Eu não vou curar sua dor. Isso é coisa tua com ti mesmo. Ninguém irá chegar para mim e dizer olha-só-estou-aqui-com-um-remédio-que-é-tiro-e-queda-para-dor-emocional, antes fosse. &lt;br /&gt;Mas se eu falar-te uma coisa, certamente irás me achar louca, mas é verdade: a dor as vezes não é tão ruim assim. Quer dizer que estamos vivos. Sentimos algo. É muito ruim ficar sem sentir nada, meu amigo, muito ruim. É pior do que sentir uma dor no membro do teu corpo no qual tu não o tens mais. É pior do que qualquer tipo de dor física. Acho que sim, sentir é perigoso. Mas ficar inerte, é mais perigoso ainda. Eu já fiquei assim. Foram dias onde, nem mesmo o que eu mais gostava de fazer, adiantasse algo. Meus passos pelas ruas eram em vão, como se meu corpo estivesse aqui porém minha alma já tivesse sido levada a muito tempo. E eu estaria simplesmente em processo de decomposição. E doía. Doía sem remédio. Não podia falar. Não podia chorar. Não podia rir. Não tinha como, era travado. Era vontade de tudo e nada ao mesmo tempo. Ainda tenho isso, na verdade, isso nunca cura-se totalmente. Mas sobrevivi. E sobrevivo todos os dias pela manhã. Seja triste ou feliz. São virtudes que tivemos o privilégio de ter. &lt;br /&gt;Sendo que somos todos os dias algo diferente. Nos afastamos. Nos aproximamos. Ficamos distantes. Ficamos eufóricos. Mas são poucas as pessoas com paciência de compreender o estado de humor do indivíduo. Nem todas irão suportar quem tu és hoje e amanhã ser algo diferente. As pessoas acostumam-se muito rápido com as coisas. E não é para sermos assim. Eu sou assim. Eu odeio me acostumar, por exemplo, com a ausência do meu pai. Mas acabo que estou aos poucos me acostumando. E não posso. Tenho que todos os dias arrumar um jeito de cultivar a presença dele mesmo sem ele estar, pois assim torna-se um jeito de traze-lo para mais perto de mim, mesmo estando longe. E isso serve para qualquer tipo de situação. As coisas, como as pessoas, apartamentos alugados, carros e imóveis, foram feitos para serem esquecidos um dia, abandonados, deixados. Mas não é o normal. Como também não é normal nos apegarmos a coisas de necessidade mínima. Acredito muito no amor, embora eu esteja no meu estágio normal. E o amor, querendo ou não, é a única coisa que fica. E ainda assim, há pessoas que esquecem. Esquecer hoje em dia é normal demais. As coisas passam, certo? Tudo passa. Se tudo passa, quem sabe um dia, tu passes por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-8129245267408753497?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/8129245267408753497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/05/if-i-could-be-who-you-wanted-all-time.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8129245267408753497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8129245267408753497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/05/if-i-could-be-who-you-wanted-all-time.html' title='If i could be who you wanted, all the time...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S-7F4xoadVI/AAAAAAAAAII/UbVatq9Coqo/s72-c/OgAAAJD3bXEJF1dOBjkyDWwWxNTuSzxSLqNznYtyjJ46mUIoE9waU2TM_ahfJMjKP0Cs1YUGoGss5HNW06X7db1jTHYAm1T1UNhAfavi8QHnAsFG1BwcR312E1Rz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-7509590063521721611</id><published>2010-05-01T05:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T06:26:37.440-07:00</updated><title type='text'>Guarde-me sempre contigo, e leve-me aonde tu fores...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9wqOeQkovI/AAAAAAAAAIA/FCPsWVVtNwc/s1600/OgAAAKx0MwTv8LmwrMfIBiB9togbrLFX3ZKAeijTR6MA_nfDMne52eptAc82BCd8Bhzge_4AscjLM1vmBfc_9pJiJZoAm1T1UPiCDWB65qnCX-SBuhtFE6rhi0UY.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9wqOeQkovI/AAAAAAAAAIA/FCPsWVVtNwc/s320/OgAAAKx0MwTv8LmwrMfIBiB9togbrLFX3ZKAeijTR6MA_nfDMne52eptAc82BCd8Bhzge_4AscjLM1vmBfc_9pJiJZoAm1T1UPiCDWB65qnCX-SBuhtFE6rhi0UY.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466290475850048242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era sábado a noite. Havia muitas pessoas, transitando de um lado para o outro, como verdadeiras perdidas, rumo ao nada. Música alta. Sorrisos demais. Alegria (falsa) demais. Bebidas demais. Cigarros demais. Tudo demais. Ela logo sentou-se. Estava sozinha, e não fazia questão de companhia. Isso era o que esta dizia para si própria, quando na verdade seu coração era um órgão carnívoro, como se precisasse de alguém 24hrs do dia para ela. Ficou bem. Seguiu em direção à janela, como se necessitasse de ar puro, novamente. Tinha claustrofobia. Ficou por lá uns instantes observando as estrelas, o céu do equador, e tentando traçar rotas e destinos para seus planos que borbulhavam dentro dela. Começou a falar sozinha por impulso próprio, não tinha ninguém, começou a inventar. &lt;br /&gt;Aproximou-se então, um rapaz alto, magro, com um cabelo que movimentava-se de acordo com o vento, parecia que eles dançavam uma melodia tão bela, em uma harmonia...&lt;br /&gt;- Gosta de estrelas? - perguntou ele.&lt;br /&gt;- Gosto, mas elas nunca estão a favor de mim - respondeu ela soltando em seguida um riso leve, quase como a brisa. &lt;br /&gt;- Ora, mas porque não? Uma moça com tantos mistérios em seus olhos, as estrelas encantam-se com isto. - respondeu ele, admirado com sua franqueza.&lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;- Mas quem és tu? - indagou em seguida, como quem quisesse livrar-se da monotonia da conversa.&lt;br /&gt;- Sou isto aqui, o que estás vendo neste exato momento. - disse ela, com uma de suas mãos ajeitando seus cabelos.&lt;br /&gt;- Então se não definiu a ti própria, creio que poderei tirar minhas conclusões. És tu então, uma garota como todas as outras preocupada em ajeitar o seus cabelos. Ou podes ser tu, uma moça no qual habita um mistério em seus olhos tão profundos, que, ao encarar-te, vemos um certo tipo de labirinto no qual dá diretamente ao seu coração. Certos caminhos tortuosos, ventos, tempestades, fúrias... És um liquidificador de sentimentos, no qual posso sentir daqui as suas pernas trêmulas, ao me veres falando tudo isto. - silenciou-se. &lt;br /&gt;Demorou um pouco a digerir o quem sou eu traçado, então, no perfil deste homem, no qual ela nem conhece, apenas por três minutos, um homem no qual veio falar com ela perguntando sobre estrelas, e terminando em seu íntimo. Mas fora o único que, para ela, perdeu o tempo tentando decifrar o que esconde em seus olhos, escuros como um abismo para quem conhece, e claro como sol para os que nem sequer dão-se o trabalho. &lt;br /&gt;- Não irei definir ao meu ser, se não tenho conclusões exatas. Assim como fizeste comigo, poderei fazer contigo. Dizendo-lhe quem és tu, ao meu ponto de vista. - tomou fôlego e logo prosseguiu - És um homem cujo interesse está em buscar algo no qual nem ti mesmo sabes o que é, e teu coração está tão quebrado e pisado, que tentas o reviver todos os dias, dando-o um certo tipo de impulso vital, algo como choque. Mas tu te deparas com um problema no qual não há médico que resolva. Teus sentimentos tão maltrapilhos, que tens vergonha de dizer o que passas, com medo de ser repreendido pelas pessoas que o cercam. Nunca estás sem ninguém. Mas sempre estás sozinho. - parou em seguida, e fitou-o por um momento.&lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;- Eu procurei-te por todas as ruas, esquinas, travessas, cruzadas. Depois de tantos naufrágios, te procurei em minha cama, em meus sonhos. E nunca estivestes em meus braços, mas é como se fostes tu quem fazia ausência entre eles. - ele vomitara seus sentimentos para fora, sua busca tão vã em encontrar algo perdido. &lt;br /&gt;- Eu andei perdida este tempo todo até tu vires ao meu encontro nesta noite, nesta janela, diante destas estrelas nas quais nunca foram a favor de mim. - respondeu ela.&lt;br /&gt;- Como se, as coisas existissem de um jeito amplo porque tu sabes da existência delas. Mas se tu não estás por aqui, parece que tudo fica sem som, até o tempo arrasta-se de tão cansado ao ver-me procurando-te em cada canto da minha vida. Agora se tu vens, as coisas ficam mais bonitas. Os jardins florescem. As flores se abrem. A primavera bate na porta... Ai! Já enfrentei tantos invernos sem fim, com tua ausência... - prosseguiu. &lt;br /&gt;O tempo era rápido. O tempo devorava em fração de segundos o encontro de duas almas perdidas. Levando sempre ao fim, algo com dificuldade para construir-se. &lt;br /&gt;Ela riu consigo mesma, mas não achando graça do que este a dizia, mas achando graça da peça no qual o acaso ou destino a pregou, sem nem mesmo desconfiar. &lt;br /&gt;- Quem diria tu estás no meio de tanta gente chata, sem nenhum conteúdo, no meio disto tudo, você... Irei ter que partir. Mas levo um pedaço de ti para a saudade não apertar-me mais do que já estou. Levarei tua presença para que ao partir, eu nunca esteja indo mas sim voltando. E cravarei teu nome na lua para que esta, conduza-me e ao voltar, traga-me a ti novamente. Ao aconchego do teu peito, no qual encontrei um abrigo. E que, sempre ao olhar para esta, verei nela o teu sorriso, e tua face dizendo-me o que dizes, assim, bem como tu falas... - respondeu ele com pressa, como quem precisa ir embora, mesmo sem querer.&lt;br /&gt;- Eu insistirei em cultivar tua presença mesmo sem saberes. E procurarei o teu perfume, sem encontrar. Pois parece que ele existe apenas em ti, ou será que tu existes apenas para mim? - perguntou ela, com um olhar triste e distante, como quem não encontrava-se mais ali. &lt;br /&gt;- Se minha existência é apenas para ti, sorria. Pois ao acordar, lembrarás que existe um guri no qual tu conheceste em uma festa inexistente, que existe só dentro de ti. De ti, do teu coração. Ao sentir saudades, procure um jeito de avisar-me, levando suas palavras as estrelas, estas que hoje a noite, ficaram a favor de ti, e que acompanharam-me todo este tempo enquanto eu a procurava. Ao cair da noite, voltarei para ti, para contar-te sobre os lugares no qual freqüentei e aonde tu te fizeste presente, bem ao lado da minha cama. E o teu sorriso será como o meu caminho iluminado no qual eu irei seguir para que um dia eu possa voltar para ti. - encostava uma de suas mãos sobre a face dela, como quem toca em uma jóia rara.&lt;br /&gt;- Eu estarei te esperando. Sobre a presença das estrelas. - disse ela, com uma voz que mal saía.&lt;br /&gt;- Agora terei de ir. Te cuidas, por favor, te cuidas bem. Eu voltarei para te buscar, e levarei a ti comigo. Aonde eu for. Agora, sustenta-te. E levanta-te. Irei te cuidar bem, quando eu, novamente, estiver contigo. Algum dia. - disse ele, já desviando seu corpo em direção a multidão que ali encontrava-se, e perdendo-se entre eles.&lt;br /&gt;Ela já não o via mais. E disse consigo, só para ela escutar, e a noite que ali lhe fazia companhia: - Volte logo...por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-7509590063521721611?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/7509590063521721611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/05/guarde-me-sempre-contigo-e-leve-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7509590063521721611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7509590063521721611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/05/guarde-me-sempre-contigo-e-leve-me.html' title='Guarde-me sempre contigo, e leve-me aonde tu fores...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9wqOeQkovI/AAAAAAAAAIA/FCPsWVVtNwc/s72-c/OgAAAKx0MwTv8LmwrMfIBiB9togbrLFX3ZKAeijTR6MA_nfDMne52eptAc82BCd8Bhzge_4AscjLM1vmBfc_9pJiJZoAm1T1UPiCDWB65qnCX-SBuhtFE6rhi0UY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2973077200783300816</id><published>2010-04-29T07:44:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T08:53:53.183-07:00</updated><title type='text'>Assinado eu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9mq2BGXgvI/AAAAAAAAAH4/0Gw9oYeD1Xg/s1600/meme.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9mq2BGXgvI/AAAAAAAAAH4/0Gw9oYeD1Xg/s320/meme.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465587467775607538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embolo-me sempre com a pergunta que todos fazem uns aos outros quando logo conhece alguém: quem és tu? Certo. Nem todos perguntam isso, mas simulam. Querem saber de ti a cada dia que passa. Quem tem amigos, sabe disso. E até mesmo quem tem amores. Alguns conhecem-te melhor até do que tua própria mãe. Mas aí vem a pergunta chave: será que te conhecem mesmo, ou tu passas uma imagem? &lt;br /&gt;Ora, convenhamos, ninguém conhece realmente ninguém. Não me venha com aquelas palavras nas quais tu lês em rótulo de papel higiênico, logo ao conheceres alguém: "adorei te conhecer, mesmo. Vamos manter contato!" Larga disso. Conhecer é algo muito mais profundo. Tem a ver com alma. Sentimento. Saber o que passa-se verdadeiramente dentro das pessoas. Algumas têm uma facilidade imensa em fingir que está tudo ótimo, mil maravilhas, viver é uma delícia. Quando na verdade, só Deus sabe o que ela passa dentro de si própria. Eu sou assim. E tu és assim também. Pode não ser sempre, mas algumas vezes. Acho que nunca conheci alguém. Claro, convivo com meus amigos, e dou-me muito bem com eles. Acho que a base da vida tem a ver com amizades, mas saudáveis. Não vale a pena misturar-se com pessoas que não possuem cérebro. Não perca seu tempo. Elas só te induziram ao fundo do poço, e quando estiveres lá, nem uma mão irão estender em tua direção. Tenho dito. Por pensarem que nos conhecem, acham que podem tudo sobre nós. É assim sim. Pelo menos para mim em relações a amizades literalmente falsas. Todos temos esses tipos de amigos. É inevitável não tê-los por perto. Mas temos que saber cultivar e cativar pessoas que podem nos ajudar quando estivermos mal. Não é apenas rir contigo, e divertir-se contigo, mas sim, ao estares triste, alguém que toque em tua mão e olhe em teus olhos e diga "eu estou aqui, eu te toco. Não te deixarei, confia em mim.", confie. Temos que confiar, podemos nos estrepar na frente, mas foi por um bom motivo. Temos que depositar nossa confiança em alguém fisicamente, certo? Se não, o que será? &lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto do conhecimento... Para mim, uma pessoa não é julgada inteligente por quanto ela tirou em tal prova, ou se ela consegue relacionar-se sem dificuldades com algo, ou ter facilidade nas coisas que para muitos é extremamente difícil. Uma pessoa é julgada por quanto ela ama e por quanto a amam de volta. Em etapas, claro. Ninguém é feito para agradar a todos. Mas nos esforçamos a fazer isso ao longo dos nossos dias. Não negue. Até mesmo tentamos ser simpáticas mesmo sem a mínima vontade de ser, esboçamos aquele sorriso amarelo, e tudo bem. &lt;br /&gt;É tão estranho andar por tanta gente pelas ruas, e todas elas serem uma incógnita para ti. Como se fossem verdadeiras interrogações perambulando por aí. Assim como tu és para elas. Como eu sou para elas. &lt;br /&gt;Meu caro, quem me vê, deve achar-me uma lunática, verdadeira estranha. Mas a minha busca a cada levantar, é saber um pouco mais de mim e tentar ser feliz, cara. Acredito que em cada coisa por aí perdida nesse mundo, eu encontro-me. Principalmente naquilo que gosto. Já me considerei como uma escória da sociedade. As vezes sou mesmo. E faço questão. Não digo que sou diferente. Mas não faço o padrão. &lt;br /&gt;Meus ataques de risos são estranhos, sou desastrada, dramática muitas vezes, faço bico até hoje, muitos acham que não ajo de acordo com a minha idade, esqueço-me de tudo muito fácil, sou desligada, uma verdadeira mendiga de atenção, pareço mais um cachorro de tão carente que sou, não sou boa em física, matemática, química, nem biologia. Choro por tudo muito fácil, pessimista, e inconstante. Nunca sei o que eu quero. Mas quando eu sei, acho que não vai dar certo. Para falar-te a verdade, odeio que me prendam. E muitas vezes odeio prender as pessoas, sempre acho que elas sentem pena de mim, e por isso são simpáticas ou falam comigo. Exceto com meus amigos nos quais deposito confiança. Sou um verdadeiro desastre em casos amorosos. Platônicos então... nem se fala. Tenho vergonha de tudo, até de mim. Mas todos por me verem sorrindo, acham o contrário. Eu rio de tudo, falo sozinha, converso com estranhos, adoro idosos, odeio pessoas efusivas que acham que tudo está mil maravilhas e a vida é um grande carro alegórico. Tenho complexos, e acho que tudo é um sinal. Falo demais, as vezes até além da conta, e canso de tudo em um piscar de olhos. As coisas parecem que vão me cansando. Tenho amnésia precoce, e esqueço das coisas mais importantes. Nunca sei o que eu quero, e na maioria das vezes as coisas que eu quero não acontecem. Minha mãe diz que sou bipolar, que sou complicada, um caso sério. Já pensou em colocar-me em um psicólogo, mas meu problema não está na cuca. Está aqui ó, no coração. É tanta coisa para dizer, tanta coisa para vomitar pra fora, perdoe-me a expressão. Eu tenho tanto pra falar, e tanto para ser escutada, porém ninguém pára ou se pára, têm pressa, ri das minhas teorias ou muitas vezes acham-me uma esquisita. &lt;br /&gt;Não tenho necessidade de grandes coisas materiais, apesar de ser consumista sim, assumo. Mas não dependo disto. Não faço minha unha toda semana, porém estou deixando-a crescer para ver se fico com cara de gente. Meu cabelo sempre foi curto, e eu odiava, até que eu o caguei inteiro pintando as pontas de vermelho em 2007. Agora ele está natural porém para mim continua estranho. Meu perfume é Johnson&amp;Johnson, acordo para escola em cima da hora, e sempre tive a vontade de ir de pijama para ter mais tempo para dormir, ou então ir dormir na noite anterior já com o uniforme, para não ter trabalho. As vezes acordo me amando, outras vezes me odiando. Passo a maior parte da minha vida dormindo, escutando música, lendo os meus livros do meu querido Caio Fernando Abreu, vendo meus filmes ou tocando violão. Aprendi a tocar ano passado, pela internet. Nunca fiz aula, e não toco muito bem. A primeira música direita que eu consegui tocar foi "Acima do Sol" do Skank. Acho essa música tudo a ver comigo. Adoro tomar banho de chuva, porém fico gripada muito facilmente. Por tudo eu fico doente, e inclusive, a saudade me deixa doente. Se achares que estou mentindo, pergunte a minha mãe. Ela diz que eu tenho que morar em uma bolha. Tudo me afeta. E eu odeio tanto isso. Minha meta é ser auto-suficiente, passar em comunicação na federal, encontrar o meu par (im)perfeito, não pretendo casar muito cedo. Odeio ter que depender de alguém, e acredito que em uma relação de amor entre um homem e uma mulher, necessita-se da liberdade de ambos, e da confiança inclusive. Quando amamos alguém, devemos expulsar esse amor de nós para o deixar livre. Tenho sempre em mente que se esse alguém for nosso, ele voltará. De alguma maneira. Se ele for um dia, claro. Mas como tudo vai-se um dia, tenho dito. Sou paranóica, tudo eu acho que está errado. A lei de Murphy persegue-me. Sou especialista em dar-me mal pelas ruas, e as vezes acho graça da minha própria vergonha. Tenho ciúmes, porém nunca demonstro para a pessoa. É sempre para outra que tem nada a ver e por lá fico lamúriando-me até o sol raiar. Tem dias que eu acordo com vontade nem de pentear o cabelo, e passo o dia de pijama dentro de casa. Adoro uma música do Vinícius de Moraes, chamado "Para uma menina com uma flor" que digamos, é um poema. E por causa disso apelidei o meu ursinho cujo presente ganhei de natal, do papai noel em 2007, Nounouse. Não tenho vergonha dos meus pais, e os amo de paixão. Volta e meia brigo com a minha mãe, discutimos, eu penso em fugir de casa, mas no outro dia sempre tem aquele sol para nos acordar, certo? Meu pai sempre foi e sempre será o meu exemplo. Não tenho como agradecer tudo que estes fazem por mim. Porém acho que nem eles próprios me conhecem. Nem eu me conheço. A cada dia vou vendo o que faço no meu cotidiano para ver se em algo eu encaixo-me. Pura ilusão. Sempre vejo-me fora de tudo, porque nunca consigo entrar. Não digo em sentido total. É ideológico mesmo. Não faço questão de sair para cantos que não sou interessada só para fazer social. Não sei dançar, e danço muito mal. Acho que sou uma piada na pista de dança, ou quase isso. Não fumo e odeio fumantes. Não bebo e odeio quem bebe e tira aquela foto para dizer "Olha mamãe, eu bebo! Tá na moda." O que está na moda é o meu saco, isso tira-me do sério. Mas voltando ao assunto, muitos devem achar-me uma hipócrita, pois não sabiam ou não sabem ou acham que eu não sou nada disso que escrevo. Mas sou. Encontrei na fotografia uma forma de expressar o que eu penso sem falar. Se é que me entendes. Não criei um blog por criar, muito menos para ficar conhecida, mas fico grata com as pessoas que o lêem. E penso sim em passar para outras. Gosto da opinião delas. Por acharem que eu falo demais, muitos devem me julgar como efusiva, por favor! Não me xinguem. Chamem-me de tudo menos isto. Não suporto pessoas crisentas. &lt;br /&gt;Já falaram do meu jeito de vestir, que pareço um homem só porque uso blusa social, e certamente são mais largas que eu. Eu sentia-me uma lésbica. Mas ando me acostumando porque é o meu jeito. E eu não vou mudar. Já me disseram que seria bom. Mas por onde começar? Tenho espinhas e odeio elas. Tenho vergonha de olhar na cara das pessoas porque sempre acho que elas vão ver as espinhas, meus defeitos, meu sorriso que é grande demais, minha cara que é pequena, meus olhos que são estranhos, mas enfim. Uso mais tênis do que sandálias. Minha mãe anda adestrando-me para usar sapatilhas. Tento, mas elas têm cheiro de chiclete e dá vontade de comer. Eu era extremamente vaidosa na minha época de RBD e coisas à parte. Agora também, mas as vezes me dá preguiça. Preguiça de escolher uma roupa e acabo saindo igual. É sempre a mesma coisa: Blusa, calça, tênis. Eu adoro. Mas eu estou variando ultimamente. Tenho coleção de all star, pretendo aumentar mais. Não uso brinco, eles me incomodam. Mas as vezes eu uso. E eu sempre esqueço-me deles também. Uso os moletons, casacos e blusas do meu pai que fica extremamente largo, e fico sem peito. Não tenho peito. Não tenho bunda. Sinto-me estranha na praia, e não gosto de ir. Tem muita gente, e eu tenho fobia de aglomeração de pessoas. Rio de tudo, até nas horas mais impróprias (já passei por cada sufoco por causa disso...), quando fico nervosa nem falo direito, sai tudo errado. Odeio falar em público. Odeio esportes. Sei jogar nada oficialmente. Ainda não sei no que sou boa, todos têm um dom. Cadê o meu? As vezes pergunto para minha mãe se nasci com algum problema, o que tem de errado comigo? "O que tem de errado em ser tão errada assim?". &lt;br /&gt;Mas aonde eu estava mesmo? Ah sim! A parte do conhecimento. Tudo isso que eu escrevi sobre mim, é nem um terço do que eu sei. Ou do que não sei. Não sei quem eu sou. &lt;br /&gt;Vivo cada dia como se fosse o primeiro (vamos sair um pouco do comum né?) Acordo cada dia com uma opinião diferente. Nunca acordo a mesma. Mas sempre acrescentando algo. &lt;br /&gt;Acho que sou a raposa do livro "O pequeno Príncipe", tenho a leve impressão...&lt;br /&gt;Somos vagalumes vagabundos. Voando em linha reta. Porém nunca indo muito longe, em certos casos. &lt;br /&gt;Vivi nem metade da minha vida, e até agora, não sei ao certo o que descobri de mim. E ti, o que descobriste de ti?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2973077200783300816?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2973077200783300816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/assinado-eu.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2973077200783300816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2973077200783300816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/assinado-eu.html' title='Assinado eu'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9mq2BGXgvI/AAAAAAAAAH4/0Gw9oYeD1Xg/s72-c/meme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-1440385439642586098</id><published>2010-04-27T10:27:00.003-07:00</published><updated>2010-04-27T10:27:58.415-07:00</updated><title type='text'>Vida social encontrada no lixo. Literalmente.</title><content type='html'>"Minha querida agenda badalada, ui! Sou tão pop. Hm, vamos ver o que temos quinta: sair para beber com os amigos, ai menina! Claro! Não posso perder essa oportunidade, tenho que dar uma de adulta, ninguém pode saber que sou abaixo dos dezessete ainda! Imagina, que mico. Ai, se mamãe não deixar eu fujo de casa, ora ora, quem é ela para mandar em mim? Não quero mostrar que sou dependente, tu "sabe" né, só vai ter gente cool. Sexta feira, vamos ver o que teremos.. hm.. Uau! Sexta é aquela "festona" que tanto o colégio todo aguarda? Ai, tenho que comprar a melhor roupa da loja mais cara, tenho que chegar arrasando né, não posso chegar lá com um vestido que tenho guardado que foi da minha mãe, imagina o que vão falar de mim! Óh. Tenho que ver o sapato, sim aquele sapato, super caro, daquela loja super do momento, não posso deixar de ir lá! Todos têm que apreciar minha roupa tão descolada, uuh!! Não posso ir com um vestido com menos de 5 cm né, tenho que mostrar bem minhas coxas para seduzir os gatinhos que lá vão estar, e claro!!!! Com aquele decote, apertando bem meus peitos para dizer que sou super adulta. E gostosa, claro. Como eu ia me esquecer da câmera??? Pra depois colocar as fotos no meu orkut, fazendo "hangloose" com a mão, ou com aquela cara bem de chapada para dizer que bebi todas, e claro, com o copo na mão. Eles tem que ver que sou uma garota moderna e que bebo todas até cairrr, e colocar na legenda um trecho da musica "i gotta feeling". E dançar bem sensualmente para atrair os gatinhos né, e dizer que peguei geraaaaaal!!! e só dos bons. HAHA, porque não pode ser aqueles que não são pop né? Porque se não, pelo amor!!! minha reputação já era. E quem sabe posso acabar na cama com um deles ao amanhecer, aiai. Na hora da conquista, eu arraso. Tem que fazer aquele joguinho né, dar umas indiretas (mas tem que ser bem discretas, ele não pode sacar assim, ô), estar no meio dos amigos dele, ligar? nem pensar! só se ele ligar primeiro. Não posso demonstrar interesse né. E no encontro, tenho que caprichar no visu! Ir com uma sainha super curtinha, para deixar ele babando, wow. Ou então com aquela roupa da moda, tipo, calça de cintura alta para dizer que sou uma garota de estilo. Coisas largas? Nem pensar!!!! E se ele me achar um homem? Colocar um quilo de maquiagem na cara para esconder minhas espinhas terríveiss. Rímel, lápis, batom, pó, base, blush. Aquele perfume francês que não podia faltar né, e fazer aquela chapinha no cabelo para tirar os frizz. Ai odeio eles. Fazer minha unha, porque ela está "UÓ", pintar de 40 graus, ui. Ir na praia para ficar com marquinha de bíquini e ficar vermelhinha e claro, ter uma ajudinha do blush para dizer que meu vermelho é natural, hehe. No colégio? Ah! tenho que ser pop, porque se não for, ninguém olha para minha cara. Se juntar com lerdões? NUNCAAA!! nunquinha. Eca. A parada é tratar esses moleques bem mal sabe, eu hein. Imagina se alguém me ver falando com eles?! ui. Tenho que ser a mais bonita e a mais estilosa. Para todo mundo babar nos meus pés e conseguir o "cargo" de garota mais popular da escola. Sabe como é, eu acordo todo dia uma hora antes, para dar tempo de me arrumar, me maquiar, esconder minhas olheiras e tal. Estudar? pffff. Isso vemos depois, agora estou ocupada com a minha tia que está em Paris no telefone, ela quer que eu peça alguma roupa para ela de lá, aí! Acho que vou pedir uma bolsa Prada, para depois exibir para meus amiguinhos (hihi tadinhos, vão morrer de inveja) que sou super rica. Tenho que ter tudo antes, para as pessoas verem como ando atualizada na moda lá de fora. Ah quanto a assunto sou especialista! em falar nisso, tenho que ligar para aquela vadia da minha amiga, para dizer que nasceu uma espinha no meu nariz!!!! estou horrível, aquele gatinho nunca mais vai dar bola para mim. &lt;br /&gt;(No telefone) Tirim, tiriiim...&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- AMIGAAAAAAAAA!!!!! Ai. Você não sabe sua vaca!&lt;br /&gt;- OIIIIIII AMIGA, diga gostosa!&lt;br /&gt;- Nasceu uma espinha no meu nariz, tô horrível!!!!! não saio mais de casa, parei de comer. Engordei amigaaaaaa, estou com 10 gramas a mais que meu peso antigo, já mandei minha mãe ir para longe com essas comidas. Preciso ir no shopping fazer umas comprinhas para ver se me alegro.&lt;br /&gt;- AIIIII, PARA COM ISSO NÉ AMIGA. Mas vamos sim no shopping porque eu queria comprar um filme que eu MOR-RI VENDO! Um amor para recordar!!!!! &lt;br /&gt;- AMIGA, esse filme é lindo!!!!!!!! ai, chorei caixas d'agua aqui. &lt;br /&gt;- Vou desligar agora bitch! estou fazendo as unhas, depois te ligo. kisses&lt;br /&gt;- TCHAUU BITCH! bye bye&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai amo amo amo música!!!!!! Sou bem eclética. Adoro funk, vou sempre para o castelo escondido dos meus pais, hihi, sou tão corajosa!!! eles nem desconfiam, tadinhos. Pego todos lá, sou uma gata da night. Tenho SEMPRE que tirar foto das roupas que eu visto para ir para os lugares né? E peço para todos comentarem, para ser super badalado meu orkut!!! Não sei o que vou fazer para vestibular ainda, isso a gente deixa para depois, pff. É tão idiota falar sobre isso, só tiro nota baixa HAHAHAHAHA, tirei 0 em uma aí, eu tinha ido dormir tarde aquele dia, e estava com ressaca! Carnaval?! me fantasio de coelhinha, e vou com minhas amigas do colégio zoar com as pessoas, hahahaha é tão legal!!!!! Tenho que mostrar que minha vida social é super ativa. Meu papi adoraaaaa os namorados que eu trago pra casa. Cada mês eu amo um diferente. Sabe como é, coração ninguém manda! Agora estou com o meu 9845798792384789234º namorado, só nesse ano hihi, perdi a conta já de quantos estão atrás de mim, mas sou muito direita. Meu filme predileto é "um amor pra recordar" o filme mais tristeeeeeee! amo amo ele. Choro sempre. Leio muito, já li todos aquele do crepúsculo, EDWARDDD!!! ai lindo de morrer. A música mais romantica que eu gosto, que é a musica que eu deito na minha cama e fico pensando no meu gatinho é "A gente" da diwali, aiiiiiii amo amo. E pra balada é sempreeeeee tik tok da ke$ha, muito boa... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai dizer que estou errada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-1440385439642586098?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/1440385439642586098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/vida-social-encontrada-no-lixo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/1440385439642586098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/1440385439642586098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/vida-social-encontrada-no-lixo.html' title='Vida social encontrada no lixo. Literalmente.'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5738758666477895278</id><published>2010-04-26T09:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T09:58:23.373-07:00</updated><title type='text'>Só se vê bem com o coração...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9XGJEw9X8I/AAAAAAAAAHw/4-FCaerx_4o/s1600/OgAAALRuEpsKSz45VdKc3IAL42xRfxzbYapLOe8BE5vrC4fAVdwVki7031Baoq2N3unIE9vI4idvf0UF0najRfeBwzMAm1T1UADkmW0glSxU03cRWeEojJsmIAd3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9XGJEw9X8I/AAAAAAAAAHw/4-FCaerx_4o/s320/OgAAALRuEpsKSz45VdKc3IAL42xRfxzbYapLOe8BE5vrC4fAVdwVki7031Baoq2N3unIE9vI4idvf0UF0najRfeBwzMAm1T1UADkmW0glSxU03cRWeEojJsmIAd3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464491582084177858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É preciso o contato de dois corpos ou de dois pensamentos, para unir-se em uma só pessoa. Não existe essa de amor à primeira vista. Existe acaso. Existe destino. Existem linhas tortas que cruzam-se no infinito, certas linhas paralelas que te levam diretamente a uma pessoa insuspeita em que achavas que nunca ia conhecer, e logo esta, tu a conheces. Os paralelos um dia cruzam-se. Não digo no nosso tempo limitado dentro de nossa mente, mas sim no infinito. Não estou fazendo plágio do Caio Fernando Abreu, não te preocupes em julgar o que escrevo. Estou apenas formando a idéia em que me veio a cabeça. As pessoas muitas vezes cruzam por outras e acham que nunca mais a podem ver de novo, mas engano nosso, ou delas, ou seu mesmo. O nosso "amanhã" é muito mais complexo do que uma pequena rotina em que constitui: acordar, escovar os dentes, tomar banho e continuar... mas sim, somos todos os dias vítimas de coisas e acontecimentos inesperados. As vezes o que queremos não acontece. O que esperamos não acontece. O que ficamos ansioso por, não acontece. E aí está o segredo da coisa: quando estamos ansiosos ou aflitos por algo, teimamos em pensar nisto o dia inteiro, e nosso cérebro capta que, quanto mais pensarmos, mais chances de não acontecer. Não é pessimismo. É realismo. Não há nada a ser esperado além de continuar. Seguir em frente. Somos raízes superficiais levadas para todos os cantos em que somos arrastados pelo vento. Nossa vida? Um grande livro aberto. Agora quem lê, pouco interessa. Estamos sempre preocupados com a platéia na qual assiste a nossa vida, porém não nos preocupamos verdadeiramente com nosso devidos papéis que exercemos nela. O que fizeste hoje? Algo que tenha feito diferença... provavelmente dirás que frequentaste a tua academia de classe média alta, saístes com teu grupo de amigos, preocupaste com teu cabelo que está ressecado, e estudaste para não tirar zero naquela prova de física. Não digo que isso seja banal, mas digo que há coisas mais importantes do que nossa pequena vida social, dentro de um mundo onde nos limita a enxergar a expansão lá fora, onde realmente vivemos. Isso aqui, que estamos agora, é nada. Não pertencemos a nenhum lugar, não te enganes! Somos feitos para voar pelo mundo todo, e um dia finalmente retornarmos ao nosso planeta, e nisto, descansarmos e fazermos nossa própria origem. Origem que eu diga, procriar. Cuidar. Vivenciar. E passar para estes, as experiências em que já passastes. Não fomos feitos para ficarmos estagnados, olhando tudo de longe, como quem assiste nossa própria vida, sentados. &lt;br /&gt;Há dias em que nos sentimos verdadeiros trapos, e não temos coragem para nem sequer levantarmos da cama. É tão misterioso o país dos sonhos! É mais fácil. Mas ao acordarmos, damos de cara com uma realidade totalmente diferente. Amarga. Dura. Mas doce quando sabemos o motivo em estarmos aqui. Muitos não sabem. Eu sei. E posso afirmar com todas as forças de que alguém, e sabes exatamente de quem estou falando, Deus, nos colocou neste mundo para fazermos além de sua obra, nossa própria obra. Nossa essência. Não sou de falar em religião, mas hoje abrirei uma exceção pois fico admirada como têm pessoas capazes de crer em algo tão fictício e não crer Nele. No único e poderoso, no que pode secar tuas lágrimas e renovar-te a cada manhã. Não me venha com religião-não-se-discute, e é por isso que a cada dia a humanidade afunda-se. Assim como creio no único e poderoso, o que reina sobre toda Terra e Céus, podes ter o teu ideal também e dizer como posso ter certeza de tudo isto. Não tenho certeza. Vida de cristã é viver pela fé e não por vista. Todos são capazes de crer. Se tu crês que uma cadeira é uma cadeira, tu és crente. Essa é a diferença entre ser cristão e ser crente. Crente todos são. Eu não sou. Se estiveres lendo, dê uma pausa e pense na sua vida. Não estou fazendo apologia dizendo que és abominável por aceitar outros deuses e não a Deus. Mas penses. Assim como achas que este Deus que eu sirvo não existe, como tu podes ter certeza que o teu "deus" existe? Porque tu matas algum animal para oferecer, ou até mesmo gasta rios e rios de dinheiro para conseguir tal magia ou tal trabalho que abre as portas para conseguires aquilo que queres, se existe um Deus que não quer nada disso, não precisa nada disso, precisa apenas da tua fé? Não entendo. Cheguei a esse assunto pois me veio ao coração. Muitos acham careta, ou tão "ultrapassado" falar sobre religião em um site virtual. Mas eu acho que toda oportunidade é bem vinda para falar sobre o amor que Jesus tem por ti. Mas continuaremos com nosso raciocínio...&lt;br /&gt;As pessoas andam cada dia mais ocupadas com aquilo que a traz dinheiro, do que com acontecimentos que podem lhe trazer experiências, ou podem lhe ajudar a pensar, porém ficam bitoladas naquilo que precisam concluir pois tal dia, seu chefe, ou seu professor, ou seu coodernador, seja lá o que for, irá pedir. E nisto, se tu faltares tal coisa, não ganharás teu salário, não terás teu conforto, levarás bronca ou não sei. Acontece que somos robôs de uma sociedade praticamente obrigatória, é impossível não viver nela. Mas para os que querem, é. Tudo é possível aos olhos do que crê. &lt;br /&gt;O amor virou banalizado, digamos, uma nova tática de dar "bom dia". Encontramos alguém, e por essa pessoa parecer pintosa, dizemos algo que, muitas vezes nos fica engasgado na garganta, porém mesmo assim dizemos. Mas porque dizemos? Confundimos a paixão com o amor. E muitas vezes nos decepcionamos. Amor é algo calado, centrado, amor é o silêncio de palavras porém compreendido em ações. O amor é mais do que palavras proferidas da boca de alguém, mas sim, gestos que podem marcar. Paixão é mais comum. E a grande causa para separações. Muitos entregam o que tem de mais importante, seu coração, a alguém no qual pensas que amas, pois aquela pessoa lhe despertou um certo tipo de sentimento diferente, fez teu coração bater mais forte, não que eu diga que no amor não tem-se isso, mas na paixão isso é mais...digamos... clichê. Somos bobos quando ficamos apaixonados, e esquecemos de pensar. Pensar muitas vezes é pregado como algo "frio" pela sociedade, porém é algo que nos previne a decepção, que temos tanto orgulho de dizer aquele ditado rodoviário "decepção não mata, ensina a viver". Realmente, em certo caso sim. Pois aprendemos muitas vezes com nossos erros, porém ao passar do tempo, estamos o cometendo novamente, sem perceber que um dia já nos machucamos. Quer dizer então que somos ensinados a viver com decepções... isto me parece um tanto quanto melancólico. &lt;br /&gt;Sem contar na parte que somos seres masoquistas. A maioria dos casos, a pessoa que nunca aconteceu isto, que atire a primeira pedra, apaixonar-se por alguém que não gosta de ti. Amor platônico. Paixão sem a reciprocidade. Todos nós sonhamos em nos apaixonar por alguém que goste de nós assim como gostamos desta, e assim vivermos felizes para sempre, assim como nas fábulas. Mas a pessoa na qual iremos gostar, será aquela que menos nos dá atenção, e será justamente por esta que entregaremos nosso coração. Que estaremos por ali, sempre que esta precisar, para mostrar nossos cuidados, nossa presença. E elas nunca nos notam. É muito fácil ter alguém na qual gosta de ti, atrás de ti. É fácil, até em um momento, perder. Quando perdemos, damos valor a tudo. Ou a quase tudo. Quando tivemos nossa chance de poder ser ensinada a amar tal pessoa de tal maneira, crau, fugiu por entre nossos dedos, assim como tentamos segurar a água. Amor a distância é difícil também. Mas é o amor mais verdadeiro para mim. Paixão, seja lá o que for. Só que, detrás daquela tela de computador, existe uma outra pessoa na qual está encantada por tal pessoa de tal lugar, e nisto, não incomoda-se de como ela é, de como ela acorda pela manhã, do que ela faz, de seus defeitos, de seus medos, de seus complexos, para ela está tudo bem. Tudo bem. Só precisa de seu silêncio seja lá por trás de um telefone ou de certos fios e cabos que o separam. Precisa daquela pessoa mesmo, sabendo que no lugar em que está, há mais cinco mil pessoas iguais a esta, porém, são todas vazias. Pois aquela pessoa no qual conheceste, é a que conseguiu cativar-te. De mil maneiras, uma esta acertou. E lhe ganhou. Portanto, pouco importa suas espinhas, a cor do seu cabelo, seu tamanho, sua idade, altura, nada disto afeta. Nada. O amor é muito além do nosso pensamento, é algo de mais próximo da magia. Nossa sociedade não sabe mais diferenciar beleza de amor. Para estes, todos os bonitos, com caras bonitas, são amorosos, legais. Digamos, "sociáveis". E aqueles diferentes, bravos de coração, que não se enquadram no padrão, são excluídos e apelidados de feios, pois ninguém conhece tua alma. Nós não nos conhecemos. Como podemos dizer quem é bonito? Mas não conseguimos. É preciso vê com o coração, e não com os olhos que nos foram dados como brindes de nosso corpo humano. &lt;br /&gt;O coração é a nossa verdadeira vista. Nossa verdadeira essência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5738758666477895278?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5738758666477895278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/so-se-ve-bem-com-o-coracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5738758666477895278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5738758666477895278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/so-se-ve-bem-com-o-coracao.html' title='Só se vê bem com o coração...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S9XGJEw9X8I/AAAAAAAAAHw/4-FCaerx_4o/s72-c/OgAAALRuEpsKSz45VdKc3IAL42xRfxzbYapLOe8BE5vrC4fAVdwVki7031Baoq2N3unIE9vI4idvf0UF0najRfeBwzMAm1T1UADkmW0glSxU03cRWeEojJsmIAd3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2440854998838381792</id><published>2010-04-20T16:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T17:26:42.685-07:00</updated><title type='text'>Paralelos que se encontram no infinito...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S85GPHxsuhI/AAAAAAAAAHg/7VDd69dyTOM/s1600/OQAAAAVpuYEYqGsJWZ62nFTXLP5bezJFwJJR8FuPBcCzwwQ9uo5RTLUTG2E8jk5q7bO3L-_GkAfEYHoDD6WavP1nCGUAm1T1UJCYIQO67TQN6H15U4zgP7FVT_vv.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 198px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S85GPHxsuhI/AAAAAAAAAHg/7VDd69dyTOM/s320/OQAAAAVpuYEYqGsJWZ62nFTXLP5bezJFwJJR8FuPBcCzwwQ9uo5RTLUTG2E8jk5q7bO3L-_GkAfEYHoDD6WavP1nCGUAm1T1UJCYIQO67TQN6H15U4zgP7FVT_vv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462380623646472722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O vento carregava consigo um certo tipo de lembrança dolorida e ao mesmo tempo gostosa de sentir-se, para ela. Como se de alguma forma, ele resgatasse o menino que o acaso levou para longe desta, e assim, trazendo em seu leve balanço, os beijos perdidos que um dia este a mandou, de tão longe. Ao cair da noite, colocava a rede ao lado de fora de sua casa e deitava ali, sozinha, aliás... com a presença dele. Que para muitos que a viam, era só. Nunca foi de inventar estórinhas, contos para si mesma, mas passou a fazer isto. Só assim saciava de certo modo e a fazia acreditar um pouco mais, que um dia, quem sabe, na calada da noite, ouvirá outra vez a porta encostar-se suavemente, sendo acompanhada de passos suaves em direção a sua cama, sentido novamente a presença de teu guri, ao chegar do trabalho. &lt;br /&gt;Não parou de viver. Ainda vive. Coração pelas tabelas, rasgado, perfurado, apertado, pequeno, mas vive. Já passaram-se cinco meses e para ela parece mais 5 dias. Ou cinco horas. Não acostumou-se. Não iria acostumar-se assim, tão depressa, tão de repente, tão recentemente. &lt;br /&gt;Ao mover-se pela casa, ainda podia assistir a cenas passadas em cada canto, em momentos utópicos onde encontrava-se embalada, coberta e de certo modo protegida, pelo seu amante, amor, marido, homem, menino. Sentou-se no sofá no qual era tão gigante só para ela, e riu de si mesma, ali, tão patética, burra, alienada, vivendo de passado, ou não conseguindo enxergar o presente. Mais antes o passado do que o presente. &lt;br /&gt;Ele prometeu-a voltar. Acreditou. Acredita. Acreditará. Enquanto espera pela sua volta, estará bem onde ele a deixou. Com o coração na mão. Toda noite deixando a porta encostada para que o vento possa o trazer novamente para seus braços, e assim, antes do sol vir a aparecer, vê-lo ali, bem em seus braços para nunca mais sair. E em noites de frio, o cobertor não será o suficiente para cobrir-la, tendo assim necessidade do calor humano daquele que um dia a ensinou a dormir como ninguém. E no que pensas, o tempo arrasta-se cada dia mais devagar, alimentando-a cada dia com mais esperança, de poder sentir novamente os lábios dele em seus, selando assim o amor tão esperado ou inesperado. &lt;br /&gt;"Espere por mim, morena, espere que eu chego já. O amor por você morena, faz a saudade me apressar..."&lt;br /&gt;25 de janeiro de 1989&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2440854998838381792?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2440854998838381792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/paralelos-que-se-encontram-no-infinito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2440854998838381792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2440854998838381792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/paralelos-que-se-encontram-no-infinito.html' title='Paralelos que se encontram no infinito...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S85GPHxsuhI/AAAAAAAAAHg/7VDd69dyTOM/s72-c/OQAAAAVpuYEYqGsJWZ62nFTXLP5bezJFwJJR8FuPBcCzwwQ9uo5RTLUTG2E8jk5q7bO3L-_GkAfEYHoDD6WavP1nCGUAm1T1UJCYIQO67TQN6H15U4zgP7FVT_vv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2846701873934561756</id><published>2010-04-18T09:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T10:39:15.909-07:00</updated><title type='text'>- Mãe - Ele começou. A voz tremia. - Mãe, é tão difícil - Repetiu.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8tBYSmlG1I/AAAAAAAAAHY/exiSWfo_XL0/s1600/OgAAALvAVS3Y3Bvh7_89xeumQM74I4Wd50S8TXY0Va4OnkO-Ri5HMLfm0-tlwViL930CYGh8pA34Bs8ngW08hpwva3QAm1T1UAi-R5GSEcMprxsswpHPEg-ibF-2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8tBYSmlG1I/AAAAAAAAAHY/exiSWfo_XL0/s320/OgAAALvAVS3Y3Bvh7_89xeumQM74I4Wd50S8TXY0Va4OnkO-Ri5HMLfm0-tlwViL930CYGh8pA34Bs8ngW08hpwva3QAm1T1UAi-R5GSEcMprxsswpHPEg-ibF-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461530858683177810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrevo-te para dizer que meus dias ultimamente andam muito ímpar, mãe. É difícil demais, eu tenho medo de ter desaprendido o jeito de viver, está sendo duro, está sendo cruel, está sendo resumidamente, difícil demais! É duro acordar todos os dias e tentar arrancar algo, nem que seja uma gota, meia gota, para mim serve até metade de uma gota, para continuar o dia. O cotidiano está me corroendo os ossos e eu acho que meu organismo está com falta de cálcio. Eu sei, a senhora sempre me pedia para alimentar-me direito, fazer as dietas, olhar os lipídios, exames de sangue todo mês, eu sei, eu sei. Mentira, eu não sei. Estou sempre dando uma de saber-tudo quando na verdade sei nem porque meu nome é meu nome, ou talvez nem mesmo o porque que fui parar aqui. Logo aqui. Sinto tua falta, minha mãe. E pai, como está? Diz a ele que estou bem, aos trancos e barrancos, mas muito bem. Afinal, viver é assim, certo? Como sempre me diziam, iremos encontrar vários caminhos ao longo dos nossos dias, ao longo da nossa jornada que pode ser pequena ou curta, mas de algum modo irá marcar a nossa vida. Mas o que esquecemos é que, como diz aquele autor que a senhora me chamava de louca por gostar, Caio Fernando Abreu, não há caminhos a serem procurados fora de nós, eles são dentro e não fora. Ora mãe, não te enganes, odeio quando te enganas assim, tão inconsciente. &lt;br /&gt;Estou enfrentando minhas próprias tormentas, tempestades, chuvas de verão e aquilo tudo mais que estudei em geografia, acho que finalmente agora entenderei o porque de tantos climas e massas de ar. Eu sei que nunca fomos muito de conversar, e a senhora sempre me chamava de fechada ou que eu não gostava de ti, pois eu nunca chegava para conversar contigo, mas mãe, tu não sabes a falta que me faz até mesmo o nosso silêncio, sentadas naquele sofá bege de frente para televisão, sem nenhuma de nós dar uma palavra sequer. Mas o silêncio muitas vezes faz mais falta do que uma conversa, entenda-me! Mas arrependo-me de ter tido a oportunidade de contar-te tantos planos que eu projetava em minha mente, que quebrava minha cabeça tentando contar para alguém que dissesse que eu não era louca, e eu sempre me decepcionava! Sempre. É uma coisa histórica já, as pessoas nos decepcionam todos os dias. Eu achava que...na verdade eu não achava nada mãe, eu tinha vergonha, medo, sei lá o que estava dentro de mim. Eu era jovem, inconseqüente, não sabia que a verdadeira opinião que conta para mim, a primeira sempre será de Deus e a segunda tua e de pai. Não era para eu ter confiado tão severamente nas pessoas nas quais me rodeavam, a maioria delas só querem puxar nosso tapete ou nos despertar do nosso sonho, tão brutalmente. Elas não possuem sensibilidade, isso me assusta tanto. Ainda sou aquela criança na qual tu criaste, que tem medo do escuro, que não gosta de ficar sozinha em casa, que não dorme sem cobertor, e que ainda todos os dias pela noite, espero pelo beijo teu e de papai, mesmo sabendo que ambos não irão me dar. Mas eu espero.&lt;br /&gt;Sabe mãe, passamos por tanta coisa, e nunca perdemos a nossa fé. Isso é tão bonito, é algo tão grande que para muitos parece ser nada, mas não ligue para eles. Eles sabem de nada. Aprendemos tanto uma com a outra, nós três naqueles momentos duros nos quais olhávamos para o céu e achávamos que não tinha mais solução, que era aquilo e acabou. Mas Deus nunca nos desamparou, e eis que estamos aqui. Todos nós. Juntos. De novo. E eis que ambos seguiram os caminhos que eram para seguir-se, e provavelmente deves estar chorando que nem uma criança aí lendo essa minha carta que mando-te de tão longe, mas de onde exatamente a uns 5 anos, era onde eu mais queria estar. Não chores. Guarde tuas lágrimas que são preciosas. Eu estou bem, estou viva. Sobrevivo. Ainda ando com aquela fé que aprendemos a ter. Mas diga-me, como anda pai? Mande um beijo enorme para ele e diga-o que lembro dele todo domingo chuvoso no qual aqui acordo. Diga-o também que ainda escuto Roberto Carlos, não iria me esquecer deste nem tão cedo, certo? E quanto a minha irmã, fiques tranquila, encontrei com ela a uns dias atrás, e o sorriso dela está que me dá gosto de ver! Quem diria né, mamãe?&lt;br /&gt;Mas tem umas coisas que eu queria lhe dizer, antes que acabe a tinta nessa máquina antiga de escrever no qual uma colega de quarto emprestou-me, não me pergunte o porque estou escrevendo nela, eu estava querendo guardar ainda o gosto das coisas antigas, entendes? Ninguém dá mais tanto valor a estas, mesmo estas sendo tão mais lindas e findas do que a tecnologia moderna, na qual ainda sou uma verdadeira iniciante, desde dos meus tempos de ginásio. Mas continuando... me sinto tão só, tão só, que me dói só de pensar na solidão na qual estou sentindo esses dias. Digo fisicamente, sabes? Aí, agora lembrei-me de um episódio, quando eu estava na quarta série, tu me dizias que eu não tinha muitos amigos, que eu era muito só, e eu ficava com uma raiva tão grande de ti, mãe, que minha vontade era juntar todos os meus trapos e brinquedos, fazer uma pequena mala e ir embora lá de casa, essas coisas de crianças que assistiam muita SBT, esse domínio da mídia sempre muito forte, não é. Mas sabes, agora te dou total razão. Não sou de muitos amigos, são pouquíssimos os verdadeiros. Porém mãe, tenho para mim que o problema não está nas pessoas, mas sim em mim. Nunca fui ligeiramente igual a ninguém e sempre me martelava perguntando-me o porque eu tinha nascido daquele jeito, claro, que para uns eu era uma guria como qualquer outra guria, mas comigo não era assim. Eu assistia as pessoas e pensava tão diferente, que, naquela época eu ainda não sabia lidar com aquilo, e nisso eu acabava brigando, tem coisa mais egoísta? Mas ao crescer, aprendemos um pouco. Não sinto-me atraída por nada, incrível isso mãe! Só por aquelas coisas que eu sempre fui, na minha época de transição, acrescentada com umas coisas a mais de agora que eu fui descobrindo. Quanto ao coração? Um cactus. Não importo-me mais. Pelo menos ele ainda funciona, que eu diga, ainda faz o meu sangue circular pelo meu corpo inteiro. Quem sabe alguém que seja tão alguém para fazer ele ter mais alguma outra função além da biológica. Por favor, não te preocupes comigo. Eu ficarei bem. Aquela menina na qual tu cuidaste a vida inteira, não irá decepcionar-te, isso é a ultima coisa que eu quero. Ou nem ultima. Ainda tenho esperanças quanto essa coisa aí de amor, tu sempre me dizias para parar de me colocar para baixo, e é isto que ando fazendo, não sou tão repulsiva assim, como diz naquele filme lá, que tem um bom tempo que não assisto, Amélie Poulain, até alcachofras têm coração. Mas ainda sou nova demais, mãe, para minha vida. Há coisas que eu nem imagino o que são, que irão vir à tona, e nisto quem sabe me trará algumas surpresas? Vivo cada dia com uma certeza de que não será atoa o levantar da cama, temos que fazer todos os dias de nossas vidas valerem a pena. Inclusive o seu. Estou programando uma viagem para ti e para papai, os dois juntos, quem sabe uma outra lua-de-mel? Aguardem e eu darei notícias. Mas é assim mesmo mãe, estou te contando coisas que tiveram raíz na época em que eu ainda gostava de bandas mexicanas. Coisas que ficaram guardadas comigo, e que eu nunca tive coragem de contar para ninguém. Nem mesmo para ti. Agora que vejo que sempre tive uma melhor amiga todo esse tempo e nunca vi. Bem que tu dizias, "melhores amigos são seus pais", direi isso aos meus filhos. Queria tanto mãe, tanto, poder deitar no teu colo e chorar como uma criança que chora por estar com fome, e tu me preparares aquela comida que só tu sabes fazer, e gastar nossos tempos jogando UNO, ou cartas, fazendo "adedonha", que falta me faz teus cuidados! Que falta faz o meu pai, dando-me dicas do que poderei encontrar no futuro, pois ninguém sabe do futuro, só Deus. E sem contar dos nossos domingos sentados naquela mesa, tomando café-da-manhã, que era mais café-da-tarde, pois terminava as 13:00hrs, e tu ficavas toda brava com papai, e ele sempre tentando acalmar-te. Saudades do vô e da vó, como eles estão? Ai, que saudades dos meus velhos. Falta faz-me pedir dinheiro a eles todo fim de semana para comprar balas, ou chorar por causa de um brinquedo que todos-tinham-menos-eu. E meu quarto? Ah, se tiveres tempo dá uma passeada nele, guarda tantas lembranças aquele cômodo. Tantos papéis velhos, palavras nunca ditas, choros, lágrimas, risos, sorrisos... Saudade de no meio da noite ir dormir no meio de ti e de pai, com medo. E poder acordar e ver os dois bem ali ao meu lado. É difícil demais mãe, eu não sabia que era tão difícil assim viver. Dói como uma facada no estômago nunca retirada. Que lateja dia e noite.&lt;br /&gt;Quanto ao dinheiro, estou aprendendo a me virar, uns bicos aqui outros ali, a faculdade toma-me tempo completo. Aqueles trabalhos que Camila fazia sabes? De madrugada, agora sou eu. As vezes falta dinheiro, mas Deus sempre supre-me. Coisa maravilhosa ter um Papai do céu. Com ele não sinto-me abandonada. Nunca. &lt;br /&gt;Agora eu sei o que sentias, quando a senhora dizia que naquele mês o dinheiro estava contado, nem mais nem menos. Aquilo era um corte no meu coração, pois eu era sempre muito consumista, tu me dizias isso todos os dias. Mas agora estou sendo mais...digamos... consciente. Dinheiro não é tudo. Nunca foi. Claro, para algumas coisas, conforto, lazer, algo que pode proporcionar a felicidade. Mas em si, a felicidade podes tu mesmo proporcionar, se já tiveres esta plantada dentro de ti, e regá-la todos os dias. As vezes ela murcha sabes, pelo menos dentro de mim, dias que estou viva por estar. Sem nenhum sentido. Sem nada. Mas acostumo-me, pois nem é de pão e vinho que vive-se um homem, certo?&lt;br /&gt;Mas agora me despeço de ti. Se sentires falta de mim, procure-me em qualquer confusão, estou dentro de cada coisa lembrada da tua mente, mãe. Não te afobes, como diz o Chico, nada é para já. Um dia vejo se faço uma surpresa para vocês. Enquanto isso, escreverei todos os dias, para contar cada passo meu por aqui. Obrigada pelo carinho, e pela atenção. Guardo vocês comigo, espero que vocês guardem-me por aí também, não esqueçam de mim, imploro. Obrigada por ter cuidado todo esse tempo de mim, e pelas noites em claro por conta das minhas gripes e doenças. Meu sistema imunológico sempre muito baixo, irei me cuidar direitinho. Prometo-te. Mande-me notícias se puderes. &lt;br /&gt;E para ti, deixo um forte abraço e um beijo demorado. Manda para pai também. Diz que estou com saudades, morrendo de saudades, melhor. Um dia iremos nos assentar naquela mesa novamente e conversar até o fim raiar. Como nos tempos antigos.&lt;br /&gt;Te beijo. Te abraço. E te amo.&lt;br /&gt;Um grande beijo,&lt;br /&gt;da tua filha, Carolina M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: Está na hora de fazeres algo por si mesma, mãe! Chega de esperar por algo. Faça acontecer. Torço por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2846701873934561756?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2846701873934561756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/mae-ele-comecou-voz-tremia-mae-e-tao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2846701873934561756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2846701873934561756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/mae-ele-comecou-voz-tremia-mae-e-tao.html' title='- Mãe - Ele começou. A voz tremia. - Mãe, é tão difícil - Repetiu.'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8tBYSmlG1I/AAAAAAAAAHY/exiSWfo_XL0/s72-c/OgAAALvAVS3Y3Bvh7_89xeumQM74I4Wd50S8TXY0Va4OnkO-Ri5HMLfm0-tlwViL930CYGh8pA34Bs8ngW08hpwva3QAm1T1UAi-R5GSEcMprxsswpHPEg-ibF-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-8744479757265522619</id><published>2010-04-13T19:44:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T20:22:38.217-07:00</updated><title type='text'>Controle (vital) remoto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8U0sziRL-I/AAAAAAAAAHE/004MASyA7GY/s1600/OgAAAC_rRWZ1H30TMXv5of6s-ipCw9r05906YmnW4WvNZQ2_VmrfEzJBQcdRimpzo1mCpaW0-LyJ7Ty7qqt12yUKN5QAm1T1UD3IdJe57ckJ9_bD7jt3dQ9SxFB_.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8U0sziRL-I/AAAAAAAAAHE/004MASyA7GY/s320/OgAAAC_rRWZ1H30TMXv5of6s-ipCw9r05906YmnW4WvNZQ2_VmrfEzJBQcdRimpzo1mCpaW0-LyJ7Ty7qqt12yUKN5QAm1T1UD3IdJe57ckJ9_bD7jt3dQ9SxFB_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459828067609423842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Podemos considerar as pessoas como passageiras de uma embarcação chamada de vida. Paro para pensar em quantas pessoas eu já conheci e já abandonei, em quantos apartamentos eu já morei e já deixei, em quantas cidades já vivi e já saí. Somos nômades da nossa própria vida, seja ela pacata ou movimentada. Pouco importa. O que importa é que vives. E viver é espantoso, não diga-me o contrário.&lt;br /&gt;As coisas, pessoas, cidades, amores, apartamentos alugados, foram feitos para serem deixados para trás. Não me venha com esse ditado no qual vistes naquele filme onde a mocinha vive feliz para sempre com o mocinho, dando ênfase no "sempre". Não estamos na fábula da Carochinha. Não somos os mocinhos da nossa própria história embora haja tantas madrastas e bruxas. Passamos por situações na qual achamos que estamos literalmente sem saída e, dia após dia as coisas amenizam e aí tu já podes respirar fundo e sentires o ar penetrar em seus pulmões tão sujos de cigarro de quinta categoria, no qual fumaste de nervoso. O que tenho para dizer é, durante toda nossa trajetória, passamos por pessoas que nos ensinam o que ao longo do tempo aprendemos, e quando achamos que aquela nossa professora que nos ensinou o Bê-a-bá é nada comparado aos inúmeros problemas de trigonometria que tens que fazer ou geometria descritiva, estás enganado(a). Muitas vezes aquelas pessoas que nos falha a memória, são as mais importantes para justificar aonde chegamos. Há quem diga conselhos, há quem explica certas situações, há quem ama, há quem cuida. Sempre há um tipo de pessoa para tudo em nossa vida. Mas não te enganes: nós também somos isto para elas. &lt;br /&gt;Não passamos de uma imagem embaçada no espelho de um banheiro, um futuro mal previsto, um protótipo de uma pessoa recém chegada na vida. Somos a sensibilidade de alguém que vive sem saber o porque realmente vive. &lt;br /&gt;Muitas pessoas irão marcar nossas vidas, a maioria delas nos farão chorar e a minoria sorrir. Não te iludas confiando em todos que vês pela frente, a maioria deles são lobo em pele de ovelha, no qual esperam uma oportunidade certa para transformar-se. Todos passamos por este bote um dia. E com isto, aprendemos que as pessoas são menos misteriosas do que pensam que são. Deves perguntar-se o porque do título e o que tem a ver com o que estou falando nesta discursiva. Acontece, meu caro, que nossa vida toda ou a maior parte dela, está baseada em pessoas nas quais cruzamos todos os dias pelas ruas e nem sequer sabemos o nome. Há pessoas que tornam-se incapazes de serem esquecidas e outras, que em um estalar de dedos conseguimos nem mesmo lembrar o nome. Por pura vontade. Nós quem escolhemos quem fica e quem saí, as vezes com muitos erros, não digo que sois perfeitos. Somos feitos a base de erros. Porém muita das vezes julgamos pelo que vemos e não pelo que conhecemos. Somos bombardeados todos os dias com fofocas e disse-me-disse no qual afeta nossa relação (in)diretamente com as pessoas. Dificultando-nos a aceitá-las do jeito que são e tendo assim dificuldades para nos entreter com as diversas diversidades humanas, devido ao que plantamos. &lt;br /&gt;Estava observando um dia, o que já ensinaram-me durante esse percurso que tenho feito em minha vida, e notei que, algumas coisas que aprendi no tempo em que eu ainda nem sabia falar direito, prevalece até hoje em dia. Cada um de nós sabemos o verdadeiro significado de alguém em nossas vidas, um lugar, um cheiro, uma foto, uma lembrança. Somos feitos de pequenos pedaços de saudades misturado com desejo de ser alguém. E quando olhamos para trás e vemos quantas mulheres e homens nos ajudaram, nos apoiaram, nos ensinaram, nos amaram, nos cuidaram, nos trataram, nos apoiaram... percebemos que algo não fizemos em vão. Que o que viemos fazer na Terra, se ainda não está completo, metade já está, pois o mais importante que aprendemos na vida foi o fato de acumular afetos, carinhos, amores. O resto é resto. Ninguém precisa de restos para ser feliz. E enquanto isso, nossa vida vai passando como um trem parando em cada estação, descendo e subindo pessoas, rostos, faces, diferentes corpos, transitando pelo meio de nós na tentativa de nos ensinar alguma coisa no qual já aprenderam e querem nos repassar. E assim poderemos ensinar a nossa geração e assim por diante. Nada dura para sempre. O sempre não existe e nunca existiu. Não somos para sempre, então, como podemos achar que algo ou alguém é para sempre? Não sejamos tolos. Mais dia menos dia estaremos junto com outros ciclos sociais e, aquele nosso ciclo antigo, amigos antigos e amores antigos, servirão apenas de passatempo e um certo tipo de melancolia no qual irá nos perturbar todo domingo pela tarde, batendo a nossa porta, nos chamando para compartilhar com estes os momentos nostálgicos que passamos juntos. Enquanto o tempo passa, as coisas movimentam-se, nós mudamos, o mundo fazendo sua rotação e, as pessoas sempre indo e vindo de nossas vidas, fazendo de nós abrigo temporário para um alojamento de momentos e ao sair, saí por completo. E sempre nos deixa com espaço para um novo tipo de alojamento para uma pessoa totalmente diferente, uma ocasião inusitada. E nisso, nos damos conta de que nunca soubemos o verdadeiro significado do "para sempre" e falávamos isso porque era bonitinho transmitir um certo tipo de intensidade para o(a) algo que está recebendo, sentir-se querido. E, nossa vida, sempre sendo cenário de um curta-metragem onde o fim é o que tem-se de mais certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-8744479757265522619?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/8744479757265522619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/controle-vital-remoto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8744479757265522619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8744479757265522619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/controle-vital-remoto.html' title='Controle (vital) remoto'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8U0sziRL-I/AAAAAAAAAHE/004MASyA7GY/s72-c/OgAAAC_rRWZ1H30TMXv5of6s-ipCw9r05906YmnW4WvNZQ2_VmrfEzJBQcdRimpzo1mCpaW0-LyJ7Ty7qqt12yUKN5QAm1T1UD3IdJe57ckJ9_bD7jt3dQ9SxFB_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-7470257145051390773</id><published>2010-04-11T20:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T20:18:06.225-07:00</updated><title type='text'>O inventário do Irremediável</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8KPY2WC3_I/AAAAAAAAAG8/uwNqBSqK3XQ/s1600/it.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8KPY2WC3_I/AAAAAAAAAG8/uwNqBSqK3XQ/s320/it.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459083355394072562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que dizer? Que te amo, que te espero, que te aguardo todos os dias a noite mesmo sabendo que não vens, que ainda te espero do mesmo jeito em que te vi partir de mim, que ainda encontro-te mesmo sendo em meus sonhos e acordo com a sensação de que passaste por lá e fostes embora pela manhã logo cedo, assim como quando a lua se vai para dar lugar ao sol. E nisto, tu se vais junto com esta, e parece que só me apareces quando o sol já está abaixo, e aí me bate aquela melancolia de fim de dia, aquela lamúria de como-eu-era-feliz-e-nunca-soube-disso, e escuto Maria Bethânia até o dia raiar com um copo de vinho na mão, e as almofadas jogadas ao chão. Acho que não seria recomendável dizer que minha porta estará sempre aberta para ti mas sim, perguntar se a tua estará aberta para mim. Eu sei que estou meio atrasada e ando meio desligada em meio a nossa (ex)relação, mas quero lhe informar de que, eu espero que o tempo ainda me sirva para dizer-te que eu sei que andava errada e a tua ida nunca foi uma surpresa para mim. Aliás, tu nunca fostes uma surpresa para mim. Nem eu para ti. Nós nunca fomos nada um do outro mas ao mesmo tempo fomos tudo. Não me aches louca, estou sendo breve e curta, tentando não rodear tanto por entre meus rodeios e devaneios frenéticos que sempre tenho pela noite. Mas como eu estava mencionando, meu vinho sempre acabara lá pelas cinco da manhã e eu inventava de ligar para alguém e dizer olha-eu-estou-tão-sozinha-vamos-ver-o-nascer-do-sol-no-arpoador. Eu sei, meu bem, não adianta. Nunca irá adiantar os esforços que eu faço para preencher algo no qual só eu mesma poderei fazer. &lt;br /&gt;Não queira me entender, apenas me entenda. Mas dentre tantas idas e vindas, deixa eu te dizer de que tu perdeste uma parte da minha vida, ou uma fase. Não sabes mais de nada sobre mim. Muito menos eu de ti. Não sei se ainda continuas gripando no inverno e usando esse seu casaco de lã que eu sempre dizia que era isto que te dava alergia, e não sei se ainda ficas com o nariz vermelho de tanto espirrar. Não sei se ainda tens essa voz meio rouca na qual ficara mais rouca ainda ao acordar, e me acordar com a tua boca na minha orelha fria repetindo que está tudo, tudo bem. Assim como tu não sabes mais nada sobre mim. Tu não sabes de que meu aperto no peito diminuiu e, de que, aprendi a tocar violão. Tu não sabes de que fostes tu quem me incentivastes a escrever em segunda pessoa do singular e de que fostes tu quem me ensinaste a ser romântica, junto com teu romantismo medieval. Tu nem imaginas de que estou fazendo pinturas para mim mesma e me socializando junto comigo. No quesito, digo que ando mais eu-comigo mesma. Acho que estou seguindo teus passos quando tu eras presente. Sempre gostei da tua singularidade e do quanto tu te tornavas responsável por tanto carisma em pouco tempo. Tenho achado viver tão bonito, meu caro. Tão bonito. Ando com uma felicidade meio louca, como eu queria que estivesses aqui! Tirar de ti essa imagem de menina deprimida, na qual tu me conheceste. Viver me enlouquece! Acho que estamos em um constante Pinel a cada dia que passa-se. As pessoas são loucas, lunáticas, umas com uma cabeça longe outras perto. Umas conseguem ser distantes e irremediáveis. Outras sonhadoras, outras realistas... Deves perguntar-se o que teria me dado para uma troca de opinião tão rápida assim. A resposta, meu amigo, está em ti mesmo. No meu caso, só estou tentando ver as coisas um pouco mais bonitas, mais arrumadas, mais memoráveis. Eu não iria conseguir expressar nenhum sentimento com a minha falta de sentir. Eu não sentia mais nada a um bom tempo, meu amor. Era uma coisa oca, dentro e fora. Movimentava-me meio sem rumo, meu olhar andava perdido, ainda anda, mas isso nós resolvemos depois. Muitas pessoas acham que sabem tudo sobre mim, acho isso tão gozado! Pois nem eu mesma me compreendo. As vezes, nem eu mesma me suporto. Mas estou peixe, afinal, o que há depois? Vivo um dia de cada vez, o amanhã, quem sabe o que me trará, por enquanto estou resgatando-me, para depois resgatar-te. Deixa eu te ensinar como viver é bom... Pode ser bom, as vezes. Não digo sempre. Sempre pinta algumas desavenças, uns poços aqui outros ali, mas é só pular, certo? Fomos presenteados com um belo par de pernas no qual nos leva além do que achamos que somos levados. Até mesmo para as estrelas, mas aí já é demais. Claro que não! Nunca é demais. A vida foi feita para ser explorada e não para viver em uma imaginação limitada. Quem tem uma mente pequena, possui um mundo limitado diante de seus olhos. Vivemos de realidade todos os dias. Desde da hora em que acordamos até a hora em que nos recolhemos para dormir. Uns acham um jeito de sair desta realidade na música, televisão, arte, lua, e outros mais. Porém outros fogem da realidade na escrita, onde tudo podes realizar. Onde tu és o autor da tua própria história, assim como faço. Escrever é colocar para fora tudo aquilo que pensas sem seres questionado. Tá, as vezes és. Mas é o que pensas. Podem tirar tudo de ti. Tudo. Mas nunca conseguirão te tirar aquilo que tens aqui ó, na cuca. Escrever é nascer para dentro, meu amado. É onde tu podes fazer acontecer.&lt;br /&gt;Gosto de falar que nasci em nenhum lugar, mas sim pelo mundo. Ou dentro de mim mesma. Nascer todo mundo nasce. Difícil é viver. Assim como querer morrer, quando a coisa está preta, todo mundo quer. Achando que assim é uma fuga para tudo, mas vai enfrentar teus próprios medos e vencê-los, que terá vitória. Não moro no Rio de Janeiro. Não moro no Brasil. Não faço parte da América. Não pertenço ao ocidental. Não faço parte do planeta Terra. Faço parte de mim mesma. Não tenho tribo. Minha tribo, sou eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ah! Como eu estava lhe dizendo... permita-me perguntar-te uma coisa: tu ainda cogitas a possibilidade de poder voltar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-7470257145051390773?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/7470257145051390773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/o-inventario-do-irremediavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7470257145051390773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7470257145051390773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/o-inventario-do-irremediavel.html' title='O inventário do Irremediável'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S8KPY2WC3_I/AAAAAAAAAG8/uwNqBSqK3XQ/s72-c/it.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-6248875171357736527</id><published>2010-04-09T19:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T19:18:06.537-07:00</updated><title type='text'>Bloco na avenida, um samba popular...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7_f0EnW_sI/AAAAAAAAAG0/YZhv6bxyR7A/s1600/OgAAADYMKS4Dy0RTBn_ycHE8yIIiU-rKk1XliD9OItJhioYqo7oql6AWnpxn0niiQE2NKeQV9Vjr-W9NGXDXHud2Nx8Am1T1UM_5fTIb_DMQKTLIObdPt9H8mOUm.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7_f0EnW_sI/AAAAAAAAAG0/YZhv6bxyR7A/s320/OgAAADYMKS4Dy0RTBn_ycHE8yIIiU-rKk1XliD9OItJhioYqo7oql6AWnpxn0niiQE2NKeQV9Vjr-W9NGXDXHud2Nx8Am1T1UM_5fTIb_DMQKTLIObdPt9H8mOUm.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458327359081348802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As cidades são sempre muito cheias e aglomeradas ao chegar sexta-feira. O que tem de tão diferente entre sexta-feira e os outros dias da semana? Pensemos: Todos possuem "feira" depois, menos o sábado e o domingo. Talvez por ser um final de uma semana na qual provavelmente passou arrastando-se pelas tabelas, aquela semana difícil em que ao dormir não vias a hora de acordar para chegar logo a tão esperada sexta. E aí, as multidões e aglomerações espalham-se pelas ruas na tentativa utópica de esquecer-se pelo menos durante apenas três dias da rotina dura na qual enfrentam durante um longo período até chegar aquele finalzinho. &lt;br /&gt;Enquanto nas ruas as pessoas sempre falando alto demais, gargalhadas, abraços, beijos, sorrisos com validade de três dias, por favor, não adotem isso após ter passado os três dias pois poderás correr sério risco de contaminação. O movimento de entra e sai de um lugar para o outro, de um bar para o outro, a procura de cerveja barata e diversão demasiada. Onde o famoso ditado em que usam geralmente seria: hoje-é-sexta-feira-tudo-pode. E nisso dançam como se fossem as últimas pessoas da face da Terra e bebem como se a bebida fosse algum tipo de oásis no meio do deserto da calamidade. Certamente, pessoas em modo geral e literal, vivem em um verdadeiro deserto, onde qualquer outro tipo diferente de fazer certo tipo de coisa, aderem. Na tentativa frustrada de não permanecer na real e cinzenta realidade de segunda-feira. &lt;br /&gt;Digamos que todo final de semana seja considerado como um bloco de carnaval que estará para passar na avenida tocando um samba de acordo com a faixa etária ou estilos variados de cada ser. A busca constante pela felicidade irreal. A felicidade cujo sentimento seja momentâneo porém melhor do que nada. Qualquer pretexto é aceito para sair um pouco do cotidiano. Sair da rotina de acordar sempre seis da manhã e ir tomar aquele banho no frio/calor, vestir aquela roupa na qual não desejas porém és obrigado, sair de casa e cruzar com outras pessoas nas quais fazem a mesma coisa que ti, porém em lugares diferentes e em ambos casos, as vidas são monótonas e pouco divertidas. Onde a responsabilidade se faz como um peso no qual carregamos toda semana nas costas e contamos os segundos para poder descansarmos destes.&lt;br /&gt;Esta é a busca incessante das pessoas nas quais procuram um lugar onde possam dançar um rock até cair, e provavelmente, até o amanhecer.&lt;br /&gt;A inconstante sede de ser feliz antes que os ponteiros de domingo cravem às 00:00hrs. &lt;br /&gt;Porque todo dia é a nostalgia das besteiras que fizemos no fim de semana, passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-6248875171357736527?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/6248875171357736527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/bloco-na-avenida-um-samba-popular.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/6248875171357736527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/6248875171357736527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/bloco-na-avenida-um-samba-popular.html' title='Bloco na avenida, um samba popular...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7_f0EnW_sI/AAAAAAAAAG0/YZhv6bxyR7A/s72-c/OgAAADYMKS4Dy0RTBn_ycHE8yIIiU-rKk1XliD9OItJhioYqo7oql6AWnpxn0niiQE2NKeQV9Vjr-W9NGXDXHud2Nx8Am1T1UM_5fTIb_DMQKTLIObdPt9H8mOUm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5130324620522863100</id><published>2010-04-06T12:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T13:48:34.966-07:00</updated><title type='text'>Que é pra ver se você volta...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7ubLjVK6pI/AAAAAAAAAGs/8XfxGakTMuQ/s1600/OgAAAKX6oD3xApsvaA78CWcEotPW_7eub8AULHIZ3l0DKM1gcR_ZIw912T0mdBIHBJGab6FGV9XHzCi40FeL0SBuqr0Am1T1UMPYUpTbUpZ7ayFZyzgxjs07dD1w.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7ubLjVK6pI/AAAAAAAAAGs/8XfxGakTMuQ/s320/OgAAAKX6oD3xApsvaA78CWcEotPW_7eub8AULHIZ3l0DKM1gcR_ZIw912T0mdBIHBJGab6FGV9XHzCi40FeL0SBuqr0Am1T1UMPYUpTbUpZ7ayFZyzgxjs07dD1w.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457125996254390930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sentados na mesa, um de frente para o outro, ambos apreensivos com a reação ou com o que o outro irá dizer, onde o nervosismo estava à flor da pele, e o coração dos dois pulsando como uma bomba pronta para explodir a qualquer momento.&lt;br /&gt;- Ora, quebre este silêncio e diga-me logo o que tens para dizer! Não faça tantos rodeios, parece que não me conheces... anda, qual foi o motivo em que me trouxeste aqui?&lt;br /&gt;Ela dizia quase sem ar, como se o ar estivesse denso demais para esta respirar, ela via através de teus olhos que havia algo errado, e seu nervosismo foi todo para suas mãos, mexendo-as aleatóriamente. &lt;br /&gt;Com um gesto quase bruto, tomou suas mãos e prendeu-as com as dele. Queria sentir sua pele junto com a dele um pouco mais, só mais um instante, ele sabia que isso não iria acontecer mais. Olhou-a nos olhos e, tomou uma respiração profunda e disse:&lt;br /&gt;- Estou aqui para dizer que, primeiro de tudo, és maravilhosa. Ensinaste-me a amar e a me amar, antes que meu ônibus parta, queria deixar-te ciente de que, meu coração nunca foi tão bem cuidado como foi cuidado por ti, e agradeço-lhe desde já, pois todos aqueles machucados que ele possuía quando te conheci, sumiram junto com minha amargura, pois fostes tu quem conseguiste tirar cada ferida desse orgão que durante muito tempo, só pulsou por ti. Conhecer-te foi o que a vida me trouxe de mais esplêndido, foi um presente no qual eu não merecia, tu és uma pessoa no qual pouca gente merece, e sinto-me honrado por te ter. E antes que eu levante-me daqui, saibas de que, acordar e ver de primeira o teu rosto, todo início de manhã, não possui preço. Se eu acordo antes mesmo de ti, como sempre reclamavas pois as vezes eu acordava-te sem querer, era só pra ver-te dormir, me trazia paz de certo modo. Tu me traz paz. Sempre trouxe, e sempre irás trazer ao lembrar-me de ti. Tu me fizeste ver a minha vida de um outro ângulo, onde eu, tão cheio de pompas e orgulho forte, e um coração no qual ninguém jamais penetrou, fostes tu pela primeira vez, que conseguiu tudo isso. Eu cheguei a humilhação em confessar para outra pessoa feito eu, que necessito desta para viver. E eras tu. E és tu. Deixei no nosso antigo armário, que agora será só seu, minha camisa no qual tanto gostavas, e eu adoro como ela fica em ti, portanto, deixo-te com ela, para lembrares toda vez que vestires, a cara que eu fazia quando a colocavas, tu sabias exatamente como me deixar louco, mesmo sem jeito. Realmente, Lua, tu não sabes seduzir. Quando te conheci, ria tanto contigo, tens esse teu jeito tão... calmo e ao mesmo tempo agitada, tão desligada e, vindo de outras pessoas, isso é comparado a idiotice, mas vindo de ti, é tão...lindo. Adoro como te confundes ao tentar explicar algo e acabas se enrolando mais ainda, e adorava o teu orgulho, mas as vezes me tirava do sério, nunca vi tanto gênio assim em só uma pessoa, mas ao mesmo tempo, adoro tua humildade, como tu consegues ser tão pura e ter tanto amor assim, me ensinas, vai? És mais do que um grande amor, és um orgulho, és uma meta de vida para mim mesmo, ser que nem ti. Mas voltando aos teus defeitos que são qualidades, tu és engraçada demais tentando me provocar, por favor, não faça isso com seu próximo marido, certo? Não quero que ele vá embora com medo de ti. Mas também se ele for, não ligues. Pois ele não era suficiente e tu mereces alguém tão grande como ti. E ah, esqueci de mencionar teu sono quase inatingível? Não és muito de noite, e tive que me acostumar estando contigo, acho que irá ser difícil para mim ao me chamarem para ir para um boate. Não sei se irei ou se chorarei com saudades de ti, meu amor. Eu adorava te pegar no colo e te colocar na cama, porque sempre acabavas dormindo em um canto inesperado, como o sofá da sala, ou tu dormias na casa da tua avó, ou na casa daquele nossos amigos de Santa Catarina, e eu sempre tinha que te carregar no colo, porque se te acordassem, tu ficarias toda enjoada e acabaríamos brigando e como sempre tu colocando toda a culpa em cima de mim. E eu ficava furioso e batia a porta na sua cara, e depois tu se arrependias e abria a porta com aquela sua cara de cachorro-sem-dono e eu não resistia e te cobria de beijos, e tu ficavas toda manhosa ao meu lado e eu achava a coisa mais linda, ainda acho. E porque tu não sabes dançar também e, quando tu danças animada, é capaz de expulsar todas as pessoas da pista. E eu irritava-te dizendo que as outras meninas dançam bem melhor e tu ficavas toda bravinha comigo, e com aquele teu bico que só tu sabes fazer. E ficavas calada o resto da noite toda, e quando ias dormir, dormias a um metro de distância de mim e eu adorava rir dessa situação. Mas ao acordar, já estavas toda linda com esse seu sorriso capaz de iluminar até mesmo a lua, Lua. E tu iluminavas meus dias, meu trabalho, eras minha motivação, não preciso dizer que meus quadros todos foram pintados baseados em ti, né? Tem até um que está aqui comigo, que irei te dar para pregares naquela parede que eu acho horrível que tu pintaste, tu és tão sem jeito, Lua... ele é uma foto tua, dormindo. E concluindo nossa conversa, porque o relógio está quase com os ponteiros em 18:00hrs, o que eu queria te dizer era isso. Não sabias que eu iria viajar, eu sei, mas me perdoa, não queria te machucar. Eu te prometi nunca te deixar, mas acho que somos grandes suficientes para saber que nossas vidas são feitas de imprevistos e agora, eu fui vítima de um deles. Espero que um dia possas me perdoar, era a minha última intenção te magoar... &lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;Com os olhos presos ao horizonte, ela não disse nada. Seus olhos pareciam se encher e se esvaziar de lágrimas, mas foi forte. Nesse ponto, seu orgulho era um mérito.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Vai. As pessoas sempre prometem o que não pode cumprir-se, e elas simulam uma conversa super bem-bolada e despeja palavras de amor ao mesmo tempo esclarecendo as coisas, em cima de ti, porque já sabes que não poderei fazer algo para fazer-te ficar. Mas voltando ao assunto, era isso que tinhas para me dizer, certo? O que esperavas que eu pudesse dizer? Ah-meu-amor-não-se-vá-preciso-de-ti-todos-os-dias-da-minha-vida-estou-perdida-sem-ti-blá-blá-blá-. Não te preocupes quanto ao quadro, irei quebrar. E espero que tenhas uma ótima viagem. Estou-me indo.&lt;br /&gt;Levantou-se como quem carrega um peso em seu coração, mas ninguém vendo, tranquilizou-se e, saiu tão depressa que esqueceu-se de seu casaco. &lt;br /&gt;Ele continuou sentado, olhando-a ir embora, sem nem um último beijo, e perguntava-se como iria conseguir partir sem a sua menina. Levantou-se também e, notou que esta esqueceu-se de levar seu casaco. Pegou para ele. Encostou-o em sua pele do rosto e fechou os olhos, podendo sentir o cheiro de sua amada. A vontade de ficar apertou. &lt;br /&gt;Não viajou. Ficou. Ficou pois quem deixa algo, precisa ficar para resgatar esse algo, e no caso, era ela. Percebeu que não podia viajar sem ela. &lt;br /&gt;No dia seguinte, resolveu ir até seu apartamento. Bateu uma vez na porta. Bateu duas. bateu três. Notou que não tinha ninguém em casa. Sentou-se na frente da porta, com sua mochila de viagem, e dormiu. Acordou com o barulho da porta do elevador abrindo e a viu. Ela por sua vez, ainda não o tinha visto, estava meio desastrada como sempre tentando procurar as chaves em que ela jurava ter colocado em sua bolsa. Deixou esta cair. Ele logo se apressou e pegou para ela. - Obrigada - Disse com um meio sorriso, ainda estava abatida pensando ter perdido para sempre seu amor. - De nada - Respondeu. &lt;br /&gt;Ficou estagnada. Conhecia aquela voz, aquele perfume... Olhou para cima e o viu, não acreditou, continuou olhando, encarando, tentando achar significados e tentando acreditar que aquele era ele, ou não. Não queria iludir-se novamente, depois de tudo que ele a disse no dia anterior, ele não ficaria. - Ele não ficaria - Repetiu para si mesma, como quem fala sozinha. Ele aproximou-se dela por trás e falou em voz baixa, só para ela escutar. - Fiquei só por ti. &lt;br /&gt;Logo, deixou seu orgulho, dores, rancores, mágoas, tristezas, lágrimas, chaves, bolsas, compras e ali, o abraçou tão forte, o mais forte que podia, fazendo este sentir seu coração já tão ferido de amar, mas reconstituído pela sua volta. Ele levantou-a vagarosamente, e apanhou as chaves que havia caído, entrou pela porta onde saiu e deixou as chaves em cima da mesa. Colocou-a na cama e logo se assentou ao seu lado. Vendo-a ali, tão linda, tão bela, tão pura, tão dele. Estendeu uma de suas mãos para tocar sua pele que parecia mais porcelana, e a olhando disse: - "Ser assim? Eu não. Prefiro com você, assim, juntinho, sem caber de imaginar..." &lt;br /&gt;Aproximou sua boca da dela e, falando entre um beijo ela o perguntou: - Não me faças ter que ficar sem ti... E ele a respondeu cuidadosamente com suas palavras: - Agora eu te prometo, até que a morte nos separe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5130324620522863100?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5130324620522863100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/que-e-pra-ver-se-voce-volta.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5130324620522863100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5130324620522863100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/que-e-pra-ver-se-voce-volta.html' title='Que é pra ver se você volta...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7ubLjVK6pI/AAAAAAAAAGs/8XfxGakTMuQ/s72-c/OgAAAKX6oD3xApsvaA78CWcEotPW_7eub8AULHIZ3l0DKM1gcR_ZIw912T0mdBIHBJGab6FGV9XHzCi40FeL0SBuqr0Am1T1UMPYUpTbUpZ7ayFZyzgxjs07dD1w.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5838538357257834442</id><published>2010-04-01T09:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T14:17:17.927-07:00</updated><title type='text'>A bailarina e o Soldado de Chumbo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7TOvihW-XI/AAAAAAAAAGk/7pG-7ZC24OA/s1600/OgAAAMmKeW4Mtp1VTjqTOyblv63OrMMkqXZe0sW7uVDeCeH4lcvTr4AzSi43UYLYpyW7P7MyQ8JWBeNTYUD2hP9L1i0Am1T1UM3KsLoksSm_qlPDV87k5FYpZGaF.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7TOvihW-XI/AAAAAAAAAGk/7pG-7ZC24OA/s320/OgAAAMmKeW4Mtp1VTjqTOyblv63OrMMkqXZe0sW7uVDeCeH4lcvTr4AzSi43UYLYpyW7P7MyQ8JWBeNTYUD2hP9L1i0Am1T1UM3KsLoksSm_qlPDV87k5FYpZGaF.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455212364768409970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O dia estava raiando e, suas sapatilhas marcavam caminho em direção ao sofá. Um sofá largo, de cor meio desbotada, bem típico burro-quando-foge. Enquanto dormia, os braços dele a enlaçava como quem enlaça um presente precioso e, distribuía beijos a partir da sua nuca até seus ombros, como quem cuida de uma jóia rara. Não demorou muito, os ponteiros do relógio cravaram as 15:00hrs e ela despertou como quem desperta do sonho da branca de neve com o beijo de seu príncipe. Porém ela não estava em um conto de fadas, mas ele era seu verdadeiro amado. Conheceram-se em uma abertura onde ela apresentou sua dança clássica e este ficou tão admirado que precisava tê-la  de algum jeito, e conseguiu. Mesmo que fosse por um dia, dois. Uma hora, um instante, como se a pele dela e a sentir em um só corpo fosse sua cura de tantos outros machucados.&lt;br /&gt;Tentou pará-la, segurando em seus braços e tentando a prender para não ir embora, como se ela já fizesse parte de sua casa e sem esta, a casa ficasse pequenininha e toda a magia daquela noite fosse junto com ela. - Ah... Pensou. - Não me deixe só, o sereno dói.&lt;br /&gt;Ela se assentou do lado dele e o olhou nos olhos, procurando achar algum sentido para tudo aquilo ter acontecido, achou-se fácil demais por ter sido levada para cama em uma noite só, porém tinha algo de muito diferente na história, era como se eles se conhecessem muito antes de saber que iriam conhecer-se ainda. E nisso, ela levou uma de suas mãos ao rosto dele, tão marcado pela expressão de tristeza ao vê-la arrumar suas coisas para partir, e ficou acariciando-o. Durante um largo tempo de silêncio entre ambos. Mais uma vez a fala dos dois fazia-se desnecessária nesse momento. Logo, ele colocou suas mãos sobre a dela, e fechou os olhos como quem não quer acordar, e a beijou. Seus lábios eram como labirintos nos quais estavam dispostos a explorarem cada canto, cada gosto, cada textura. Mas o relógio os interrompeu novamente. Em um minuto vestiu-se, arrumou o cabelo e pegou sua bolsa. Ali, já era tarde demais para contestar qualquer tipo de possibilidade em que esta poderia ficar. Ele apenas ficou parado, naquele apartamento quarto e sala em que suou tanto para conseguir comprá-lo, e durante dias procurava uma razão para não morar sozinho, e encontrou esta razão, porém ela estava indo embora, novamente. Partindo e enquanto partia tentava não olhar para trás, como se fosse um gesto de não deixar nenhuma parte lá dentro. Tentativa em vão. Ao partir, deixou seu perfume e, esqueceu-se de levar suas sapatilhas de ballet. No mesmo momento, pensou em correr atrás dela, mas logo percebeu que tinha esquecido seu nome. Mas para ele, ela era Bailarina. Não tinha como confundir-se com outra. Era a sua menina na qual ele tanto esperava ao passar dos meses. E a encontrou. Porém, a teve que deixar ir, pois a amava. E tudo no qual amamos devemos deixar livres, para que estes possam sempre voltar um dia. Pode demorar, não digo que seja rápido, mas se realmente for seu, tem volta. E ele a aguardava ali, naquele pequeno apartamento onde se fez menor ainda com a ida dela. E ele a espera voltar, do mesmo jeito em que a esperou entrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em: Juliana Marvila&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5838538357257834442?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5838538357257834442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/bailarina-e-o-soldado-de-chumbo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5838538357257834442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5838538357257834442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/04/bailarina-e-o-soldado-de-chumbo.html' title='A bailarina e o Soldado de Chumbo'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7TOvihW-XI/AAAAAAAAAGk/7pG-7ZC24OA/s72-c/OgAAAMmKeW4Mtp1VTjqTOyblv63OrMMkqXZe0sW7uVDeCeH4lcvTr4AzSi43UYLYpyW7P7MyQ8JWBeNTYUD2hP9L1i0Am1T1UM3KsLoksSm_qlPDV87k5FYpZGaF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-3280351223399614925</id><published>2010-03-31T13:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T13:57:51.324-07:00</updated><title type='text'>Volta que eu cuido de ti e não te deixo morrer nunca...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7O3QrhADdI/AAAAAAAAAGc/YIk2r14d2BI/s1600/OgAAAHeHg-u3_XmROlC77HlKHE3NslbWpROsJq4HwWTFAocerbOgTHvUPMLYnfTolVj_NCFsXoBwY0XznjbK0Y0SxYEAm1T1UEpG6Iq_MPRX-IhmrVC4VSbMcYOF.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7O3QrhADdI/AAAAAAAAAGc/YIk2r14d2BI/s320/OgAAAHeHg-u3_XmROlC77HlKHE3NslbWpROsJq4HwWTFAocerbOgTHvUPMLYnfTolVj_NCFsXoBwY0XznjbK0Y0SxYEAm1T1UEpG6Iq_MPRX-IhmrVC4VSbMcYOF.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454905070862732754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Porque meu coração dispara quando tem o seu cheiro, dentro de um livro?" &lt;br /&gt;Um dia desses, minha irmã alugou um livro na biblioteca da sua faculdade, sobre esses assuntos de personalidade, muito antigo o livro, eu podia sentir em minha pele a textura dos anos e anos em que este ficou guardado. Abri. E quando abri, comecei a folhear e meus olhos perderam-se em meio a tantas escritas, letras, dígitos e rabiscos de alguém no qual provavelmente pegou para algum tipo de pesquisa, ou simplesmente para acalmar os ânimos. Onde em uma noite de céu estrelado porém clima ameno, deitaste na tua rede no qual tanto amas e, ao ver as estrelas em vastos tamanhos, lembraste de que tinhas que ler este livro e ao ler, marcaste o que achavas importantes. E esqueceste de que marcaste a caneta, e caneta não apaga-se. E encostaste o livro naquela tua calça de moletom surrada, e começaste a ler como quem começa a devorar. E a medida em que ias lendo, teus olhos enchiam-se com o brilho das estrelas no qual estavam tão distante de ti, mas contigo, pareciam tão próximas. E quando te vistes, estavas praticamente dentro do livro e perdeste o rumo. Mas logo acordaste e percebeste de que tinhas que o devolver no dia seguinte, na mesma biblioteca que hoje em dia minha irmã alugou o mesmo livro para ler. Deste um pulo da rede e, com esse teu jeito de mexer o cabelo meio desengonçado, fostes em direção ao banheiro e provavelmente percebeste que tinhas que fazer a barba. Mas eu gosto da tua barba assim, meio cerrada... Ah, deixe-a assim, a quem queres agradar além de mim? &lt;br /&gt;Que coisa mais tola o que estou fazendo, falando de um passado no qual não sei se verdadeiramente aconteceu, mas como já mencionei, até a ciência vive de hipóteses. Porque não tu seres a minha hipótese? Minha dúvida na qual nem o melhor professor do mundo poderá explicar-me. &lt;br /&gt;E, em algum lugar, estarás concluindo tua faculdade e escreverá um cartão postal vindo de Paris, para alguém no-qual-não-sabes-o-nome e escreverás que pensas nesta pessoa com carinho, cuidado, e muita afeição. Deve ser melancólico e ao mesmo tempo borbulhante alguém escrever algo de tão longe e mandar para um destinário no qual ainda não existe, em falar nisso, irei checar os correios para ver se existe uma carta perdida na qual não colocaram o endereço e por isso, ela ficou anos e anos presa, como se não estivesse autorizada a partir. E por isso, impossibilitou a tua volta, e decidiste ficar preso a suas cartas para ninguém e, ficaste por Paris.&lt;br /&gt;Mas continuas andando pelas ruas com a esperança de encontrar a pessoa na qual tu escreves tuas cartas todos os dias. Mas não te preocupes, o que for de acontecer, irá acontecer. &lt;br /&gt;Saibas que existe alguém que pensa em ti com carinho, todos os dias e, de algum jeito, consegue te sentir. Mesmo não sabendo porque.&lt;br /&gt;Quando acharmos que está tudo passado, quando tiveres por um triz para rasgares tuas cartas...o longe se fará perto, tão perto que escutarás as batidas do meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-3280351223399614925?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/3280351223399614925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/volta-que-eu-cuido-de-ti-e-nao-te-deixo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/3280351223399614925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/3280351223399614925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/volta-que-eu-cuido-de-ti-e-nao-te-deixo.html' title='Volta que eu cuido de ti e não te deixo morrer nunca...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7O3QrhADdI/AAAAAAAAAGc/YIk2r14d2BI/s72-c/OgAAAHeHg-u3_XmROlC77HlKHE3NslbWpROsJq4HwWTFAocerbOgTHvUPMLYnfTolVj_NCFsXoBwY0XznjbK0Y0SxYEAm1T1UEpG6Iq_MPRX-IhmrVC4VSbMcYOF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2653423429634066214</id><published>2010-03-30T09:44:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T10:25:57.985-07:00</updated><title type='text'>Você é o que ninguém vê, ou és o que os outros vêem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7Iyl6-nfjI/AAAAAAAAAGU/tqjMozWTZOs/s1600/OAAAAC8j2AAYNOCTQDTf64Rf3DmChy3E2FUTHhH0OWdxcpUHy-AiixVa8ucL2Qbsa55hoDHZNFCy9MnAmFoxh04OBFgAm1T1ULJ_WJ_HupgXJffc0TnY6MALYDft.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7Iyl6-nfjI/AAAAAAAAAGU/tqjMozWTZOs/s320/OAAAAC8j2AAYNOCTQDTf64Rf3DmChy3E2FUTHhH0OWdxcpUHy-AiixVa8ucL2Qbsa55hoDHZNFCy9MnAmFoxh04OBFgAm1T1ULJ_WJ_HupgXJffc0TnY6MALYDft.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454477725767532082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é observar as pessoas em seus atos diários, ou conversas em uma roda de amigos. É questionável estar em uma mesa com vários amigos nos quais pensas em que conheces bem, porém faltamos com a inteligência maioria das vezes de que, nós nunca conhecemos o outro completamente, talvez porque nós não somos capazes de conhecer a alma de cada um. O coração de cada. Quem lhe garante que sou o que achas? E quem me afirma de que és aquilo que eu acho que és? Somos uma incerteza a cada dia em que se passa, nos tornamos mutáveis a cada manhã em que nos levantamos e fazemos nossas obrigações diárias, ou as vezes nem mesmo isso. E chegando um pouco mais longe, quem afirma-me de que conheço minha mãe? Somos meros humanos nos quais convivemos em um meio social e, para nos adaptarmos ou até mesmo nos incluírem em algo, precisamos na maioria das vezes modificar o nosso "ser" para poder assim, ser valorizada(o). Porém nos esquecemos de que, a coisa mais bela em que temos, é o interior no qual guarda o que verdadeiramente somos, e não o que os outros podem ver. Aliás, se não somos aceitos em determinados grupos, em vez de ser algo triste e doloroso, devíamos ficar contentes no fundo, pois sabemos de que não precisamos da aceitação social, mas sim de nós mesmos. Não sei se compreendes o que eu quero dizer. Nosso interior é composto de dores e alegrias. Repentinas, duradouras, longas ou curtas. Somos o que a maioria das pessoas não conseguem enxergar e muitas das vezes nos julgam por determinada coisa na qual passamos longe. Somos o choro calado de alguém que sente saudade de algo em que nunca viveu, porém nunca contou isso para ninguém. Somos a ausência de um ente querido no qual não está mais entre nós. Somos a falta de um beijo de bom dia ou de boa noite do pai que está distante. Somos o abraço partido de um avô que não vemos a um bom tempo. Somos o beijo de despedida do namorado(a) em que partiu levando todos teus sentimentos consigo. Somos a dor de uma distância, o cheiro de uma camisa, o perfume impregnado, o espaço entre dois corpos, a fala de uma pessoa, o sorriso bondoso, a briga com a mãe, o arrependimento com o pai, o orgulho preso dentro de si, o enxame de palavras que teimam em ficar presa em sua garganta, aquele bilhetinho guardado, o primeiro amor, o frio na barriga, o beijo da sua avó, o primeiro vestido de formatura, a primeira dança, a primeira vez, a primeira noite de amor, os questionamentos, as lágrimas contidas, o grito interno, a quebra de um silêncio, o vestibular, o primeiro trabalho, os sonhos, o banho de chuva, desejos, vontades, anseios, a liberdade. &lt;br /&gt;E a cada dia que se passa aumentamos algo em nossa lista sem fim, partida do infinito rumo à eternidade. E eu lhe pergunto, quem vê tudo isso dentro de ti além de ti mesmo? &lt;br /&gt;Nem mesmo seu melhor amigo que lhe conhece desde da época em que brincava de boneca, ou jogava futebol naquele campinho que hoje em dia nem existe mais, lhe conhece. Odeio quando te enganas assim. Podem até fingir, concordar, mas ninguém nunca irá compreender o que se passa dentro de sua mente, seu interior e seu coração. O pronome já diz tudo, é seu! Assim como nós fingimos que entendemos como tal pessoa está ao passar por uma fase ruim ou até mesmo como se sente ao passar em um concurso no qual tanto almejava. Não sabemos. Somos distintos. Cada um de nós temos um DNA, um material genético diferente. Cada um reage de uma maneira diferente diante de certas situações e, eu custei a compreender isso. Sou da maneira mais caótica possível, como já dizia meu grande Caio Fernando. &lt;br /&gt;Muitas das vezes me senti uma mutante por ser o oposto de certas pessoas, mas me dei conta que, eu não sou elas. E elas não sou eu. Ninguém na face da Terra tem o direito de obrigar-te a pensar do jeito de tais pessoas, ou a agir de tal forma. Eles são eles! Você é você. Eu tenho minhas opiniões e não mudo porque uma pessoa não gostou e, para eu ser incluída em certos grupos de relacionamento amistoso. Se for para ganhar amizades ou amores desse jeito, prefiro ser como eu sou e não mudar para ninguém. Não tem porque. Não tem motivos para isso. &lt;br /&gt;Nunca podemos julgar o que acontece no interior das pessoas além de nós. Nem nós mesmos podemos nos julgar, as vezes são coisas que só nosso coração entende. &lt;br /&gt;Eu não sei quem sou. Não sei quem é a minha mãe. Não sei quem é o meu pai. Não sei quem é a minha irmã. Em outros termos posso dizer que vivo em casa com estranhos quase conhecidos, pois cada um pode ser qualquer pessoa a minha frente, mas por trás, quem sabe? Viver é um verbo fácil de conjugar porém difícil de decifrar. Há várias formas de entender e colocar em prática esta palavra, só depende de você. Nascemos separados para possuir nossas próprias decisões que virão pela frente. Somos criados por pessoas que um dia foram do nosso tamanho, mas com a vida, aprendeu coisas que para nós ainda estão vindo, e assim, tornam-se responsáveis por saber o que vem pela nossa frente. Assim como seremos daqui a alguns anos. E criaremos nossos filhos assim como nossos pais também nos criaram. E estes provavelmente farão a mesma pergunta que fizemos quando éramos jovens. O que realmente somos? Somos uma geração nova, que, no futuro, se tornará velha. Inovação é necessária, sim. Sempre? Acho que não. No futuro tudo se tornará o ontem, o hoje se tornará o ontem, o amanhã também. &lt;br /&gt;E, ao longo dos meses, quinzenas, anos, séculos, dias, nossa vida irá se tornando um ontem resolvido ou mal-resolvido. Seremos vítimas do nosso próprio futuro no passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2653423429634066214?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2653423429634066214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/voce-e-o-que-ninguem-ve-ou-es-o-que-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2653423429634066214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2653423429634066214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/voce-e-o-que-ninguem-ve-ou-es-o-que-os.html' title='Você é o que ninguém vê, ou és o que os outros vêem?'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7Iyl6-nfjI/AAAAAAAAAGU/tqjMozWTZOs/s72-c/OAAAAC8j2AAYNOCTQDTf64Rf3DmChy3E2FUTHhH0OWdxcpUHy-AiixVa8ucL2Qbsa55hoDHZNFCy9MnAmFoxh04OBFgAm1T1ULJ_WJ_HupgXJffc0TnY6MALYDft.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5185638408108090073</id><published>2010-03-29T09:02:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T09:23:49.538-07:00</updated><title type='text'>Dezembro 2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7DT85ocZuI/AAAAAAAAAGM/bBoiYlzQ9so/s1600/OgAAAKLgQlC0yi5UhQ1or8VGCXUxfFnAKqUhO3neaxDdOpllKiTtJLBx4CmXqBBSDyeJsUjddQjAgJYidYiCDhozBfwAm1T1UGUG9o7WaDZIKjQNxcJZZzyBt9Ry.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7DT85ocZuI/AAAAAAAAAGM/bBoiYlzQ9so/s320/OgAAAKLgQlC0yi5UhQ1or8VGCXUxfFnAKqUhO3neaxDdOpllKiTtJLBx4CmXqBBSDyeJsUjddQjAgJYidYiCDhozBfwAm1T1UGUG9o7WaDZIKjQNxcJZZzyBt9Ry.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454092191961736930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.&lt;br /&gt;E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras.&lt;br /&gt;E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. &lt;br /&gt;E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.&lt;br /&gt;E porque você é uma menina com uma flor e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. &lt;br /&gt;E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. &lt;br /&gt;E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinícius de Moraes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5185638408108090073?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5185638408108090073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/dezembro-2009.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5185638408108090073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5185638408108090073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/dezembro-2009.html' title='Dezembro 2009'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S7DT85ocZuI/AAAAAAAAAGM/bBoiYlzQ9so/s72-c/OgAAAKLgQlC0yi5UhQ1or8VGCXUxfFnAKqUhO3neaxDdOpllKiTtJLBx4CmXqBBSDyeJsUjddQjAgJYidYiCDhozBfwAm1T1UGUG9o7WaDZIKjQNxcJZZzyBt9Ry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-8256608262122464853</id><published>2010-03-27T12:15:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T12:50:48.774-07:00</updated><title type='text'>Tem espaço na casa e no coração...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S65fvWG6NBI/AAAAAAAAAF0/uxtG0RBLQmk/s1600/OgAAAN_qPLkYaq9DpU_WZM93GzjNGzNVW--Ojl9qA4A6o45ZFvjlTIq98tuu7b_ztMbqc-QoQ_a-gspSE80vvpxpZP0Am1T1UJNVp8R1bTSRcftSxFtAUdHKNLg7.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S65fvWG6NBI/AAAAAAAAAF0/uxtG0RBLQmk/s320/OgAAAN_qPLkYaq9DpU_WZM93GzjNGzNVW--Ojl9qA4A6o45ZFvjlTIq98tuu7b_ztMbqc-QoQ_a-gspSE80vvpxpZP0Am1T1UJNVp8R1bTSRcftSxFtAUdHKNLg7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453401465785299986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Venha para que eu possa recuperar sorrisos, afagos, afetos, fotos, retratos, abraços... Venha para que a tarde de hoje não seja tão melancólica como a de ontem, onde o sol não tem hora para se pôr e, parece que o dia nunca acaba. Venha para que possamos contar as estrelas, deitar em teu colo, afogar minha cabeça na curva do teu ombro. Venha, porque juntos somos melhor do que a sós. Tu não vives sem mim e nem eu sem ti. Eis me aqui, com meus braços abertos em direção a ti, com uma cara tão cansada tão puta, tão frágil, tão quebrada e tão feliz, porque tu estás vindo. Traga-me de volta para ti, depois de tantos tempos e devaneios onde o ontem, o outrora e o algum dia nos separávamos, mas agora eis que estou certa de que, de algum modo, o tempo trouxe-te de volta para mim, e todas as coisas que eu temeriam acontecer, aconteceram. Mas lhe confesso de que são boas, oras. Deixa eu pegar-te pela tua mão e te conduzir rumo ao infinito em que nós podemos construir, se juntos estivermos. Meu bem, meu bem, não vês de que estou tão suja falando de amor? Tão jogada e tão desencantada com os fatos que me aconteceram ou ainda estão para acontecer, mas parece que nada disso me importa ao saber que ti não sabes delas. Parece que as coisas nas quais eu sei que existem, nunca tiveram valor porque tu nunca soubeste delas. Mas se tu vens, ah se tu vens! O dia amanhece sorrindo, o meu jardim é mais brando, meu sono é mais límpido, minha noite é mais clara, meu dia é menos quente, a minha vida rotineira torna-se sadia, minha vida passa a ser como uma véspera de partida onde, faço tudo hoje porque eu sei que o amanhã ninguém sabe, só Deus. &lt;br /&gt;Então vem, para que eu possa em teu abraço fazer minha casinha de cobertor, para que possamos passar noites em claros fazendo nada, para que nos formássemos um só corpo, uma só alma. Perdoa o jeito sincero, bruto, talvez direto demais. Mas é que minhas mãos já estão ressecadas da tua ausência, nem a lua aguenta mais te esperar toda noite e por isso, ela troca de lugar com o sol, para ver se este dá mais sorte para mim em relação à ti. E mesmo assim, entra dia e sai noite, e minha cama ainda continua deserta. Minha casa continua fria. Meu piano está empoeirado, não sei tocar, tu sabes. A louça está dividida em pilhas, há roupa espalhada por todo canto da casa, as plantas morreram, deve ter sido a falta de fotossíntese, não deixo o sol entrar muito aqui em casa. O nounouse no qual me destes, não corresponde-me mais, acho que ele realmente é teu chapa. Porque foram-se dias e noites reclamando de ti para ele, até que o deixei de castigo no porão. Vai ficar lá por uns tempos, ou até pelo menos até voltares. Mas quando tu chegares, ah... Vou sair por aí anunciando que o sol não vai mais se pôr, minhas cortinas estarão abertas, o piano limpo e, teu sorriso ao encontrar meu olhos, mais brilhante que a lua e todas suas amigas estrelas. Mais bonito que um céu em dia de lua cheia. &lt;br /&gt;Venha, chegue até a mim, me olhe, caminhe em minha direção, encontra-me! E se tu fores partir em algum momento, não te esqueças de me levar contigo, sobre tuas asas.&lt;br /&gt;Mas venha, podes vir. Fiques a vontade. Espaço é o que não falta em nossa casinha pequena e vazia na qual tu fazes falta todo santo dia. E parece que ela só está completa quando tu existires dentro dela. &lt;br /&gt;Deixo-te livre como o vento, para ires e vires quando quiseres, só peço-te uma coisa: carregue-me da forma que for, ou não. Mas guarde-me no mais profundo lugar do teu coração, para que dali, ninguém arranque-me e, possas sempre voltar. &lt;br /&gt;Acho que poderias me ensinar novamente os caminhos que dão ao teu coração, pois acho que em algum lugar de tuas veias, eu me perdi. Desaprendi o jeito.  &lt;br /&gt;Aceito aulas particulares. Por favor entrar em contato com 5005-9234&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só não se perca de mim..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-8256608262122464853?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/8256608262122464853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/venha-quando-quiseres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8256608262122464853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8256608262122464853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/venha-quando-quiseres.html' title='Tem espaço na casa e no coração...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S65fvWG6NBI/AAAAAAAAAF0/uxtG0RBLQmk/s72-c/OgAAAN_qPLkYaq9DpU_WZM93GzjNGzNVW--Ojl9qA4A6o45ZFvjlTIq98tuu7b_ztMbqc-QoQ_a-gspSE80vvpxpZP0Am1T1UJNVp8R1bTSRcftSxFtAUdHKNLg7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-755866632813527110</id><published>2010-03-25T18:12:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T18:46:23.674-07:00</updated><title type='text'>Os olhos mentem dia e noite a dor da gente...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6wR5t9cFAI/AAAAAAAAAFs/912U3k_FCO8/s1600/OgAAAPCZ4v1lJpjz5_vJKAxxyQyTyB_RvlV-CBe93Jg2KG-EbgesT3q_7bs7eoRHcam31qVgNte6nHu-OEddJo6vxWAAm1T1UPMWl8gV24Tzc9_VuCcV8hbWYSpf.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6wR5t9cFAI/AAAAAAAAAFs/912U3k_FCO8/s320/OgAAAPCZ4v1lJpjz5_vJKAxxyQyTyB_RvlV-CBe93Jg2KG-EbgesT3q_7bs7eoRHcam31qVgNte6nHu-OEddJo6vxWAAm1T1UPMWl8gV24Tzc9_VuCcV8hbWYSpf.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452752932126331906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seu único amigo era o Peter Pan. Contentava-se ao longo do tempo, nunca fez questão de que a Sininho também fosse uma de suas amigas, pois sua relação em amizade com outras meninas nunca dava muito certo, ela era sempre de fora. Ou de dentro. Por mais que não pareça, se notares bem e tiveres senso crítico, verás de que essa moça tão resguardada, possui algo que, seu corpo esconde, mas seus olhos denunciam. &lt;br /&gt;Contemplava o espaço a sua volta com afeição e carisma. Não sabia o que veio fazer nessa vida além de viver. Mas era um caso incompreendido de alguém que vive sem saber  porquê mas, mesmo assim, vive. Pinta alguns buracos, um aqui outro lá, algumas tocas de coelhos espertos, mas nada muito grave. Certo, as coisas eram graves, mas não nas ciladas, mas dentro de si mesma. Eu teimava a dizer para essa menina, essa moça na qual possui uns anos bem a menos do que eu, que, nessa vida, não importa o que faças, apenas faça. Faça que o amanhã nós veremos. Ou não veremos. Vivemos na incerteza do "quase" para o "quase sempre" porém ambos são do mesmo patamar. Faças o que tem que ser feito, contanto que não prejudique outra pessoa que nem ti... dizia a ela. Li um trecho que dizia mais ou menos assim "Ria quase sempre, uma moça magra controlando sua infelicidade" algo assim. Tinha seu jeito de admirar as coisas da vida, seus pequenos prazeres comparados ao da Amélie Poulain, porém um pouco diferentes: gostava de sorrisos. Seu mundo era pequeno pra quem via de longe, porém enorme para ela mesma. A quem queria agradar a não ser ela própria? Tinha cansado de viver tentando confortar as pessoas nas quais não davam a mínima importância para ti. E então, virou seletiva. Seletiva em amizade, em música, em lugares e principalmente em uma coisa: amor. Nunca foi uma das melhores da turma e, em seu curso, era sempre chamada atenção por sua falta de participação, uns até brincavam maldizendo o que ela estaria fazendo ou onde ela estaria no momento em que todos estão prestando atenção em uma coisa e ela, em nada. Talvez na cor do cadarço de uma pessoa, ou na covinha que um homem tem, ou até mesmo poderia estar na Califórnia visitando São Francisco e, ao mesmo tempo, poderia estar em lugar nenhum. Em hora nenhuma. Olhos fixos a distância, o que dirá? &lt;br /&gt;Pegava-se volta e meia, questionando-se porque quando queres esquecer uma coisa, nunca consegues. Talvez seja justamente pelo fato de lembrares de esquecer certa coisa, certo assunto, certo rosto, e acabas lembrando toda hora. E aí vem nosso amado e tão querido Quintana fazendo versos e prosas para nosso texto hoje: "Será que nunca deixo de lembrar que eu já te esqueci?" e, com as mãos lentamente em seus bolsos, vira-se contrária a rua em que seguia e, com um passo de quem dá para outra coisa, ela dava este. Quero outra coisa, pensou. &lt;br /&gt;Não sou metade mas também não me basto. Recitou baixinho, para si mesma, como quem canta uma melodia para acalmar teu corpo, tua alma, tua mente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-755866632813527110?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/755866632813527110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/os-olhos-mentem-dia-e-noite-dor-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/755866632813527110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/755866632813527110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/os-olhos-mentem-dia-e-noite-dor-da.html' title='Os olhos mentem dia e noite a dor da gente...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6wR5t9cFAI/AAAAAAAAAFs/912U3k_FCO8/s72-c/OgAAAPCZ4v1lJpjz5_vJKAxxyQyTyB_RvlV-CBe93Jg2KG-EbgesT3q_7bs7eoRHcam31qVgNte6nHu-OEddJo6vxWAAm1T1UPMWl8gV24Tzc9_VuCcV8hbWYSpf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-8133122598793251376</id><published>2010-03-24T10:19:00.001-07:00</published><updated>2010-03-24T10:26:46.457-07:00</updated><title type='text'>Esse relógio nunca me pareceu tão vivo...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6pJxLJ-tKI/AAAAAAAAAFk/-tfONabqGNM/s1600/OgAAAAKIsJNDXo_6_n1X83t34TWcn6S4wGqbnOAIpuNZedHBCS6EFfNOEDY0bU3gKPyjr3NXyNnjta7gKBOR5RJ0SOIAm1T1UKlfsxGPBtaglanmQsXOAd8QlxQ5.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6pJxLJ-tKI/AAAAAAAAAFk/-tfONabqGNM/s320/OgAAAAKIsJNDXo_6_n1X83t34TWcn6S4wGqbnOAIpuNZedHBCS6EFfNOEDY0bU3gKPyjr3NXyNnjta7gKBOR5RJ0SOIAm1T1UKlfsxGPBtaglanmQsXOAd8QlxQ5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452251408042472610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Preciso muito. Preciso tanto. Quando começo a escrever as palavras vão se amontoando em minha mente e, como um furacão de sentimentos, me leva para aonde eu não sei, a um lugar no qual só ti-mesmo pode me resgatar. Não vens me salvar? Não tens idéia de quantas aulas mal assistidas e quantas noites mal dormidas já perdi por causa de ti. &lt;br /&gt;Hoje me bateu lembranças de ti, meu amor desconhecido, meu querido e tão singelo inexistente. Me fazes uma falta que não tem tamanho. Deixaste um buraco, uma cratera em meu coração e fostes assim, sem despedir-se. Fostes e levastes contigo as chaves nas quais davam entrada para dentro de mim. Esqueceste contigo. Eu estava lendo teus e-mails, tuas fotos, teus rostos e teu sorriso. Foi engraçado que, repentinamente, entrei naquela minha antiga conta de mensagens e, tinha umas 300 mensagens tuas, daquela época tão gostosa na qual costumávamos viver. Inclusive, a tua declaração. Tu és cruel demais. E ainda quando brigávamos, fazia questão de ser mais cruel ainda comigo. Dizias ter me entregado o que tens de mais precioso, mas quando na verdade, nunca o fizeste. Mas sim, eu. Eu me entreguei. Eu te amei. Eu amei uma pessoa na qual não sei se existe, não sei teu cheiro, não sei que roupas costumas usar, que tênis, quais são os teus sorrisos, nunca me sentei ao teu lado, nunca te vi chorar, nunca te abracei e nunca te conheci. Neste momento, tu vives apenas dentro de mim, chegou aquele momento no qual tu não existes, só existes para mim. Tu ainda vens me visitar em meus sonhos, tu ainda me tiras a atenção, ainda imagino-te ao meu lado e, vezenquando, sou capaz de sentir teu abraço. E tu me embalas em teus braços, e tu me beijas, e tu me apertas e tu me aquieta, com essas tuas dóceis palavras, nas quais são comparadas a um certo tipo de canção para dormir, daquelas que nossa mãe cantava quando éramos menores. Tu me tiravas de órbita e, me fazias esquecer os barulhos ao meu redor, as sirenes, as britadeiras, os carros, buzinas, telefones, celulares, vozes, pessoas e, me conduzes para dentro de ti. De nós. De mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ei, meu presente mais lindo! vi tua ligação, dei um toque no teu pra falar contigo a toa mesmo mas a festa surpresa que organizaram pra mim começou logo em seguida. fiquei sem jeito de sair pra conversar contigo e tudo mais. eu me vi numa das situações mais bobas do mundo ontem. aquela torta e o tradicional ritual de enfiar o dedo no bolo antes de partir e fazer pedido. enquanto cantavam o parabéns eu fiquei naquela divisória: desejar a gente junto ou não? mas o que importa é que sem medo algum coloquei o dedo lá e pedi por ti. pedi que estejas onde estiveres, com quem for, que estejas feliz que é o que prezo pra tua vida. e mais do que isso, que nunca me apagues de tua vida. eu vou estar pensando em ti. talvez nem eu saiba que eu esteja pensando, assim como nem sei exatamente como é o ritmo do batimento do coração, uma vez que só descubro quando tô junto de ti. obrigado pela a espera de tantas vezes pra te ver, pela euforia quando já nos teus braços e mais ainda pela confiança que tiveres ao se entregar pra uma pessoa que é assim mesmo, muito mais coração e alma que qualquer outra coisa. eu hoje afirmo que meu coração está em boas mãos. é gostoso de te ter. é gostosa a espera durante a semana sentindo até teu cheiro na camisa que tu nem tocastes. eu sou apaixonado pela singularidade que és, pelo teu dom de me roubar sorrisos e até mesmo lágrimas boas. é muito especial pra mim estar aqui hoje, junto de ti. por tudo isso que a gente vive, até mesmo os desencontros, sei que faria mil vezes e mais ainda se fosse preciso. desde o início, confesso que não pensei 2 vezes. pelo contrário, fiz 2 vezes antes de pensar. e não me arrependo sequer um segundo. porque és daquelas pessoas que tê cheiro de passarinho quando canta, de sol quando acorda, de flor que ri. preferia não ter relógio, muito menos agenda. hoje eu sei que amar e ser amado quase o mesmo tanto de volta é possível. tenho certeza disto. a prova disso és ti, a minha realidade agora." Tua ultima declaração. 25 de junho de 2009 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te esqueças de mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-8133122598793251376?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/8133122598793251376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/esse-relogio-nunca-me-pareceu-tao-vivo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8133122598793251376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8133122598793251376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/esse-relogio-nunca-me-pareceu-tao-vivo.html' title='Esse relógio nunca me pareceu tão vivo...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6pJxLJ-tKI/AAAAAAAAAFk/-tfONabqGNM/s72-c/OgAAAAKIsJNDXo_6_n1X83t34TWcn6S4wGqbnOAIpuNZedHBCS6EFfNOEDY0bU3gKPyjr3NXyNnjta7gKBOR5RJ0SOIAm1T1UKlfsxGPBtaglanmQsXOAd8QlxQ5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-257138750093914583</id><published>2010-03-21T18:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T19:13:59.460-07:00</updated><title type='text'>Lights will guide you home...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6bRKOyj98I/AAAAAAAAAFc/AREYlWmX3g8/s1600-h/OgAAACeqD6A8tu9Eo1AcdnEO0FU2HRShPb_bBcSoa0arX64LpyPiValUGgWh5073OqN5xKYPaJvftHSOjj_sj4AMk4UAm1T1UJIf-CWwsxqlWg3KHnuurZZwls8Z.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 282px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6bRKOyj98I/AAAAAAAAAFc/AREYlWmX3g8/s320/OgAAACeqD6A8tu9Eo1AcdnEO0FU2HRShPb_bBcSoa0arX64LpyPiValUGgWh5073OqN5xKYPaJvftHSOjj_sj4AMk4UAm1T1UJIf-CWwsxqlWg3KHnuurZZwls8Z.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451274372677629890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre temos nossos dias de escuridão. Mas podemos sobreviver e, sobrevivemos. Se não, o que seriam de todas as músicas escritas em momentos de puro abismo? Músicas nas quais fazem sinônimo de tristeza e decepção. Mas são cantadas, certo? São compostas por alguém, alguém no qual passou por momentos de puro abismo interior e, nas finais, escreveu alguma melodia para ver se coloria sua vida tão preta e branca. Como se fosse aqueles desenhos que quando éramos menores, nos davam para colorir, sabes? Como se esta melodia, ficasse no lugar dos lápis de cores e, sua vida, substituísse o papel de colorir. E, se este escreveu, foi porque de alguma maneira retirou algum tipo de força além do que se vê, algum tipo de força no qual nem nós próprios sabemos que temos e escreve o que seu coração está cheio. Logo, está vivo. Não estou associando a escrita com algo no qual te salve, mas sim, este sobreviveu aos seus momentos sombrios. Porque nós não sobreviveríamos? Não temos algo no qual nos indique que uma pessoa é mais forte do que nós, ou que nós somos mais forte do que esta. Mas sim, vale de cada um. &lt;br /&gt;Vai passar, tu sabes que vai passar, como diz o Caio Fernando Abreu. Pode demorar um, dois, ou três dias. Um mês, uma hora, um segundo, um século, mas vai passar. As coisas são assim mesmo, Zé. Um dia de dia e um dia de noite, se é que me entendes. Voltarás, logo que esta tua fase down passar, a ver o pôr-do-sol outra vez. Já paraste para pensar nisso? Eu acho engraçado e ao mesmo tempo esplêndido o sol. Tão independente, de luz própria, ajuda a lua, e tão generoso em dar seu lugar para outro corpo brilhar. Me responde quem, nesses dias de super-modernismo, faria isso por alguém? Hoje, seria mais fácil alguém matar seu próximo para poder ganhar o brilho. Mas se perceberes, o sol continua nascendo e se pondo. Nas mesmas orientações e direções, nunca aumenta ou diminui. As vezes podíamos parar para pensar que, mesmo com toda chuva, nuvem, tempestade, ventos e geadas, o sol continua a pino. Mesmo que seja por trás das nuvens, este não sente necessidade em ser contemplado, mas sim, sentir-se bem consigo mesmo. &lt;br /&gt;Saindo do sol e entrando na lua, talvez se fôssemos mais independentes, não só de pai e mãe, dinheiro, ou coisa assim, mas independente interiormente, brilhar sem ajuda de outros. Não conte totalmente com a ajuda destes, as pessoas sempre nos decepcionam e, é isto que faz quase cem por cento das pessoas tristes. Aprendi que nem tudo podemos falar. Sabes, quando falamos algo, ou um sonho nosso, uma vontade, um desejo, ou algo, para alguém, parece que esta coisa no qual tanto almejamos não chega. Logo, conclui: desejos e sonhos são coisas que devem ser caladas. Centradas. São coisas que não se fala para ninguém, não é pela falta de confiança ou egoísmo, mas sim, por serem coisas particulares. Algo do interior. E quando damos liberdade demais para outras pessoas, em questão do que acontece dentro de nós, nos decepcionamos. &lt;br /&gt;És sábio o suficiente para poderes ti próprio auto ajudar-se. Se consegues dar conselhos ou cuidar de outras pessoas, faça primeiro consigo. Porque, se não cuidares de ti e dos teus campos, quem irá cuidar? Os outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-257138750093914583?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/257138750093914583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/lights-will-guide-you-home.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/257138750093914583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/257138750093914583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/lights-will-guide-you-home.html' title='Lights will guide you home...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6bRKOyj98I/AAAAAAAAAFc/AREYlWmX3g8/s72-c/OgAAACeqD6A8tu9Eo1AcdnEO0FU2HRShPb_bBcSoa0arX64LpyPiValUGgWh5073OqN5xKYPaJvftHSOjj_sj4AMk4UAm1T1UJIf-CWwsxqlWg3KHnuurZZwls8Z.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-9124694739347228722</id><published>2010-03-20T13:48:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T13:56:25.943-07:00</updated><title type='text'>Feito por: Isabela Mattos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6U2bloTxGI/AAAAAAAAAFU/TsACcKKmNiE/s1600-h/OgAAAAqywCw4STAnRRp2Dbjx1tcjalImNMSYQj9dpwsF6fPZhSxFckQVYgCVle5ntEKHemC8hsVc5VHrl3FVQ3RX944Am1T1UC9O_VHucj6veEcW5f1XHgkL9w2e.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6U2bloTxGI/AAAAAAAAAFU/TsACcKKmNiE/s320/OgAAAAqywCw4STAnRRp2Dbjx1tcjalImNMSYQj9dpwsF6fPZhSxFckQVYgCVle5ntEKHemC8hsVc5VHrl3FVQ3RX944Am1T1UC9O_VHucj6veEcW5f1XHgkL9w2e.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450822771587400802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vicente. Alto, muito alto. 20 anos, estudante da faculdade de artes. Possui barba. Não se apaixona facilmente. Poeta e músico nas horas vagas. Toca violão, e acabou de sair da casa dos pais. Decidiu assumir a responsabilidade de morar sozinho. Até que Vicente era bem responsável. Seu único vício era Caetano Veloso. Louco por chá, e apaixonado por Carolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina. Baixinha, muito baixinha. 17 anos, estudante. Cabelos longos e pretos. Se apaixona facilmente, e de tanto se apaixonar, acabou desacreditada no amor. Toca violão e adora cantar. Mora com os pais. Tem muitos amigos, mas as vezes se sente só.. Tímida. Louca por fotografia e apaixonada por Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num belo dia, Carolina foi a um museu, tirar fotos e se destrair. Acabou esbarrando em Vicente, e sempre muito tímida, pediu literalmente mil desculpas. Vicente teve a impressão de que conheçia Carolina de algum lugar, mas não sabia de onde.. ele então ignorou a sensação estranha e começou a conversar com Carolina. Ficaram encantados um com o outro, mas ambos eram recatados demais pra demonstrar um mínimo de interesse..&lt;br /&gt;7 horas. Carolina tinha que ir embora. Tirou sua Polaroid da mochila e bateu uma foto de Vicente. Ela queria se lembrar dele. E Carolina foi embora. Só quando ela partiu, que Vicente percebeu que tinha esqueçido de perguntar o mais importante: o nome da única garota que conseguiu mexer com ele. Vicente também foi embora. Os dois chegaram em casa, quase na mesma hora. Um pensando no outro, durante muito tempo.. Vicente não percebeu que estava finalmente começando a se apaixonar, e Carolina, desacreditada no amor, concluiu que nunca mais iria vê-lô. Mas para a surpresa dos dois, eles se esbarraram. De novo. No mesmo local onde tomaram o primeiro chá juntos. Conversaram mais ainda, e, dessa vez, trocaram e-mails, telefones.. E foram para casa. Um pensando no outro. Novamente. Carolina, pessimista como sempre, achou que Vicente nunca iria nem sequer lembrar dela, quanto mais ligar e.. Ele ligou. Foi pouco tempo de conversa, mas o suficiente para marcarem um próximo encontro: ir ao teatro, ver Sonhos de Uma Noite de Verão. &lt;br /&gt;E chegou o dia do encontro. Carolina usava um vestido rosa bem claro, quase coral, uma sapatilha, e decidiu deixar o cabelo solto, preso apenas com uma fita branca. Vicente vestia uma calça jeans, blusa polo, jaqueta, e seu all star branco de sempre. &lt;br /&gt;Fim da peça. Chuva forte, muito forte. Carolina não podia voltar pra casa com aquela tempestade. E então, Vicente a convidou para ficar no apartamento dele, enquanto a chuva não parava.. Chegando lá, conversaram mais ainda, até que aconteceu. O primeiro beijo, e a primeira noite de amor. Dormiram abraçados um com o outro, e parecia que eles se conheçiam de muito tempo, alguns diziam até que era um amor antigo.. Foi ali que o amor começou, naquele apartamento bagunçado e repleto de quadros pintados por Vicente, - um deles inclusive, era o rosto de Carolina -. &lt;br /&gt;Desde esse dia, passaram-se um ano e dois meses. Um ano e dois meses de muitas conversas, muitos beijos e abraços trocados, muito amor, e é claro, muitas fotografias e pinturas. Vicente tinha acabado a faculdade, e Carolina começaria a dela. Foi então que, ele recebeu um convite, para expor suas pinturas em uma galeria de artes, em Paris. Vicente não aceitou o convite de imediato. Primeiro, foi falar com Carolina, que, ao mesmo tempo ficou orgulhosa pelo namorado, mas também ficou triste em saber que eles teriam que se separar.. Mas ela não sabia que Vicente pretendia levá-la junto com ele. E Vicente então falou uma frase que Carolina jamais vai esqueçer..: " Se é pra ir sem você, eu não vou. Prefiro desistir do meu sonho do que desistir de você. " Carolina ficou em choque. Sem reação. Mas depois de algum tempo, ela aceitou o convite. Os dois iriam para Paris. Juntos. &lt;br /&gt;Chegando em Paris, compraram um apartamento. Pequeno, mas aconchegante. Com uma belíssima vista para a Torre Eiffel - que ficavam admirando por horas, todos os dias -. O apartamento não tinha muita coisa, somente uma geladeira, um microondas, a cama do casal, e um sofá enorme, coberto com a manta verde que Carolina adorava, e como sempre, muitas fotos e pinturas. &lt;br /&gt;Vicente decidiu então pintar o apartamento, e é claro, com a ajuda de Carolina. Eles encheram várias bexigas com cores diferente, e jogaram na parede branca - agora nem tão branca assim -. No fim, eles assinaram seus nomes e a data no rodapé da parede. &lt;br /&gt;Passaram-se mais algumas semanas, e em um dia de frio e neve em Paris, Vicente e Carolina completavam um ano e meio de namoro. Carolina tentou fazer um bolo, e digamos que não deu muito certo. Vicente saiu mais cedo da galeria, com orquídeas na mão. Ele pensava que rosas eram comuns demais, e para ele, Carolina não era alguém comum. Os dois sentaram no sofá, e trocaram os presentes. Carolina deu para Vicente um álbum com todas as fotos que eles tiraram desde que se conheçeram, e cada uma delas com uma frase de amor diferente. Vicente comprou para Carolina um medalhão de ouro branco em formato de coração. Em um lado do medalhão, estava uma foto dos dois, a primeira que eles tiraram juntos. E do outro, uma frase: " Eu te conheçia dos meus sonhos. ", em Francês. &lt;br /&gt;E então, eles viveram felizes. Não para sempre, porque nenhum deles sabia o que o futuro traria, mas viveram felizes. Juntos e apaixonados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-9124694739347228722?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/9124694739347228722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/feito-por-isabela-mattos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/9124694739347228722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/9124694739347228722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/feito-por-isabela-mattos.html' title='Feito por: Isabela Mattos'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6U2bloTxGI/AAAAAAAAAFU/TsACcKKmNiE/s72-c/OgAAAAqywCw4STAnRRp2Dbjx1tcjalImNMSYQj9dpwsF6fPZhSxFckQVYgCVle5ntEKHemC8hsVc5VHrl3FVQ3RX944Am1T1UC9O_VHucj6veEcW5f1XHgkL9w2e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-1653618381957647203</id><published>2010-03-19T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T15:34:47.857-07:00</updated><title type='text'>Wake up, Alice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6P7_mHjoJI/AAAAAAAAAFE/IwRWXNsTBU0/s1600-h/OgAAAOXzbIgWk5daZs0Ynu8OBXur6JPgrZj2JbNhO8jnqacs_6vgnErmLWrSMrVoWgiJH6Xv-CzE7rpcyljqE57WvI0Am1T1UKbK6R5blgvGTIPzbDvhRlC3d8F0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6P7_mHjoJI/AAAAAAAAAFE/IwRWXNsTBU0/s320/OgAAAOXzbIgWk5daZs0Ynu8OBXur6JPgrZj2JbNhO8jnqacs_6vgnErmLWrSMrVoWgiJH6Xv-CzE7rpcyljqE57WvI0Am1T1UKbK6R5blgvGTIPzbDvhRlC3d8F0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450477044031004818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Não estamos mais no país das maravilhas." &lt;br /&gt;Isso sempre me acontece quando caio da cama e acordo com a voz safada do Tyler cantando-me Crazy. Para lhe dizer a verdade, meu caro, já estou irritada com a música, vou até trocar hoje à noite. Quero acordar com bossa nova agora. Um Vinícius, Tom, Toquinho... quero algo suave em meus ouvidos ao acordar. Sabes? Algo que me faça despertar como se eu ainda estivesse dormindo. &lt;br /&gt;Mas o que me impressiona tanto, é a capacidade de um aparelho de criação humana conseguir nos tirar tão fácil de nosso próprio mundo ao dormirmos. Como se estes tivessem o poder de nos arrancar sem nem pedir licença ou até mesmo algo como posso-te-acordar-tá-na-hora. Penso logo que, é injusto o modo no qual a maioria de nós acordamos. Seja para trabalhar, estudar, ou até mesmo porque marcou tal hora em tal canto e precisas ir sem atraso. Usamos geralmente estes aparelhos eletrônicos para realmente nos acordar com brutalidade, que, no qual, nos dê aquela vontade imensa de quebrar aquela coisa tão pequena na parede ou então até mesmo conversar com ele e pedir para ficar mais uns cinco minutos deitada(o) na cama, a espera do inesperado. Ou até mesmo a espera de voltar ao sonho no qual fostes interrompida(o) e era tão bom. &lt;br /&gt;A verdade é que, sem sombra de dúvidas, para mim ultimamente, meu melhor momento no dia é aquele no qual eu tomo um banho geladíssimo e coloco meu pijama e, me encontro em meus sonhos. Dormir para mim, vem sendo sinônimo de esquecer problemas. Até mesmo me esquecer. É fácil se esquecer ao dormir. É como se, fostes comparado a algo no qual tenha bateria, e à noite, é o único momento que podes recarregar. Mas parece que minha bateria vive sempre carente. &lt;br /&gt;Meu coração é o mendigo mais faminto e miserável da esquina. Possuo a necessidade de, em cada sonho ou em cada sono, alimentá-lo. Pois sei bem que ao acordar, ele estará pulsando em meu peito à procura de migalhas para matar sua fome. Como se, todo o tempo, eu precisasse renovar o sangue no qual ele espalha pelo meu corpo, senão, é como se este fosse pulsando cada vez mais rápido ao ponto de eu mesma não suportá-lo e querer arrancá-lo de mim. &lt;br /&gt;As vezes é mais fácil viver sem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido despertador, me permites voltar a dormir agora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-1653618381957647203?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/1653618381957647203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/wake-up-alice.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/1653618381957647203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/1653618381957647203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/wake-up-alice.html' title='Wake up, Alice'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6P7_mHjoJI/AAAAAAAAAFE/IwRWXNsTBU0/s72-c/OgAAAOXzbIgWk5daZs0Ynu8OBXur6JPgrZj2JbNhO8jnqacs_6vgnErmLWrSMrVoWgiJH6Xv-CzE7rpcyljqE57WvI0Am1T1UKbK6R5blgvGTIPzbDvhRlC3d8F0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-7683803868285180817</id><published>2010-03-16T16:35:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T17:34:26.185-07:00</updated><title type='text'>Anônimo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6AiQawyuBI/AAAAAAAAAE8/wvJqjvymXYI/s1600-h/OgAAAKSZYXlIRUvVVdoI4vp5zlQNIQpvYanMN7i4f5X9F5u_hW7B3K2v7p-AleSx0Ef9fenKhk0qU-iGP56t62IVaJoAm1T1UHs4p9_RzH6wVU5gC6VPzlqAFTmD.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6AiQawyuBI/AAAAAAAAAE8/wvJqjvymXYI/s320/OgAAAKSZYXlIRUvVVdoI4vp5zlQNIQpvYanMN7i4f5X9F5u_hW7B3K2v7p-AleSx0Ef9fenKhk0qU-iGP56t62IVaJoAm1T1UHs4p9_RzH6wVU5gC6VPzlqAFTmD.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449393214575523858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma tarde de exposição artística do pintor Salvador Dali. Não achava-se muito adequada para o lugar. &lt;br /&gt;Era como se ela sentisse a arte em suas veias, pulando, pulsando sangue para todo o corpo. Como se de algum jeito, ela e a arte, seja lá qual for a forma de arte, fossem traçadas, algo que ela conseguisse se achar, entre tantas pessoas e opções, entre tantos amores e desamores, entre tantas idas e vindas, a arte a conseguisse preencher melhor, até aquele momento. &lt;br /&gt;Andava por todo o salão, parando nas mais famosas obras e analisando cada traço, cada mistura, cada espessura de tinta em tela. Foi quando, diante da mais famosa e conhecida obra do autor "A persistência da Memória" percebeu-se que não estava sozinha. Continuou com os olhos fixos à distância, neste momento não estava mais olhando para nenhuma obra mas sim para dentro de si mesma. Percebeu então, que foi interrompida com um toque em suas mãos de surpresa, e virando-se deparou-se com um rapaz no qual não parecia estranho, não para ela. Ele ainda não encarando-a, continuou com seus olhos postos nos quadros ao seu redor e, sutilmente explicou-a como quem não quer nada, a história da obra que a viu olhando. Sem entender, continuou olhando-o e soltou uma risada docemente para si mesma, como se fosse escapada. Foi quando o rapaz olhou-a diretamente em teus olhos profundos onde revelam-o tanta dor ao mesmo tempo tanto amor, tanta paz e tantos naufrágios, tantas palavras congestionadas nunca ditas e tanto silêncio e singularidade. &lt;br /&gt;- Vamos comer alguma coisa, me pareces faminta. Disse ele conduzindo-a levemente pela mão em direção à um dos restaurantes que lá encontravam-se. Ela sentou-se de frente para ele, não parando de o olhar uma só vez, tentando desvendar ali, o mistério que este implantou em sua mente. Disfarçou pegando o cardápio e escolhendo o que queria comer. - Vai comer nada? Perguntou-o incrédula. - Uma coca-cola, apenas. &lt;br /&gt;Enquanto esperavam o pedido chegar, ficaram se olhando durante um bom tempo, como se as palavras fossem desnecessárias naquele momento e, apenas pelo gesto de olharem-se, conseguissem se comunicar sem mexer a boca. O silêncio foi quebrado com a chegada da comida. Ajustou o guardanapo em suas pernas e pegou o garfo para começar a comer, enquanto ele a observava tomando sua coca. Ela deu um sorriso enquanto comia. - O que? O perguntou já ficando chateada. Ele deu uma gargalhada gostosa e, deixando seu copo vagarosamente na ponta da mesa a respondeu: - Gosto do jeito como limpas a sua boca. Um enorme silêncio agora quebrado com palavras de um cara no qual esta nunca tinha visto em toda sua vida, porém como se este, fosse de um jeito ou de outro, teu. &lt;br /&gt;- Teus olhos me lembram montes, alguns tipos de cordilheiras, o mel das flores, campos de morangos. Estes me falam de coisas nas quais eu já escutei, em algum lugar, em algum momento...&lt;br /&gt;- Teus lábios me fazem sentir, mesmo sem tocar-te, saudades de algo que eu deixei no passado, em um passado distante, como se, alguma coisa me impulsionasse a vir aqui nesta exposição e, te puxar para perto de mim como se já estivesses distante o suficiente todo esse tempo, mas esse tempo no qual eu não calculei, pois começa do infinito e acaba neste próprio. &lt;br /&gt;- De onde eu te conheci? Me dás uma leve impressão de que já o amei, ou ainda o amo, e como se o tempo me trouxesse de volta um amor no qual nunca tive e, sim, todas as minhas tentativas em vão de me aproximar de alguém e não conseguir, foram de certo modo, porque tu já estavas em meu caminho, de um jeito ou de outro, ias me aparecer e pegar em minha mão e então, agora, neste exato momento, o longe se fez perto, tão perto que posso escutar a batida do teu coração que eu nem sabia que tinhas. Porque eu não sabia que existias... &lt;br /&gt;- Algumas pessoas se conhecem desde sempre. &lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;- Casa comigo.&lt;br /&gt;- Caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas tortas que, se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-7683803868285180817?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/7683803868285180817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/anonimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7683803868285180817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7683803868285180817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/anonimo.html' title='Anônimo'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S6AiQawyuBI/AAAAAAAAAE8/wvJqjvymXYI/s72-c/OgAAAKSZYXlIRUvVVdoI4vp5zlQNIQpvYanMN7i4f5X9F5u_hW7B3K2v7p-AleSx0Ef9fenKhk0qU-iGP56t62IVaJoAm1T1UHs4p9_RzH6wVU5gC6VPzlqAFTmD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-8794383185607835617</id><published>2010-03-14T18:48:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T19:27:17.314-07:00</updated><title type='text'>Devolva-me</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S52a_JNvS8I/AAAAAAAAAE0/UGB-hXWe9Pc/s1600-h/OgAAAJoM1r_oW3wEkdg8-TsfFkBR9nphHzLsVktZCIBFVEALXVAMU5CZ5IrrV0MSjdw1Z21v8gfJ7vid3BI-TMEsL8oAm1T1UEWg9zSPkroTXTnVEymmJ0J08T_0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S52a_JNvS8I/AAAAAAAAAE0/UGB-hXWe9Pc/s320/OgAAAJoM1r_oW3wEkdg8-TsfFkBR9nphHzLsVktZCIBFVEALXVAMU5CZ5IrrV0MSjdw1Z21v8gfJ7vid3BI-TMEsL8oAm1T1UEWg9zSPkroTXTnVEymmJ0J08T_0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448681533784148930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se dois meses. Dois meses levantando-se e dormindo, como se nada mudasse. Realmente, nada mudou. Os dias apenas movimentaram-se, as noites caíram, o sol subiu, fez chuva, fez sol e, aquele teu jardim no qual plantavas a melhor das rosas, ressecou. Durante dois meses rasguei todas tuas cartas, quebrei todos teus discos, cortei todas tuas blusas, joguei fora teus perfumes, teus lençóis, teus beijos, teus abraços. Fiz uma reforma em nosso apartamento, quer dizer, meu agora. É tão estranho falar "eu" ou apenas "meu" pra quem só dizia "nosso" ou "nós". Aquela parede amarela, pintei de vermelho, tirei a cama de casal e dei para aquele vizinho no qual detestavas. Sim, tudo o que odiavas eu passei a amar. Passei a freqüentar aquele Piano Bar, onde tu falavas que só tinha velhos. Passei a viver mais para dentro em vez para fora. Passei a me acostumar a me arrumar sozinha, diante do espelho, sem ter aquela segunda pessoa atrás de mim perturbando-me dizendo que era para eu largar tudo e ficar contigo naquele sofá que, inclusive, o vendi. Pelo preço mais miserável, mas vendi. Venderia até por um real. Incrível como tu cravaste ali, teu cheiro. Ao fechar meus olhos eu ainda podia sentir teu hálito de hortelã falando ao meu ouvido. Coloquei três relógios em casa, comprei 2 cachorros, 1 peixe, 2 passarinhos e uma tartaruga. Estava tudo muito vazio. Muito sem cor. Muito sem vida. Eu mesma quem fiz a pintura das paredes, viu, reclamavas tanto de que eu era baixinha ou muito fraca para pintar todas aquelas paredes e precisaria de ti para fazer isto. Mas a verdade é que não quero mais precisar de ninguém. Posso demorar o tempo que for da minha maneira, mas será minha maneira. Quero ser mais eu-comigo-mesma do que eu-com-alguém. Nunca precisei de ninguém para ser completa. Nunca precisei de ninguém fazendo-me o café da manhã, nunca precisei de ninguém dizendo o que devo ou não fazer, eu faço. É incrível como mesmo dizendo que nunca-precisei-de-alguém, eu preciso. Joguei fora tua rede verde abacate. Por qual motivo eu manteria qualquer indício teu? Assim como espero que aqueles meus versos no qual eu lhe entreguei, sim, aqueles mesmo, naquela manhã de sábado, rasgue. Por favor, rasgue-os, queime-os, faça o que quiser, mas faça alguma coisa. E ao passar por mim na rua, e eu por ti, fingiremos ser um rosto desconhecido um para o outro, um rosto desconhecido no qual dormimos em uma noite utópica. E devagar nossas faces vão confundindo-se com as outras e, tornamo-nos figurante da nossa própria história inacabada ou nunca começada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-8794383185607835617?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/8794383185607835617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/devolva-me.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8794383185607835617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/8794383185607835617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/devolva-me.html' title='Devolva-me'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S52a_JNvS8I/AAAAAAAAAE0/UGB-hXWe9Pc/s72-c/OgAAAJoM1r_oW3wEkdg8-TsfFkBR9nphHzLsVktZCIBFVEALXVAMU5CZ5IrrV0MSjdw1Z21v8gfJ7vid3BI-TMEsL8oAm1T1UEWg9zSPkroTXTnVEymmJ0J08T_0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-7713070209488007788</id><published>2010-03-13T09:04:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T09:24:48.173-08:00</updated><title type='text'>Longe, longe, longe, aqui do lado... Paradoxo: nada nos separa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5vKShvHY2I/AAAAAAAAAEs/0l7etIQchXg/s1600-h/OgAAAKY9mg0xPiXZkOrJCLgLm_M8oISTE-IrxaCTokiiqQlGRmq2n9v81ZSrPgOOdciYY7rSjEl_Pf5u2aqGedOe-ZcAm1T1ULFEoOAtHu2_mXqEdsFu1bQ4b_Hs.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 245px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5vKShvHY2I/AAAAAAAAAEs/0l7etIQchXg/s320/OgAAAKY9mg0xPiXZkOrJCLgLm_M8oISTE-IrxaCTokiiqQlGRmq2n9v81ZSrPgOOdciYY7rSjEl_Pf5u2aqGedOe-ZcAm1T1ULFEoOAtHu2_mXqEdsFu1bQ4b_Hs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448170593877189474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui muito repulsa à distância. Para mim, sentir saudades era um martírio, um ato crucial, como se tirassem seu coração sem nenhuma dó nem piedade e, o colocasse em sua mão, para sentires este bater. Mas o coração não bate sem sangue. Ou pode haver uma controvérsia entre a ciência e o ato poético. Em particular, gosto muito mais do ajuste poético, acho que este deixa as coisas um pouco mais... floridas, me entendes? A ciência é muito nua e crua, muito real e para que quero algo real, se eu já vivo na realidade? Agora me lembrou uma música do Leoni no qual dizia "A ciência confirma os fatos que o coração descobriu. Nos seus braços sempre me esqueço de tempo, espaço...". O coração pode até parar de bater sem o sangue, mas tenho dito que, se me entendes mesmo, ele não parará de bater de imediato. Pode demorar, uma quinzena, uma semana, um dia, uma hora. No caso, o sangue, seria a pessoa/coisa/objeto/lugar/fotografia/cheiro/beijo no qual sentes saudade e sem isso, é como se seu coração tornasse a bater cada vez mais lento, pois tu sabes como ninguém, que este teu orgão tão (in)voluntário precisa destas coisas no qual mencionei, para bater como batia antes. E é assim que a maioria das vezes todos se sentem. Agora não venha me dizer que sou deprimente, melancólica, depressiva, doente, por favor, me deixa ser feliz, cara! Não é deprimente sentir saudade, não é deprimente se entristecer, não é deprimente se apaixonar, não é deprimente seu coração parar de bater aos poucos e tu lentamente morreres sem ninguém perceber, porque perdeste algo no qual tu gostas. Eu não digo que perdi algo, eu digo que nunca tive esse algo. Mas eu já disse isso em antigos posts. Como diz meu grande Caio Fernando: "Não sou pedaço, mas também não me basto." Esse algo resseca-me a palma das minhas mãos já tão acostumadas ao nada, ou ao tudo. Mas eu quero o meio termo eu acho. Eu quero algo que não esteja nem em cima nem embaixo. Nem em uma extremidade nem à outra. Nem oito, nem oitenta. Algo nem tão pop nem tão heavy. Mas entre o pop e o heavy eu prefiro o heavy. Por favor, odeio coisas que me façam dormir, só em casos extremos. Se bem que as vezes me atrai. Mas voltando a falar do coração, do sangue, e da batida... É como se eu estivesse de frente para ele, o vendo ali, parado em minha mão, tão lambuzada de sangue, assistindo ao meu próprio meio de vida, lentamente morrer. Mas a ciência ganhou um ponto, ainda existe transplante de coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-7713070209488007788?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/7713070209488007788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/longe-longe-longe-aqui-do-lado-paradoxo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7713070209488007788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/7713070209488007788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/longe-longe-longe-aqui-do-lado-paradoxo.html' title='Longe, longe, longe, aqui do lado... Paradoxo: nada nos separa.'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5vKShvHY2I/AAAAAAAAAEs/0l7etIQchXg/s72-c/OgAAAKY9mg0xPiXZkOrJCLgLm_M8oISTE-IrxaCTokiiqQlGRmq2n9v81ZSrPgOOdciYY7rSjEl_Pf5u2aqGedOe-ZcAm1T1ULFEoOAtHu2_mXqEdsFu1bQ4b_Hs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-9153375759979426817</id><published>2010-03-08T14:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T16:27:44.117-08:00</updated><title type='text'>Vocês que fazem parte dessa massa...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5WIKyFIUrI/AAAAAAAAAEk/vvcDZ9s8D88/s1600-h/p0589902.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5WIKyFIUrI/AAAAAAAAAEk/vvcDZ9s8D88/s320/p0589902.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446409043197842098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chegas em casa, em um calor de 40º no Rio de Janeiro, entra em teu quarto e liga o ar condicionado e fica ali, estagnado, de mau humor por conta do imenso calor e da onda de ar quente estacionada em seu estado, e ficas torcendo para chover, chover muito. Enquanto reclamas do calor ou se o seu ar condicionado não gela e que estás desanimado para estudares ou trabalhares porque o ar está tão quente que consegues nem respirar, tu esqueces de lembrar de que pelo menos tens um lugar cômodo, um ar condicionado e, uma localização não tão ruim assim. Ou literalmente não-ruim. Enquanto ficas estagnado, bufando de raiva, lá no sertão, ou até mesmo no teu estado, existem pessoas no qual não param de trabalhar um minuto sequer, debaixo de sol ou chuva. E aí te pergunto: porque? Sabes a resposta, provavelmente deves ter estudado em geografia, sim, aquela aula no qual deve te dar sono ou então ficas tentando dar um de engraçado para sua turma, em vez de prestar atenção no que lhe é dado, pois são raras as pessoas com a oportunidade de estar em uma sala de aula. A população que trabalha na área rural, os trabalhadores rurais, não escolhem estar ali. Não escolhem o que devem ou não fazer. Apenas fazem, no silêncio, porque sabem que se reclamarem, nem aquilo podem ter mais. O que seria uma catástrofe para estes, pois necessitam do pouco dinheiro que lhes é dado para trabalhar naquele local inapropriado ou até mesmo desumano. Se assemelham ao gado, onde são conduzidos por homens que dizem ser ou ter grande posse e, ao contrário deles, ter uma grande conta bancária. - Acho que deves saber o sistema do nosso país e do mundo inteiro, as pessoas se preocupam mais com sua conta bancária, com o que tens, do que pelo que és. Nas entrelinhas, seria: ter para ser. - E por estes 'donos' terem uma conta bancária triplicada ou quadruplicada, acham que podem mandar ou dar ordens às pessoas que nada disso possuem? Para que? Para produzir mais dinheiro e ir mais cédulas com valores imensos para seus bolsos nos quais eles devem gastar todo fim de semana com bebidas das mais caras ou até mesmo em uma roda de amigos comendo do bom e do melhor enquanto aqueles seus trabalhadores, que não têm nem sequer um par de roupas direito para vestir-se, passam fome. Isso é Brasil. Mas não é só no Brasil não, meu caro. Isso acontece com o mundo inteiro, desde a eclosão do pensamento capitalista.&lt;br /&gt;Sabes por quais mãos passaram o leite que tomas pela manhã? Ou a carne que comes no almoço, teve que passar por algum processamento ou até mesmo aquele boi no qual morreu, teve que ser cuidado por alguém. E ainda desprezas as pessoas que te alimentam? Sim, porque são esses trabalhadores miseráveis, que a maioria das vezes não tem um pão para comer e vai trabalhar faminto, que te alimenta. E mesmo assim você ainda teima em dar valor ao homem com grande posse, sendo que, são os homens com o salário negativo que tem uma extrema importância. Esse Brasil que vivemos é resultado do suor das classes baixas, ou nem baixas, das classes miseráveis, que seus patrões ainda enchem o peito para falar que estes são seus subordinados. Na verdade, subordinados são eles, que não conseguem fazer o trabalho que estes outros povos podem. Eles não têm a capacidade de cortar a cana para obter o seu próprio açúcar, e para isso necessita de alguém, e ainda se dizem ser auto suficientes só porque possuem uma Mercedes em sua garagem. Mas esquecem-se de que, para poderem ter o que têm, precisam passar por cima dos seus princípios, se é que têm princípios. Enquanto têm idosos dando seu sangue para ter um balde de água em sua casa no meio do sertão nordestino, estes a jogam pelo ralo. &lt;br /&gt;Quem esses seres humanos que se acham superiores pensam que são para destratar sua raça? Não pode ter compaixão um pelo outro nem um segundo, porque um segundo para eles é dinheiro. Tempo se resume a dinheiro. Então, dão de ombros para aqueles que se machucam no trabalho canavial, ou até mesmo morrem com algum tipo de insolação no trabalho agrícola, para eles é fácil, só substituir. Mas agora me diz, será que estes que sofreram tais danos, irão poder ser substituídos para a família? E aqueles filhos destas gentes que os aguardam ao chegar em casa, na esperança de ter um quilo de feijão ou até mesmo um quilo de farinha para enganar o estômago da fome? Me explica, como deve ser para essas pessoas passar dias com a água escassa e, suportar aquele calor de mais de 40º. Me explica, como deve ser para um pai trabalhador rural, chegar em casa sem um centavo no bolso para o filho, sem poder dar o que o filho queria, porque não pode ou porque não tem. Porque na verdade, seu patrão o paga covardemente mal, para trabalhar o dia inteiro, e chegar no fim da noite com o suor no rosto e ainda com o brilho nos olhos de ter a esperança de um dia poder dar ao filho um estudo adequado ou até mesmo uma bola de futebol que ele nunca teve. Me explica, como deve ser para mãe de uma família, ir trabalhar e deixar seus três filhos em casa, sendo a mais velha ter 7 anos de idade, porque tem que dar o sustento para estes. Mesmo o sustento sendo 5 reais por dia ou 20. O que seria 20 reais para uma família sem ter nem onde dormir direito? E as pessoas ainda têm coragem de abrir suas bocas para falarem de direitos iguais, sendo que elas próprias não olham para o próprio umbigo, e não percebem que seu mundo não se resume à apenas sua academia, seu colégio de classe média alta, e suas festas de socialite. Mas sim, por esse Brasil afora, possui um número gigantesco de pessoas que não possuem nem um par de sapatos para irem trabalhar. Onde os idosos não possuem direitos. Onde as crianças são escravizadas até hoje para produzir o tênis que você usa para jogar futebol. Um país, ou os países, onde a democracia é apenas uma válvula de escape e, a poeira é toda debaixo do tapete. &lt;br /&gt;Agora eu me pergunto todos os dias: quando é que vão dar uma faxina? Ah, me esqueci! estão ocupados pedindo uma pizza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-9153375759979426817?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/9153375759979426817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/voces-que-fazem-parte-dessa-massa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/9153375759979426817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/9153375759979426817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/voces-que-fazem-parte-dessa-massa.html' title='Vocês que fazem parte dessa massa...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5WIKyFIUrI/AAAAAAAAAEk/vvcDZ9s8D88/s72-c/p0589902.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2715519680577684568</id><published>2010-03-07T08:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T09:12:24.776-08:00</updated><title type='text'>Muito prazer, meu nome é otário.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5PdGBkb6SI/AAAAAAAAAEc/REE4Y7dGAiE/s1600-h/OgAAAJiHycEZdkB14dnwldVzeV-bd6M_jzQU9IUDM-EAbPpX0ipmh9m1EBnbz3tb9n3grscr_BUfhNHvbSo2-xczGg0Am1T1UP9qDuKZIFDiFifa75Xnu1lb-lG2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5PdGBkb6SI/AAAAAAAAAEc/REE4Y7dGAiE/s320/OgAAAJiHycEZdkB14dnwldVzeV-bd6M_jzQU9IUDM-EAbPpX0ipmh9m1EBnbz3tb9n3grscr_BUfhNHvbSo2-xczGg0Am1T1UP9qDuKZIFDiFifa75Xnu1lb-lG2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445939469991274786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se for por amor às causas perdidas. Se bem que, eu ando mais perdida do que você, do que eu, do que nós dois juntos. E não é só aqui não ó, na matéria física, o maior problema está aqui na cuca. Meu caso perdido é o que mais dá vontade de encontrar. É um belo paradoxo, mas dentro do contexto essas duas palavras interligam-se, pelo menos é de acordo com o que eu quero dizer. Mas eu quero te dizer que, realmente, existe um traço no infinito no qual se assemelha as lanternas dos helicópteros à procura de sobreviventes causado por um naufrágio. Naufrágio, essa é a palavra certa. Sofri um naufrágio e estou em um daqueles botes salva-vida. Por favor, não queira juntar-se à mim, se eu não sou nem capaz de suportar as minhas próprias dores, como irei suportar o dobro? Então, se conselho fosse bom, seria vendido. Portanto, te digo com toda a minha alma, você precisa perder-se para poder encontrar-se, porque senão, o que resta? Vai viver que nem comercial de sabão em pó? Risos distribuídos, abraços a cada um minuto, gargalhadas (na maioria das vezes falsa) e assim pretendes levar sua vida? Tentando mostrar para outro ser igual a você que és feliz quase sempre. Ou sempre. Mas a minha conclusão não me diz isso, pelo contrário, existem momentos felizes, porém a maioria da nossa vida se constrói em cima de grandes lutas e batalhas. Não estou dizendo-te para tirar teu sorriso do rosto, mas sim pra não teres medo da melancolia, ou até mesmo daquela dor perfurada aí dentro do seu peito. Porque todos temos. &lt;br /&gt;Um dia eu estava conversando com um amigo, e comecei a observá-lo, até que ele me perguntou o que aconteceu e, o respondi que eu estava tentando decifrar se dentro dele faltava algo, este me respondeu que sim. E foi uma resposta bem pensada. Sim. Sempre falta alguma coisa, seja lá o que for, sempre vai faltar. Resta apenas você para tentar descobrir ou encontrar essa tal coisa no qual te necessitas desvendar. Podemos até dizer que esta coisa serve até mesmo para te desvendar. Tenho em mente de que, somos feitos por pedacinhos espalhados por esse mundo no qual vivemos, que nem nós mesmos conseguimos achar. Preste atenção, não és feito apenas de um grande amor, não és feito apenas daquela sua alma gêmea no qual acreditas ter. Eu também acredito nessas teorias-sobre-o-amor-não-encontrado. Mas não que eu sou feita apenas dele. Somos feitos das coisas mais inusitadas que podemos imaginar. A maior parte do tempo, somos feitos de buscas insaciáveis, lutas na maioria das vezes difíceis, vitórias com sabor de quero-mais, o beijo do namorado ou da namorada, o coração partido, o choro no colo da mãe, o carinho do irmão(a), a palavra agarrada em nossa mente, até mesmo pelas pessoas desconhecidas no qual vemos todos os dias, seja andando à caminho do colégio, no ônibus para faculdade, em seu trabalho, em um banco, lojas, shoppings... olhe bem para o seu lado, nunca mais irás ver aquelas pessoas, pelo menos a maioria delas, como se fossem para você, passageiros de sua vida. Assim como você também torna-te passageiro para eles. E é assim que somos formados. Por pequenas partículas perdidas, desencontradas, ambíguas... chames lá do que for. &lt;br /&gt;As pessoas não são feitas de sorrisos e momentos de extrema felicidade, o tempo todo. O mais gostoso de viver, é saber aproveitar os momentos de estar só com você mesmo, seria um jeito de se conhecer melhor, para conhecer os outros. E assim, estar em constante alegria tanto com você mesmo, quanto com os outros e a sociedade à sua volta. Você precisa perder-se, para conhecer-se. Mas sozinho. Porque é nos momentos de solidão, que nossa mente enxerga de outro ponto de vista, do que quando estamos com pessoas a nossa volta. Muitas vezes, somos aquilo que a sociedade nos torna, e não aquilo no qual gostaríamos de ser. Em vez de dizer tantos 'eu amo você', repita para ti mesmo ou cole no espelho: eu amo você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2715519680577684568?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2715519680577684568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/muito-prazer-meu-nome-e-otario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2715519680577684568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2715519680577684568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/muito-prazer-meu-nome-e-otario.html' title='Muito prazer, meu nome é otário.'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5PdGBkb6SI/AAAAAAAAAEc/REE4Y7dGAiE/s72-c/OgAAAJiHycEZdkB14dnwldVzeV-bd6M_jzQU9IUDM-EAbPpX0ipmh9m1EBnbz3tb9n3grscr_BUfhNHvbSo2-xczGg0Am1T1UP9qDuKZIFDiFifa75Xnu1lb-lG2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-2825702888582935673</id><published>2010-03-05T08:44:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T11:58:57.736-08:00</updated><title type='text'>Astrounauta, diz pra mim...cadê você?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5E-o6U7bwI/AAAAAAAAAEE/6z64b4iG6eQ/s1600-h/OgAAAHAPQp5Cw69Hmg3ODVT5Z0wvpYevQHdaD9si7bzUGuCipBai3IY3Bcl4Zxi8qTbA-Bpwi9PHvGCETf2XIvVzzQAAm1T1ULd8QAuuQ16uPwX_WN3WDrNxXHdU.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5E-o6U7bwI/AAAAAAAAAEE/6z64b4iG6eQ/s320/OgAAAHAPQp5Cw69Hmg3ODVT5Z0wvpYevQHdaD9si7bzUGuCipBai3IY3Bcl4Zxi8qTbA-Bpwi9PHvGCETf2XIvVzzQAAm1T1ULd8QAuuQ16uPwX_WN3WDrNxXHdU.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445202297040367362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Toda carta de amor é ridícula. Se não fosse ridícula, não seria carta de amor, como já dizia Fernando Pessoa. &lt;br /&gt;Calma aí, me ouça, eu quero te dizer, antes de pegares esse avião, que meus dias têm sido melhor. Eu tenho gostado mais de mim, para aprender a gostar mais de ti, espera um pouco, não quer tomar um capuccino? Poderíamos conversar sobre isso melhor, e não aqui nesse portão de embarque. Essa moça falando toda hora que seu avião está partindo daqui a uns minutos está me enlouquecendo. Mas deixa eu concluir, já estou terminando, te juro. Presta atenção, minha dor no peito melhorou muito desde que te conheci. Eu tenho visto as coisas de um jeito diferente, sabes? Eu ando vendendo amor, o amor que tu me deste, e eu queria te dar mais. Lembra daquela pedra que eu tinha dito pra ti antes de nos conhecermos? Então, ela quebrou-se. Não digo que tenha sido quebrada sozinha, mas sim, tu quebraste ela. Antes eu me via como uma enorme iceberg sem previsão para derreter-se, e aí veio ti, com teu calor, derreter-me. Agora me diz, tens mesmo necessidade de ir? Deves estar agoniado dentro dessa sua jaqueta de couro, a minha favorita claro, e deves estar com aquele All Star surrado já. Acho que estás esquecendo-se de alguma coisa que estás levando contigo por engano. - Por engano? Não. Mas do mesmo jeito, devolva-me meu coração no qual carregaste contigo para essa sala fria em que esperas para pegar seu vôo às 20hrs rumo à lugar nenhum. Quisera eu que ele fosse rumo ao meu coração. De volta. Irei voltar para casa com as mãos no bolso da minha calça, sim aquela calça destroçada na qual amas. E irei sentar-me na cama, e lembrar de todos os gestos, e carícias que trocamos durante sua curta duração ao meu lado. Ainda tens que ir? Ainda tem os teus dedos finos deslizando-se sobre a minha cintura, enquanto me dedilhas parecendo que sou seu violão. Boy, tu és meu acorde mais bonito. Nossa casinha de cobertor, nossa luz de cada manhã, seus beijos ao pé do meu ouvido, cantando uma melodia gostosa de se ouvir, sim! Aquela música que tu amas, e sempre dizias que lembrava de mim ao escuta-la, era aquela assim: é, morena, tá tudo bem. Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus. Pode rir agora que o fio da maldade se enrola. E repetias no meu ouvido sempre ao acordar, com ênfase: para nós, todo amor do mundo, para eles, o outro lado (...) Ser assim, eu não. Prefiro assim com você, juntinho, sem caber de imaginar, até o fim raiar. E no fim dessas palavras encontrar teus braços que enlaçam os meus, e apertavam-me contra ti em um gesto de não querer largar-me mais. E tua camisa de botões, me servindo de pijama, e lembro que sempre implicavas, dizendo que eu era muito pequena. E eu fazia um bico deste tamanho, sentada na cama, e logo com esse teu sorriso, chegavas perto de mim e me roubava milhões de selinhos seguidos, e abraçava-me, meu Deus! Me diz como vou ficar sem teu abraço capaz de tornar para mim um abrigo? Um refúgio dentro dos teus braços. &lt;br /&gt;Nossos dias de preguiça, onde ficar em casa era sempre a melhor opção. E enquanto eu arrumava o quarto, ficavas sentado com aquela tua bermuda que eu detestava, tocando violão, e sempre acabavas na mesma música, e repetia com esses teus olhos de jabuticaba, fixos em mim: do nosso amor, a gente é quem sabe, pequena! E ao mesmo tempo em que eu ria, ficava emburrada também, porque não parecias se importar com nada, eu sei, eu sempre reclamava da bagunça, da sujeira, e tu me vinhas e me puxava para dentro de ti, do teu ser, e me acalmava, e me apertava, e me beijava, e me repetia o que eu estava cansada de saber. - Mas acredite, eu nunca cansei das suas repetições. Lembras daquele dia em que fomos dançar? Eu nunca fui boa em passos, já ao contrário de ti, que era ótimo. Lembro que ficamos sentados um fazendo careta pra cara do outro, até que cismastes em querer dançar e me perturbaste durante séculos de horas para te fazer companhia, até que desististes e fostes dançar com uma moça de cabelos cacheados e super bonita. Me Distorci de raiva. Ao término da música, estendeste a mão para mim e, com um olhar de ciúmes, peguei-a. Me conduzistes até o centro da pista, e disseste bem baixinho só para eu ouvir que eu ficava linda com raiva. Eu nunca gostei do poder que tinhas sobre mim. Mas confesso que eu no fundo amava. Amava como sabias me decifrar, amava o jeito que me olhavas, o jeito em que me tocavas, amava a nossa música, nossos beijos em dia de frio, nossos banhos de chuva, nossa cama sempre desarrumada, nossos lençóis brancos, seus beijos de bom dia, seu abraço de boa noite. Seu lugar ao meu lado. Que, agora, não é mais.&lt;br /&gt;Mas, eu vou me adaptar. De algum jeito, nem que eu cometa um ato de morte, não te preocupes, eu ficarei bem. Bem, com a alma rasgada. Bem. Agora, me prometas uma coisa: não te esqueces de mim? &lt;br /&gt;Agora as linhas estão acabando, e provavelmente teu avião estará decolando uma hora dessas. Boa viagem. Prometas se cuidar e ligue-me, se quiseres. Meu celular continua o mesmo. Nosso plano de fundo também. Ligue-me até quando não quiseres ligar, só o teu silêncio do outro lado da linha me fará contente. &lt;br /&gt;E ah! Antes que eu me esqueça, eu adorei dançar com você...&lt;br /&gt;Te beijo. Te espero. Te cuido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-2825702888582935673?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/2825702888582935673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/astrounauta-diz-pra-mimcade-voce.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2825702888582935673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/2825702888582935673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/astrounauta-diz-pra-mimcade-voce.html' title='Astrounauta, diz pra mim...cadê você?'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S5E-o6U7bwI/AAAAAAAAAEE/6z64b4iG6eQ/s72-c/OgAAAHAPQp5Cw69Hmg3ODVT5Z0wvpYevQHdaD9si7bzUGuCipBai3IY3Bcl4Zxi8qTbA-Bpwi9PHvGCETf2XIvVzzQAAm1T1ULd8QAuuQ16uPwX_WN3WDrNxXHdU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5589310234312365709</id><published>2010-03-04T08:50:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T09:33:10.484-08:00</updated><title type='text'>Dos versos meus, tão seus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S4_uoJHfopI/AAAAAAAAAD8/8JkCmkfCTxY/s1600-h/OgAAAOTWUB7O6uWtefLe2YWJBqvvtEj7ymF55RhuAfVrbb7o86z5ggwW8HGV3-krWCwn2U6V9UDbmav0-nvERz5rr8cAm1T1UMj_XWxe4eqJFVTCfgsAa36BWahN.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S4_uoJHfopI/AAAAAAAAAD8/8JkCmkfCTxY/s320/OgAAAOTWUB7O6uWtefLe2YWJBqvvtEj7ymF55RhuAfVrbb7o86z5ggwW8HGV3-krWCwn2U6V9UDbmav0-nvERz5rr8cAm1T1UMj_XWxe4eqJFVTCfgsAa36BWahN.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444832847923749522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era domingo. As gotas de chuva caíam bravamente pelas janelas, arrastando-se mais devagar para suas extremidades. &lt;br /&gt;O desespero tomava-me por completa, enquanto me afundava nos papéis para entregar no dia seguinte, para um trabalho anual. E já eram seis da tarde. &lt;br /&gt;Coloquei Gonzaguinha para tocar na minha vitrola, e me assentei sobre a almofada jogada no chão da sala. Enquanto escutava a batida da música, ao meu ouvido Gonzaguinha me recordava de um certo tipo de amor perdido, "espere por mim, morena, espere que eu chego já, o amor por você morena, faz a saudade me apressar. Tire um sono na rede, deixa a porta encostada, que o vento da madrugada, já me leva pra você...". Me levantei em direção ao quarto, cantando sozinha. Me agasalhei e saí. Qualquer lugar era melhor do que ficar em casa, naquele momento. Não gostava das recordações, parecia que, em algum momento, ou em todos os momentos, o cheiro dele ainda estava impregnado em um dos meus melhores livros, ou até mesmo ao lado esquerdo da minha cama, onde ele costumava dormir. &lt;br /&gt;Bati a porta. A rua parecia calma. Ao contrário de mim. Por fora, intacta. Por dentro, aos cacos. Entrei em uma das inúmeras cafeterias e pedi um mocha, grande, com pouco açúcar. Temos que cuidar da saúde, pensei. Sentei-me ao lado da janela, na qual dava para um parque. Parque deserto. Café deserto. Rua deserta. Eu, deserta.&lt;br /&gt;Minhas mãos agitaram-se pela demora do meu pedido e, em um gesto aleatório, levei-as ao outro lado da mesa em que estava sentada, tocando devagar a ausência inexistente naquela parte, sem ninguém. Me ajustei. Ora, convenhamos, quem nunca perdeu um amor? Seja lá o que perdemos, se for realmente nosso, volta. Sempre volta. Tu sabes. Ou não.&lt;br /&gt;A porta da cafeteria mexeu-se, entrando um rapaz alto, digo, mais alto que eu. Tinha um olhar distante, poderia jurar que o conhecia de algum lugar. Sentou-se na mesa ao lado e, nas mãos, trazia um livro. Fiquei curiosa. Eu o conhecia, tinha certeza disso. Aquele seu sorriso tão indeciso me matava por dentro. Levantei-me e, decidi: vou até ele. Passei uma das minhas mãos pelas suas costas, me movimentando rápido para sua frente, arrastei a cadeira e sentei-me. Pude notar que seus olhos me fitavam com medo, espanto e, uma dor. Fiquei calada. Ficamos calados. Calados um tempo enorme, decorando cada detalhe um do rosto do outro, procurando algo que, ali pudesse explicar tantas palavras perdidas ao longo dos anos. Minha boca movimentou-se - Quanto tempo dormindo do mesmo jeito desde do dia em que fostes por aquela porta... e, com um sorriso no canto de seus lábios me respondeu, pegando em minha mão levemente - Desde daquele dia, meu maior desejo todas as manhãs, foi de voltar a acordar e te ver sorrindo para mim. &lt;br /&gt;Silêncio. Meu café esfriou. A cafeteria esvaziou. E, de repente, a moça do caixa toca em mim, dizendo: - Senhora? Estamos fechando, gostaríamos de saber se queres mais algo. Foi quando me despertei. E assustada olhei para a minha frente, na vã tentativa de achar de volta aquele sorriso que derretia cada pedaço do meu coração. Não estava lá. Não está lá. Nunca esteve lá. Nunca estará lá. &lt;br /&gt;Ele existe apenas dentro de mim. De mais ninguém. Mas uma coisa eu estava convicta: seu sorriso era o mais bonito e o mais iluminado, de todos os que eu já tinha visto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5589310234312365709?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5589310234312365709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/dos-versos-meus-tao-seus_04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5589310234312365709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5589310234312365709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/dos-versos-meus-tao-seus_04.html' title='Dos versos meus, tão seus'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S4_uoJHfopI/AAAAAAAAAD8/8JkCmkfCTxY/s72-c/OgAAAOTWUB7O6uWtefLe2YWJBqvvtEj7ymF55RhuAfVrbb7o86z5ggwW8HGV3-krWCwn2U6V9UDbmav0-nvERz5rr8cAm1T1UMj_XWxe4eqJFVTCfgsAa36BWahN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-571023820325595035</id><published>2010-03-03T09:21:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T09:59:21.344-08:00</updated><title type='text'>Senta-te ao sol. Abdica.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S46jTPha81I/AAAAAAAAAD0/mXtEdDVc2ng/s1600-h/OgAAACtv8aXTOoaNIm1goTsaRnKOfLuku8GxP2hHsQczQ6copyHKfDlEAnRmL7QPHX8BwEy-vTsB0naY9pig_BLau5EAm1T1UNOzoyv47MISXuMupR_yUBGnyrMr.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S46jTPha81I/AAAAAAAAAD0/mXtEdDVc2ng/s320/OgAAACtv8aXTOoaNIm1goTsaRnKOfLuku8GxP2hHsQczQ6copyHKfDlEAnRmL7QPHX8BwEy-vTsB0naY9pig_BLau5EAm1T1UNOzoyv47MISXuMupR_yUBGnyrMr.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444468550517060434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O sinal toca. As crianças organizam-se em filas para o início das aulas rotineiras. E de repente, fico sendo espectadora da minha própria vida. Logo, penso: mais uma vez o Caio estava certo, é cada dia mais difícil tornar-se adulto, ou até mesmo estar em fase de transição. Digo isto porque, a cada dia em que se passa, cada batida do relógio, é como se fosse mortal. De repente nos vemos na direção de nossas próprias vidas, no comando das situações que, antes, eram lideradas por nossos pais. Hoje, o problema com aquele amigo, a palavra cravada no peito como uma faca, não é mais retirada por uma palavra do nosso pai ou nossa mãe, mas sim de nós mesmo. Um dia que, aquela pessoa que achavas que nunca iria te decepcionar, te desaponta, não vai ser sua mãe quem vai tomar as dores e falar olha-só-você-machucou-meu-filhinho, mas sim você mesmo. Não é que nem quando tínhamos cinco ou seis anos que, por não ganharmos algo no qual queríamos, ficávamos com um bico deste tamanho, e só melhorávamos quando ganhássemos aquilo no qual nós tanto ansiamos. Não é diferente na transição pra vida adulta. A unica diferença é que não podemos ficar com bico, nem fazendo birra muito menos chegar em casa e chorar deitado na cama, esperando acontecer o que queremos. Quando crescemos, nos ensinam a lutar pelo que queremos. Não temos armas, as armas são nossos corações. Nossa vontade. Nosso desejo. Mas por mais incrível que seja, é a luta mais difícil que existe! Nem sempre temos vitórias. Nem sempre lutamos por aquilo que queremos, seja por algo que nos aconteceu antes, por uma tristeza, trauma, ferida aberta, exposta. Ou pode ser pelo simples fato de não termos aprendido a lidar com o 'crescer'. Eu tenho que crescer, para dentro e para fora. &lt;br /&gt;Ao crescer, trocamos a mochila de rodinhas por uma 'dentro da moda' jovem. Trocamos o beijo do pai, pelo do namorado. Trocamos as canetas de cheiro, por perfumes caros. Trocamos os lápis coloridos, por esmaltes. Trocamos o pique-esconde, pelas famosas boates. Trocamos o colo da mãe, pelo das amigas. No lugar daqueles penteados diferentes em que nossa mãe sempre fazia, ficam os cabelos de ultima geração. No lugar dos gibis, ficam os livros grandes de química e física recheados de questões de vestibular. E, o nervosismo da primeira prova de matemática, é trocado pela tensão da faculdade. Estamos fazendo escolha a cada minuto que se passa. Abdicar. Sinto falta do jantar pronto, da minha mãe checando minha agenda, do beijo de boa noite do meu pai, de, no meio da madrugada, me ingressar entre meu pai e minha mãe, e fazer dali, um refúgio. Tenho saudades dos meus medos que, comparados com o de hoje em dia, eram nada. O sinal toca pela segunda vez e, lentamente os passos das crianças subindo pela escada, vão ficando cada vez mais baixos e, inconscientemente desperto para dentro. Viver torna-se complicado, penso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-571023820325595035?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/571023820325595035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/senta-te-ao-sol-abdica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/571023820325595035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/571023820325595035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/senta-te-ao-sol-abdica.html' title='Senta-te ao sol. Abdica.'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S46jTPha81I/AAAAAAAAAD0/mXtEdDVc2ng/s72-c/OgAAACtv8aXTOoaNIm1goTsaRnKOfLuku8GxP2hHsQczQ6copyHKfDlEAnRmL7QPHX8BwEy-vTsB0naY9pig_BLau5EAm1T1UNOzoyv47MISXuMupR_yUBGnyrMr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-6677616510479242549</id><published>2010-03-01T08:49:00.001-08:00</published><updated>2010-03-01T09:18:41.794-08:00</updated><title type='text'>Deixa o vento soprar...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S4v2nav-JbI/AAAAAAAAADY/2_5mgoQVbyY/s1600-h/OgAAAN57eoQPwR1BBUeTwoBv12izsON9MftCoof8IQ5zvKM6T9ntDgkYW0dn4YopvU64sJY8sYlCL8CzfvLRA5m8yXUAm1T1UJ7mvwCZM4bP_s3pLstiomj51z9-.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S4v2nav-JbI/AAAAAAAAADY/2_5mgoQVbyY/s320/OgAAAN57eoQPwR1BBUeTwoBv12izsON9MftCoof8IQ5zvKM6T9ntDgkYW0dn4YopvU64sJY8sYlCL8CzfvLRA5m8yXUAm1T1UJ7mvwCZM4bP_s3pLstiomj51z9-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443715731663234482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sapatos mais confortáveis para mais sossego." Era o que estava escrito na camisa de um rapaz no qual estava com a sua namorada - era namorada? provavelmente, pois de acordo com a minha memória tão congestionada, seu braço estava em volta dela, um gesto meio protetor, como se tivesse abraçando-a, em diferente cadeiras. &lt;br /&gt;Sossego. Essa palavra me chamou atenção. Me instiguei durante uns cinco minutos e concluí: sossego.&lt;br /&gt;Saí repetindo sete vezes a mesma palavra para ver se me daria sorte, qualquer coisa que emane esperança, eu estava carente, desesperada, perdida, assustada (...) Aquela sorte colorida, sabe? Bem aquele tipo de desenho animado ou pode ser sentido figurado mesmo, aquele trevo de quatro folhas, pé de coelho, dente de leite, imagine a sorte que for, contanto que seja algo semelhante a esperança, acordar de manhã como se tivesse algo à minha espera. Um beijo, um café, um abraço, uma palavra, um toque, uma ação. Minha sorte é diferente. Minha sorte é um parto de uma criança, sofrimento no início e um certo tipo de êxtase ao acabar. &lt;br /&gt;Meus dias ultimamente vêm sido comparados com a previsão do tempo: sol forte quase o dia todo e pancadas de chuva à noite. Alguém por favor pergunta à moça que trabalha no jornal, se eu posso mudar? Eu quero optar por sol forte o dia todo, mesmo não sendo fã do verão. Mas é o que eu preciso. Preciso muito. Preciso demais. Verão me traz sorrisos, amores repentinos, realização, reconciliação, verão por ser claro, me abre os caminhos. Mas acho que devo tender ao inverno. Não me preocupo, deixo ser. Como já dizia o grande Lennon, let it be...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-6677616510479242549?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/6677616510479242549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/dos-versos-meus-tao-seus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/6677616510479242549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/6677616510479242549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/03/dos-versos-meus-tao-seus.html' title='Deixa o vento soprar...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S4v2nav-JbI/AAAAAAAAADY/2_5mgoQVbyY/s72-c/OgAAAN57eoQPwR1BBUeTwoBv12izsON9MftCoof8IQ5zvKM6T9ntDgkYW0dn4YopvU64sJY8sYlCL8CzfvLRA5m8yXUAm1T1UJ7mvwCZM4bP_s3pLstiomj51z9-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-5794120809261893541</id><published>2010-02-19T08:09:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T08:11:12.215-08:00</updated><title type='text'>Sem inspiração</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S364EAGeDlI/AAAAAAAAADQ/HiYXktZTwIk/s1600-h/OgAAAPgqcewv8asaRUBPXsoqVgLZ700_zIAA9gRFEYqFsC9_1bLCra9ITlphOuN648yGVaee_uA79e23sLxEVwkP4UQAm1T1UFiBRpEPRs1xxDWSNd27Toe4WVuE.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S364EAGeDlI/AAAAAAAAADQ/HiYXktZTwIk/s320/OgAAAPgqcewv8asaRUBPXsoqVgLZ700_zIAA9gRFEYqFsC9_1bLCra9ITlphOuN648yGVaee_uA79e23sLxEVwkP4UQAm1T1UFiBRpEPRs1xxDWSNd27Toe4WVuE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439987778796260946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso resume absolutamente tudo. Caio Fernando Abreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-5794120809261893541?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/5794120809261893541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/02/sem-inspiracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5794120809261893541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/5794120809261893541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/02/sem-inspiracao.html' title='Sem inspiração'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S364EAGeDlI/AAAAAAAAADQ/HiYXktZTwIk/s72-c/OgAAAPgqcewv8asaRUBPXsoqVgLZ700_zIAA9gRFEYqFsC9_1bLCra9ITlphOuN648yGVaee_uA79e23sLxEVwkP4UQAm1T1UFiBRpEPRs1xxDWSNd27Toe4WVuE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-9079922688818654990</id><published>2010-02-17T06:10:00.001-08:00</published><updated>2010-02-17T06:24:07.351-08:00</updated><title type='text'>Eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3v77JXik1I/AAAAAAAAADA/MJT5Bhp9b-4/s1600-h/OgAAAEZAl8I87YzrHTNxDU9XpBspB06AhexpdWg_RBIJsrInXt0C0QWqMY5gphsy0X3KrB0ULiO9p-dVcKJIEDOdeZYAm1T1UK986T5Pg8QlHhc_2gD3uuVqtCaS.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3v77JXik1I/AAAAAAAAADA/MJT5Bhp9b-4/s320/OgAAAEZAl8I87YzrHTNxDU9XpBspB06AhexpdWg_RBIJsrInXt0C0QWqMY5gphsy0X3KrB0ULiO9p-dVcKJIEDOdeZYAm1T1UK986T5Pg8QlHhc_2gD3uuVqtCaS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439217968525513554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Eu perco as chaves de casa, eu perco o freio. Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio, onde será que você está, agora?" Estranho é sentir falta de algo que nem eu mesma sei o que é. Muitos devem se torturar se instigando o que é essa coisa tão importante, que faz falta. Se é que é importante. Se fosse importante, não estaríamos vivos. No contexto seria: o que nos falta, não é importante, porque se fosse importante, não nos faltaria. É assim que chego a conclusão de que todas minhas necessidades e sedes afetivas ou minhas saudades ausentes, não são importantes. E é exatamente por isso que me prego tanto a elas. O que não nos é de extrema importância, é o que mais nos preocupamos. Exemplo: nos preocupamos com o que dizem de nós, com a nossa roupa, com a cor do nosso sapato que não está combinando com a bolsa, ou até mesmo com aquele sorriso fora de hora, porque convenhamos, o que podem pensar de nós? E agora me diga, isso é importante? Não. Isso vai te tirar um membro do seu corpo? Não. Isso vai te deixar incapacitada de algo? Não. Isso não vai te matar, te deixar doente, te tirar de casa, nada disso. Mas mesmo assim nós teimamos em nos preocupar com essas coisas tão... insignificativas. &lt;br /&gt;Eu acho que sou feita a maior parte de coisas ausentes. Coisas que apenas ameaçaram ser e não foram, como já dizia meu grande Caio Fernando. Coisas que foram perdidas, submersas, escondidas, esquecidas, ou simplesmente, nunca existiram. Tem o seu gosto bom e seu gosto ruim do lado de tudo isso. É doce as vezes tentar fazer da sua vida uma grande e enorme tentativa de utopia. Porém parece que caímos da cama e acordamos, com aquela dor de saber que nada disso é. Nada é. Mas eu tenho que confessar que as vezes a ausência é uma coisa bonita. Uma coisa gostosa de ser vista, sentida. Se bem que ela não se é vista. Porém, é como se essa ausência preenchesse ainda assim algo, algo que como sempre, eu não sei o nome. E nunca saberei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-9079922688818654990?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/9079922688818654990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/02/eu-deixo-porta-aberta-eu-nao-moro-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/9079922688818654990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/9079922688818654990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/02/eu-deixo-porta-aberta-eu-nao-moro-mais.html' title='Eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3v77JXik1I/AAAAAAAAADA/MJT5Bhp9b-4/s72-c/OgAAAEZAl8I87YzrHTNxDU9XpBspB06AhexpdWg_RBIJsrInXt0C0QWqMY5gphsy0X3KrB0ULiO9p-dVcKJIEDOdeZYAm1T1UK986T5Pg8QlHhc_2gD3uuVqtCaS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-1762564749705099686</id><published>2010-02-16T05:40:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T05:58:47.105-08:00</updated><title type='text'>Porque não me mudar para o seu apartamento hoje mesmo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qj8DT5OhI/AAAAAAAAAC0/s_eoETWQSbk/s1600-h/OgAAAFaZ0A_ZG8K-JospHYxZzQZ9ATnLegtEOztPchiZooCnLPjGVdZidQT4KhmHpCVCtffcm95YOdus-MwVxscCmkMAm1T1UEvvi9AhFqAPbkiwoUAaVgk5ahr_.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 300px; " src="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qj8DT5OhI/AAAAAAAAAC0/s_eoETWQSbk/s320/OgAAAFaZ0A_ZG8K-JospHYxZzQZ9ATnLegtEOztPchiZooCnLPjGVdZidQT4KhmHpCVCtffcm95YOdus-MwVxscCmkMAm1T1UEvvi9AhFqAPbkiwoUAaVgk5ahr_.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438839752079522322" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); -webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qj8DT5OhI/AAAAAAAAAC0/s_eoETWQSbk/s1600-h/OgAAAFaZ0A_ZG8K-JospHYxZzQZ9ATnLegtEOztPchiZooCnLPjGVdZidQT4KhmHpCVCtffcm95YOdus-MwVxscCmkMAm1T1UEvvi9AhFqAPbkiwoUAaVgk5ahr_.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); -webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;Confesso que realmente não sei o que eu quero.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quê essa necessidade tão forte de saber o que eu quero?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Eu quero tudo. Eu quero nada. Eu quero um pouco de cada. Não quero tudo porque o tudo as vezes enjoa, é chato vezenquando você não lutar pelo que você quer, e no fim, não ter aquele gostinho de dizer 'eu consegui.' Mas ao mesmo tempo eu também não quero o nada, porque as vezes quando não se tem nada, a vida fica entediante. Mas fica mesmo! Fica sem cor, sem sabor, é como se fosse um arroz sem tempero. Um pouco de cada eu não diria que fosse o meu maior desejo, mas por enquanto é o que eu quero ultimamente. E olha que para eu querer alguma coisa é difícil. Mas acho que isso se parece mais comigo. Eu quero um pouco de um amor e um pouco da dor daquele amor. Porque como diz nossos grandes mestres da música brasileira, "o amor só é bom se doer.'' mas é a pura verdade. Qual a graça de um amor de novela? Não quero mesmo! Quero algo que me tire o fôlego, quero aquela complicação gostosa no início misturada com aquele gosto de ser amada. Quero aquelas indiretas, aquele olhar perdido, aquele sorriso tímido... Aquela respiração presa ao olhar nos olhos. Aquele suspiro de ''como você está linda hoje, para onde irás querer ir? hoje você é quem manda.'' Não fui feita para romances de Hollywood, muito menos para romances mexicanos. Tenho dito que se depender de mim, eu só me apaixonaria pela pessoa menos provável, e principalmente essa pessoa seria aquela que menos me demonstraria atenção. Ah, como são belas e indecifráveis as pessoas que mal conhecemos...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-1762564749705099686?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/1762564749705099686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/02/porque-nao-me-mudar-para-o-seu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/1762564749705099686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/1762564749705099686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2010/02/porque-nao-me-mudar-para-o-seu.html' title='Porque não me mudar para o seu apartamento hoje mesmo?'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qj8DT5OhI/AAAAAAAAAC0/s_eoETWQSbk/s72-c/OgAAAFaZ0A_ZG8K-JospHYxZzQZ9ATnLegtEOztPchiZooCnLPjGVdZidQT4KhmHpCVCtffcm95YOdus-MwVxscCmkMAm1T1UEvvi9AhFqAPbkiwoUAaVgk5ahr_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8808841457231559419.post-4209582338917110062</id><published>2009-10-12T15:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T16:30:43.600-07:00</updated><title type='text'>Alone...Again</title><content type='html'>''Sem lua nem sol, ela estava sozinha no banheiro." Sensação de desamparo. As vezes me instigo, quem nunca passou por isso? E então me dou auta-resposta: parece que ninguém. Dores existem. Abandonos existem. Fim do amor, existe. Estou perdida nas palavras que tento compreender, tão embaralhadas na minha cabeça. Não sei mais sorrir. O sorriso que tenho é para não descobrirem o abismo em que estou, um abismo a beira dos meus pés. Sem muitos rodeios, a verdade é: quero sumir. É como se eu estivesse dentro de uma sala gritando com toda minha força e ninguém pudesse me tirar de lá, ninguém me ouvisse. Porque as pessoas que mais amo não confiam em mim? Será que sou tão monstro que não merecesse a confiança de ninguém? Pior quando estas fere meus sonhos, meu coração... Qual a graça de matar todos os sonhos de uma pessoa? Eu tenho um medo descontrolado do meu futuro, não deveria, mas tenho. São tantos sonhos, tantas decepções, frustrações, tantos naufrágios... Roubaram minha alegria, simplesmente. Queria desesperadamente encontrar alguém no meio da minha estrada, no qual passasse as mãos pelos meus cabelos, e falasse numa voz doce e calma: ''você parece estar tão perdida...'' e que sem falar nada, me diga alguma coisa como 'eu tô aqui, eu te ajudo, não vou te deixar cair'.  Que eu pudesse me encontrar, ou me perder, mas tivesse minha paz. Eu nunca senti tanto a falta de alguma coisa como eu sinto agora dessa pequena palavra: paz. O que eu mais tenho vontade é de desistir de tudo, dormir e não acordar. Dormir. Dormir. Sumir. Meu coração sangra, e dói. Enquanto me lamúrio, continuo aqui...sozinha. De novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8808841457231559419-4209582338917110062?l=strawberryfields-c.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/feeds/4209582338917110062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2009/10/aloneagain.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/4209582338917110062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8808841457231559419/posts/default/4209582338917110062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://strawberryfields-c.blogspot.com/2009/10/aloneagain.html' title='Alone...Again'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069251094973767084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_ng4nDm12r3o/S3qfuTdh_0I/AAAAAAAAACQ/kFjGnTN313U/S220/fsdfk.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
